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Russi destaca “bom relacionamento” com Botelho para que contingenciamento de emendas não prejudique diálogo com AL

Da Redação - Ronaldo Pacheco / Da Reportagem - Erika Oliveira

24 Out 2017 - 14:00

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Russi destaca “bom relacionamento” com Botelho para que contingenciamento de emendas não prejudique diálogo com AL
A transferência de emendas parlamentares impositivas para honrar outras dívidas do Estado, ao menos do ponto de vista institucional, não deve abalar o relacionamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso com o Poder Executivo. A projeção partiu do secretário-chefe da Casa Civil, deputado Max Russi (PSB), ao destacar o bom relacionamento que possui com o presidente da Assembleia, deputado Eduardo Botelho, e enfatizar o seu comprometimento com as políticas públicas da gestão do governador José Pedro Taques (PSDB).
 
Considerado ponto crucial de cobranças dos deputados estaduais, nos últimos meses, as emendas representariam uma alternativa para o Tesouro do Estado honrar algumas dívidas. Todavia, Botelho vem sendo pressionado pelos colegas de Edifício Dante Martins de Oliveira a não aceitar o decreto 835/2017, que autoriza o governador a repactuar e mudar o destino de até 50% das emendas.
 
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Mesmo assim, Max Russi mantém a confiança. “Eu vejo isso com tranqüilidade. Nós temos um relacionamento muito bom com a Assembleia Legislativa e, com o presidente Botelho, ainda melhor. Se a Assembleia entender que houve a necessidade que possa ser feito algum encaminhamento, alguma mudança no decreto, estamos abertos para fazer a discussão e conversar de forma tranqüila”, argumentou Max Russi, nesta segunda-feira (23), após reunião no Palácio Paiaguás.
 
Max Russi crê que as emendas são importantes para os municípios e que, mesmo com o decreto, Taques tem pressa nas entregas. “Nós entendemos que as emendas parlamentares são importantes para os deputados e importantes para o governo. São ações distribuídas nos 141 municípios de Mato Grosso e, ser for este o entendimento e conforme o avanço das emendas que nos colocamos, o prazo de 31 de outubro acredito que ande rápido”, afirmou ele, para a reportagem do Olhar Direto.
 
Em  anos anteriores, os servidores tiveram de fazer horas extras para dar conta de deixar tudo azeitado para execução das emendas e, para este ano, a idéia é estar com tudo pronto. “A gente quer fazer uma entrega rápida. Para poder encerrar o ano e não chegar nos últimos dias, obrigando os servidores a estarem nas secretarias para fazerem o encaminhamento de emenda [burocrático]. Então, os secretários tiveram agosto, setembro e outubro para fazer este encaminhamento e foram feitos. E, se a gente vê alguma coisa que por ventura precisa ser ajustado, com o decreto nós estaremos à disposição do governo para discutir”, sintetizou o chefe da Casa Civil.  
 
As emendas que não estiverem empenhadas serão as primeiras a comporem o rol de até 50% autorizados pelo decreto 835/2017. “O que não tiver empenho, que não conseguir avançar dentro das secretarias de Estado. Aquilo que não foi apresentado pelos parlamentares, o que não conseguir o trâmite para conseguir empenho. Mas o prazo, sim, nós podemos estar discutindo com todos os deputados”, complementou Max Russi, que também é deputado – licenciado – e possui emendas não pagas pelo Poder Executivo.


O imbróglio do pagamento das emendas parlamentares se arrasta desde o ano passado. Pelo menos três acordos foram firmados entre os presidente Eduardo Botelho e governador Pedro Taques, neste ano, mas sempre ocorreram problemas que não permitiram a conclusão do compromisso.

 

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