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Segunda-feira, 20 de maio de 2019

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Vinte bairros de Cuiabá tem alto risco de epidemia de dengue, zica e chikungunya; veja lista

Da Redação - Fabiana Mendes

21 Fev 2018 - 10:55

Foto: Davi Valle

Vinte bairros de Cuiabá tem alto risco de epidemia de dengue, zica e chikungunya; veja lista
O primeiro Levantamento de Índice Rápido de Infestação (LIRAa), de 2018, apontou que Cuiabá está em situação de alto risco para transmissão e epidemia de dengue, zika vírus e principalmente da febre chikungunya. O levantamento também aponta, que 85% dos criadouros estão em residências.

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Dentre os bairros, segundo a assessoria da pasta, as mais preocupantes estão o Três Barras, Residencial Paraná, Nova Canaã 1ª, 2ª, e 3ª etapa, Colina Verde, Jardim Umuruama, Altos da Glória e 1º de Março.  Todos com  19,4% de risco.

Em segundo lugar, com 18%, estão o Jardim Ubatã, São Benedito, Coophamil, Jardim Beira Rio, Novo Terceiro, Santa Izabel, Jardim Araçá, Barra do Pari, Santa Amália e Canachue.

Diferente dos demais, que estão compostos por no mínimo oito bairros, o terceiro lugar com 17,4% é formado por apenas cinco comunidades, sendo Vista da Chapada, Voluntários da Pátria, Residencial Sonho Meu e Pedra 90 - 1ª e 2ª etapas.

Com Índice de Infestação Predial (IIP) médio é de 8,6% e mais 125 bairros com percentuais acima deste, que vão de 8,9% a 19,4%.  Os números são considerados extremamente alarmantes, uma vez que o satisfatório preconizado pelo Ministério da Saúde é menor que 1%, de 1% a 3,9% situação de alerta e acima de 3,9%, de risco.

O LIRAa também destaca que a maioria das casas apresentam mais de um foco sendo que, 80% estão em depósitos ao nível do solo como caixas d'água, tambores, ou outro tipo de recipiente aberto que possa acumular água. O lixo e demais resíduos sólidos como tampinhas de garrafa, latas velhas, cascas de ovo, sacos plásticos, vasilhas e calhas aparecem em segundo lugar na preferência das fêmeas para botar os ovos e proliferar a espécie.

A coordenadora de Vigilância em Zoonoses, Alessandra Carvalho, explicou que os dados demonstram que boa parte da população não vem realizando os cuidados básicos.

"Os apontamentos do LIRAa são claros, não basta intensificarmos as ações de combate ao Aedes, é preciso que a população se conscientize e faça o dever de casa. Apenas 10 minutos por dia é o suficiente para vistoriar o quintal, eliminar os focos e impedir  que a proliferação do mosquito aconteça. Só venceremos essa guerra com intensificações conjuntas e a população tem fundamental papel neste processo", frisou.
 
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