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Quarta-feira, 16 de outubro de 2019

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Goleiro preso no intervalo, gol de bicicleta, falta de água nos banheiros da Arena; emoção até o fim entre Operário e Luverdense

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

19 Jan 2018 - 08:00

Foto: Associação Nação Operariana (ANO)

Torcida do Operário de Várzea Grande contestou o público divulgado, inferior a mil pagantes na Arena Pantanal

Torcida do Operário de Várzea Grande contestou o público divulgado, inferior a mil pagantes na Arena Pantanal

Quem não foi à Arena Pantanal, em Cuiabá, na noite desta quinta-feira (18), perdeu uma partida emocionante entre o  Clube Esportivo Operário de Várzea Grande e o Luverdense, a prisão do goleiro Heverton Perereca e os protestos pela falta de água nos banheiros do verdadeiro templo do futebol de Mato Grosso. A equipe de  Lucas do Rio Verde venceu por 2  a 1, em placar construído no primeiro tempo, e suportou bem a tentativa da reação do Chicote da Fronteira, na etapa final.
 
A nota dissonante foi a prisão do pai de família Heverton Santos de Oliveira, 38 anos, popularmente conhecido como Heverton Perereca, goleiro do Operário. Não havia necessidade da pirotecnia do oficial de justiça, acompanhado de quatro homens da Polícia Militar de Mato Grosso, para executar o mandado de prisão.
 
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A reportagem do Olhar Direto apurou que a detenção ocorreu pelo atraso no pagamento da pensão alimentícia de um dos seus filhos. Perereca foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo delito e, na sequência, recambiado para o Centro de Custódia de Cuiabá (CCC), por ter diploma de nível superior – é professor de Educação Física.
 
Fonte da diretoria do tricolor varzeagrandense revelou ao Olhar Direto que o valor da pensão devido por Perereca seria superior a  R$ 27 mil. Ele havia encerrado a carreira em 2016, ao 38 anos, chegando a disputar o Campeonato Peladão por equipes amadoras, como Urgente Futebol Clube (UFC), campeão do Pólo CPA, mas foi convencido por dirigentes do Operário e amigos a retomar a carreira profissional.
 
Heverton Perereca foi o primeiro goleiro de Mato Grosso a fazer gol, em 2007, quanto atuava pelo Luverdense, contra o São José, em São José do Rio Claro.
 
A partida
 
O Luverdense fez prevalecer o melhor prepararo físico e a maior qualidade técnica, na vitória sobre o Chicote da Fronteira. A equipe de Lucas do Rio Verde fez 1 a 0 aos 17 minutos do primeiro tempo, em falha clamorosa da zaga tricolor. Mas o Operário pressionou bastante e empatou, com um golaço de bicicleta.
 
Já tinha passado dos 45 minutos da etapa inicial quando o Luverdense voltou à frente, em nova falha coletiva da defesa operariana.
 


 Nota dissonante
 
Embora o presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF), Aron Dresch, tenha prometido gestão empresarial para o Campeonato Estadual de 2018, o que se viu na Arena Pantanal foi um autêntico episódio do antigo seriado “Os Três Patetas”.
 
Os banheiros da Arena Pantanal não tinham água. E nos banheiros femininos, além da falta do pecioso líquido, também não existia papel higiênico. Os lavabos masculinos nunca têm papel mesmo.
 
Na entrada, apenas duas bilheterias destinadas à venda de ingressos. E, depois, na entrada, somente dois seguranças para efetuar a revista de rotina nos torcedores, em fila única. Resultado: testemunhas asseguraram à reportagem do Olhar Direto que até os 23 minutos do primeiro tempo existia fila de gente com ingresso, para acesso à arena.

Sobre as questões acima colocadas, a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) informou que a questão de falta de água e outras coisas operacionais são de atribuição do Governo do Estado, já que a Arena Pantanal ainda não está com as obras finalizadas.

Além disto, acrescenta que outras questões são de atribuição do clube mandante e que é necessário que eles cumpram com o dever. Por fim, garante que havia pessoas suficientes nas bilheteres e que muitas pessoas acabam chegando em cima da hora, o que causa filas.   
 
A reportagem do Olhar Direto apurou com vendedores de ingressos que pelo menos 1,35 mil bilhetes haviam sido comercializados. Porém, o anúncio de público pagante provocou choque coletivo em que ouviu: 690 torcedores. Quem conhece a Arena Pantanal duvidou do número apresentado.
 
Outro problema grave: falta de transporte coletivo. Não havia ônibus direto de Várzea Grande nem de bairros de Cuiabá distantes da Arena Pantanal, como CPA (Morada da Serra) e Tijucal ou Pedra 90 (Grande Coxipó). Torcedores que foram de transporte público  tiveram que esperar um tempo considerável, nas paradas de ônibus, para voltar até suas casas, depois das 22h15.
 
O torcedor operariano Maurício Souza Neves, 33 anos, iria pegar três ônibus desde o bairro Verdão até o Jardim Ouro Verde, em Várzea Grande. “Vou apanhar um daqui até a Praça Ipiranga [em fente ao Ganha Tempo, na Avenida Tenente Coronel Duarte], outro ônibus até o Terminal André Maggi e, por fim, se ainda tiver, um ônibus até o Jardim Ouro Verde”, observou ele. Maurício Neves aceitou de bom grado a carona da reportagem do Olhar Direto até a Praça Ipiranga, que está passando por reforma. 

Atualizada às 15h12.

13 comentários

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  • Dudu
    14 Fev 2018 às 03:55

    Luis Carlos, futebol e cerveja tem tudo a ver meu querido!! Sabe de nada inocentao!

  • andrea
    20 Jan 2018 às 14:03

    sem duvida que convem o rapaz pagar pensão, mas a atitude espetaculosa da justiça é igualmente condenável, muita incompetencia não achar um jogador que tem treino todo dia e só o oficial não sabe onde encontrar?

  • Henrique Operariano
    20 Jan 2018 às 12:15

    Luis Carlos, sua ignorância ficou perdida em que lugar deste mundo? Não se vende cerveja na Arena Pantanal. Aquilo é refrigerante. E se fosse cerveja, mostrar o copo de cerveja por acaso é falta de educação onde? Só se for da cidade de onde você veio. Você é um idiota.

  • augustos
    20 Jan 2018 às 05:24

    essa a policia do Pedro Taques, só prende gente de bem e faz faz passar vergonha, mas e o juiz que determinou essa barbarie?? a reportagem tem que ouvi-lo,

  • Carlos coniglio
    19 Jan 2018 às 21:50

    Vamos publicar verdade por favor ,

  • Adílio
    19 Jan 2018 às 21:49

    Esse tipo de pirotecnia na frente da imprensa é coisa dessa ensaiada para prejudicar um time tradicional como o Operário. Quanto às condições da arena para receber torcedor, o presidente da federação é também dono do Cuiabá, que é tão gaúcho quanto o dono do Luverdense, que também foi presidente da federação. Muita tramóia pra prejudicar o Operário.

  • Carlos coniflio
    19 Jan 2018 às 21:48

    Esse jornalista está faltando com a verdade , fontes seguras disse que foi 691 ingressos vendidos mesmo com público, e na verdade tinham 3 pessoas vendendo ingressos e não duas , na portaria por onde passei tinham 3 moças atendendo e dois homens e uma mulher revistando , antes de publicar falsas notícia , verifiquem direito , e sempre que vou aos jogos sempre vejo o acúmulo de pessoas comprando ingressos , porquê ? Os torcedores deixam pra entrar faltando 30 minutos para o início do jogo .

  • GUSTAVO
    19 Jan 2018 às 14:46

    pirotecnia do oficial de justiça sim, total falta de bom senso, não estou defendendo o goleiro, mais a atitude do oficial de justiça foi totalmente despreparada, parece que estava querendo chamar a atenção, tratado como se fosse um bandido, se fosse politico que rouba dos nossos bolsos e ainda tem cara de pau de aparecer na tv e falar que vai provar na "JUSTIÇA" que não fez nada de errado, mesmo com o vídeo do mesmo SAMBANDO NA CARA DOS CUIABANOS, NÃO IRIA ACONTECER NADA NÉ, pois até o momento não aconteceu. JUSTIÇA É SÓ PRA POBRE, PRA QUEM NÃO TEM INFLUENCIA, COSTAS QUENTE, "AMIGOS PODEROSOS E ETC.

  • Rubens
    19 Jan 2018 às 10:30

    Qual a pirotecnia do oficial de justiça? Ele postou nas redes sociais? Ele chamou a imprensa? Não, ele estava trabalhando, cumprindo a lei. Se fosse o "Zé do Bairro" que tivesse sido conduzido nas mesmas circunstâncias ninguém ia falar que é pirotecnia. Iam falar que foi bem feito, pois quem mandou não pagar a pensão. Outra coisa, nenhum oficial de justiça em sã consciência cumpre um mandado de prisão sem auxílio policial. Vcs acham mesmo que se ele chegasse lá no intervalo, no vestiário, no meio de um monte de gente e chamasse o Heverton para acompanhá-lo daria certo? O goleiro ia sair rumo ao centro de detenção na boa, sem ele e nem ninguém fazer nada contra o oficial?

  • moises bispo dos santos
    19 Jan 2018 às 10:09

    o retrato em branco e preto do frágil futebol mato grosso

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