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Domingo, 09 de maio de 2021

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PACIÊNCIA NA COSTURA

Batismo de fogo para José Adolpho na chefia da Casa Civil é votação da RGA na Assembleia Legislativa

Foto: Chico Valdiner / GCom-MT

Antes de ser titular, José Adolpho Vieira era secretário adjunto da Casa Civil desde janeiro de 2015

Antes de ser titular, José Adolpho Vieira era secretário adjunto da Casa Civil desde janeiro de 2015

O primeiro grande teste do secretário José Adolpho Avelino Vieira na chefia da Casa Civil será a tramitação e votação do projeto de lei da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Nos bastidores, o tema é tratado como autêntico ‘batismo de fogo’ do novo titular da Casa Civil, com menos de um mês no cargo, apesar de fazer parte do staff, como adjunto, desde o início do mandato do governador José Pedro Taques (PSDB).
 
José Adolpho Vieira explicou que a confiança na bancada de sustentação se deve à transparência, no processo. Ele recordou que os 19 deputados estaduais se reuniram com o governador, o vice-governador Carlos Fávaro (PSD) e a equipe econômica há poucos dias, no Palácio Paiaguás, para tratar do assunto. Adolpho Vieira possui mais de duas décadas de amizade com Pedro Taques era secretário adjunto da Casa Civil desde janeiro de 2015.

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“Sem dúvida, a bancada está bem firme para embate, no Poder Legislativo de Mato Grosso. Nós temos 19 deputados, na base aliada. E fizemos uma reunião onde colocamos os 19 deputados conversando com o governador Pedro Taques. Temos total confiança de que vão honrar a palavra de acompanhar a decisão do governo”, afirmou ele. A proposta a ser encaminhada à Assembleia prevê que a RGA seja paga em 2018, em três parcelas.

Na engenharia administrativa-financeira montada pelo governo, a RGA de 2017 é contemplada em três parcelas, a partir de janeiro de 2018: 2,15% em janeiro, 2,15% em abril e 2,14% em setembro, totalizando assim os 6,58%.  
 
José Adolpho tem mantido diálogo permanente com o líder do governo na Assembleia, deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM); e com o vice-líder, deputado Doutor Leonardo Albuquerque (PSD). Nesta quinta-feira (1), ele se reuniu com o presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho (PSB); primeiro secretário, deputado Guilherme Maluf (PSDB); e deputado Jajah Neves (PSDB). E o entrosamento tende a ser ampliado, com o diálogo da Casa Civil com os parlamentares.
 


“O governo de Mato Grosso é único, entre os 27 da Federação, que se dispôs a discutir a RGA. E fez um esforço sobre humano para elaborar a proposta. É parcelada, porque é dentro do que o Estado pode cumprir. Somente Mato Grosso possui uma proposta de RGA”, afirmou o chefe da Casa Civil. Ele recebeu informações de que o governo de Mato Grosso do Sul descartou qualquer concessão e que Goiás já havia decidido, desde o início do ano, que não daria qualquer reposição no salário do funcionalismo.
 
“Nós conseguimos fazer esta proposta. Não é como o governador queria. Ele teria um prazer enorme em anunciar o pagamento integral e imediato. Ele é servidor público, como eu sou. Teríamos prazer enorme em anunciar isso. Mas, se o fizer, não dá para honrar”, justificou Adolpho Vieira.
 
Já em relação à Revisão Geral Anual de 2018, o governo de Mato Grosso fez uma previsão pagamento, em dezembro de 2018 (2%) e março de 2019 (2,14%), totalizando 4,19% projetados.

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