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Quinta-feira, 20 de junho de 2019

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Selminha Sorriso fala de luto um mês após a morte do marido: 'Dor continua'

Ego

26 Out 2016 - 11:16

Selminha Sorriso fala de luto um mês após a morte do marido: 'Dor continua'
Marcos Falcon foi assassinado em 26 de setembro. Porta-bandeira diz que reza muito, agradece apoio e promete desfile emocionante no carnaval 2017.

A dor da perda do companheiro de dez anos ainda está lá, dói e machuca. Mas neste 26 de outubro, um mês após a morte de Marcos Falcon, 52 anos -  presidente da Portela que foi assassinado a tiros no Rio-, o coração de Selminha Sorriso está mais sereno.

Em conversa com o EGO, a porta-bandeira da Beija-Flor de Nilópolis, uma das figuras mais queridas do mundo do samba, conta como vem superando o luto e retomando o sorriso que a consagrou.

“A dor continua sendo grande, mas agora tento ser forte e mandar amor para ele”, diz ela.

EGO: No dia 20 de outubro, dia da final de samba da Beija-Flor, as pessoas se surpreenderam com o jeito como você esteve na quadra. Feliz, bonita. Como foi essa volta?
Selminha Sorriso: Não sei explicar o que aconteceu. No dia da final do samba, acordei triste. Fui trabalhar, voltei, rezei muito e pedi para estar bem à noite. Quando cheguei na quadra da escola, fui tomada por um amor, as pessoas cuidando de mim. Acho que isso ajudou. Além disso, a Beija-Flor é um solo sagrado. Acho que tudo isso fez a minha alma brilhar e querer continuar a viver. Cada dia é um dia, e aquele foi um dia abençoado. Deus falou: 'Você é a Selminha Sorriso! Vai lá brilhar, você faz a alegria de muita gente'. Neste dia, fui a última a sair da quadra.

Acha que nesse dia começou o seu processo de superação do luto?
Não dá para falar em superação. Mas estou bem melhor. Na verdade, no dia 12 de outubro, uma grande amiga disse que estava pedido por mim a Nossa Senhora Aparecida, de quem sou muito devota. Ali comecei a cuidar da minha parte espiritual para ficar boa. Sabia que precisava ficar bem, tenho filho, família, meus projetos. Rezei muito e mandei muita luz para ele. Além disso, as pessoas cuidaram muito de mim. Cuidaram e continuam cuidando. Acredito muito no ser humano.

Como está sendo viver esse luto?
A dor continua sendo forte, mas agora tento ser forte e mandar amor para ele. Agradecer e mandar amor. Todo dia rezo, penso nele e acho que a dor vai transformando a gente em uma pessoa melhor.

Como vai ser esse dia 26, um mês da morte do Falcon?
Vou rezar muito, mandar muito amor para ele. Na segunda-feira (24), chorei. Estava no trabalho e começou a bater uma tristeza. Depois me dei conta de que foi em uma segunda-feira que ele morreu. Inconscientemente essa coisa veio. Aí comecei a lembrar como recebi a notícia, como foi. Senti muito a separação deste plano terrestre. Imaginei que a gente fosse ficar velhinhos juntos, lado a lado. Agora procuro sempre relembrar as coisas boas que ele fez, o que aprendi com ele, o que ele aprendeu comigo, o jeito firme dele.

Você acredita em vida após a morte?
Sim, sou Kardecista e acredito muito nisso.

Acredita que vocês ainda vão se reencontrar?
Não sei. Mas eu costumava dizer que o nosso amor era de outras vidas.

O que fica desse processo todo?
Descobri que o ser humano não está em extinção. Na dor, as pessoas são solidárias, são lindas, cuidam, se preocupam. Você recebe o que dá, e graças a Deus recebi muito amor.

E o que o torcedor da Beija-Flor pode esperar de você na Avenida?
O meu sorriso, o meu bailado, vou fazer um desfile emocionante.


 
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