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Favorável à taxação, Jayme Campos diz que agronegócio criou "apartheid" em Mato Grosso

Da Redação - Érika Oliveira

15 Out 2018 - 18:17

Foto: Rogerio Florentino/Olhar Direto

Favorável à taxação, Jayme Campos diz que agronegócio criou
Eleito sob a promessa de ser “senador do povo”, o ex-governador Jayme Campos (DEM) teceu duras criticas ao agronegócio na manhã desta segunda-feira (15), em entrevista ao programa ‘A Notícia de Frente’, da TV Vila Real. Para o democrata, o setor criou um “apartheid” – regime de segregação – no Estado, fazendo com que a maioria dos políticos trabalhassem apenas para beneficiar grandes produtores. Favorável à mudanças na Lei Kandir, que impliquem na taxação do agro, Jayme Campos disparou: “os barões e tubarões têm que pagar”.

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“A verdade é que criaram quase um apartheid em Mato Grosso, em que a grande maioria dos políticos representam só o agronegócio. Quando eu digo que serei o senador de todos, como posso ser senador só do agronegócio? Temos outras atividades aqui. Eu disse e repito: vou continuar com o mesmo posicionamento, sendo senador de todos os mato-grossenses. Tanto é que procurei, dentro das minhas limitações financeiras, fazer minha campanha com recursos próprios, para não dizerem que eu estava no bolso de qualquer que seja, ou de segmentos”, declarou o senador eleito.

Jayme revelou, ainda, que sofreu represália do agronegócio durante a campanha por conta de seu posicionamento. “Bastante. Muito. Mas é um direito deles. Isso não me preocupou, quem votou em Jayme Campos é porque conhece Jayme Campos”, rebateu.

O democrata criticou também a distribuição de renda no Estado. Além de afirmar que a produção de riquezas em Mato Grosso não deve ser credita exclusivamente ao “cara que planta soja, algodão e milhão”, Jayme declarou que irá lutar, no Senado Federal, por mudanças na Lei Kandir que impliquem na taxação do agronegócio.

“Eles não são a grande fonte de riqueza do Estado. Existe uma cadeia, de forma indireta que contribui. Com todo o respeito. E por sinal, eu sou a favor que todo o segmento, o nicho do agronegócio seja tributado em Mato Grosso. Tem que devolver para o Estado, porque o Estado já deu muito a essas pessoas. Para você ter uma ideia, o algodão deixou uma margem de lucro aqui de R$ 15 mil por hectare. Não paga nada, está livre porque a Lei Kandir favorece. Se depender do Jayme Campos tem que taxar. Os barões e tubarões têm que pagar”, pontuou.

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