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Taques usa ditado cuiabano para criticar desleixo de Silval com obras da Copa: “pão bolorento”

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

17 Out 2017 - 11:33

Foto: Rafaella Zanol Secid-MT

Taques usa ditado cuiabano para criticar desleixo de Silval com obras da Copa: “pão bolorento”
A necessidade de terminar as obras da Copa do Pantanal Fifa 2014 a um custo que, atualmente, onera o Tesouro do Estado, levou o governador José Pedro Taques (PSDB) a voltar a atacar a gestão do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), responsável pela definição de tudo o que começou e não terminou. Ele recorreu a um velho adágio popular de Cuiabá para tentar explicar o que aconteceu com o chamado ‘caderno de encargos da Fifa’ para a Copa do Mundo.
 
“Enganaram o povo de Cuiabá e de Mato Grosso: fizeram a obra por cima. Por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento, diz o ditado”, observou Taques, recorrendo ao velho ditado, ao argumentar que busca fazer cada obra de forma correta e pelo preço justo. Ele visitou nesta terça-feira as obras de drenagem do córrego do Barbado, sob o viaduto Jornalista Clóvis Roberto (UFMT), no cruzamento das Avenidas Fernando Corrêa da Costa e Tancredo Neves.
 
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“Agora, estamos arrumando e fazendo o que precisaria ser feito, através da drenagem. A obra ficará pronta em janeiro [de 2018]. Trabalhamos firme e confiamos na empresa que foi contratada para fazer isso. Por que demoramos tanto, dois anos? Porque os documentos precisaram acertados”, sintetizou Taques, para a reportagem do Olhar Direto, após visitar as obras, ao lado do secretário de Estado das Cidades (Secid), deputado Wilson Santos (PSDB).
 
O chefe do Poder Executivo lamentou que as obras tenham sido mal planejadas e mal executadas, obrigando a uma revisão geral antes da retomada. “Quando você pega algo mal feito desde o início, demora para reconstruir. A dona de casa sabe que o que começa mal feito é muito difícil de arrumar. Mas o cidadão pode ter certeza que o que está aqui vai se resolver”, projetou Taques, que neste ano raramente reclamava do governo Silval Barbosa, que, neste ano, confessou à Procuradoria Geral da República (PGR) ser chefe de uma quadrilha que roubou R$ 1 bilhão do Estado.  
 
Pedro Taques recordou que muitas das 16 obras da Copa do Pantanal Fifa 2014 que necessitam de conclusão tinham defeitos de difícil correção e que outras estavam superfaturadas ou incompletas. “A maioria destas obras têm defeito;, erros de projetos. Muitas até mesmo estão sem projetos. Veja o caso do Trevo do Santa Rosa [Avenida Miguel Sutil], a empresa contratada na gestão passada quebrou. Tivemos que substituí-la; para isso precisava de nova licitação. A licitação foi deserta, o que significa que nenhuma empresa quis fazer a obra. Agora que conseguimos; é a mesma situação do Trevo do Santa Rosa e da Salgadeira”, justificou o governador, sobre a demora da maioria das obras.
 
A necessidade de corrigir o errado e fazer o correto demanda tempo. “É o conceito que afirmamos: temos que terminar as obras, mas com responsabilidade. é o que estamos fazendo!”, definiu Taques, ao elogiar o comprimento do secretário Wilson Santos e toda a sua equipe da Secretaria de Estado das Cidades.
 
“Tenho certeza que o cidadão de Cuiabá está impaciente. E está com razão! As obras eram para ter ficado prontas para a Copa de 2014 [antes de junho de 2014], já estamos classificados para a Copa de 2018 e as obras não terminaram”, protestou o governador, num comparativo raso sobre os prazos.
 
O chefe do Poder Executivo tende que o erro começou na elaboração dos projetos. “Por quê [não terminaram]? Foram obras feitas sem projetos ou com projetos errados; com irresponsabilidade. Não vou pedir paciência ao cidadão, temos é que trabalhar para resolver isso! É o que estamos fazendo. As obras da Copa, as que tiverem condições, vamos terminar todas”, complementou Taques.
 

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