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Segunda-feira, 20 de maio de 2019

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Comissão de Ética abre processo contra ex-ministro da Agricultura alvo da Polícia Federal

Agência Brasil com Reportagem Local - Patrícia Neves

21 Nov 2018 - 08:28

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Comissão de Ética abre processo contra ex-ministro da Agricultura alvo da Polícia Federal
A Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) divulgou nota a imprensa em que informou que o colegiado decidiu, durante reunião nessa segunda-feira (20), abrir processo em relação aos ex-ministros da Agricultura Antônio Andrade e Neri Geller em razão de suposto envolvimento dos dois em fatos apurados pela Operação Capitu, da Polícia Federal, que investiga esquema de corrupção no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Geller é deputado federal eleito por Mato Grosso.

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O caso envolve um esquema de arrecadação de propina dentro do ministério para beneficiar políticos do MDB, que teriam recebido dinheiro da JBS, empresa da holdingJ&F que pertence aos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar a JBS.

A Comissão de Ética informou que não analisou o caso de utilização de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) pela advogada-geral da União, Grace Mendonça, por não “haver recebido denúncia formal de que a ministra teria viajado em condições irregulares”.

Conflito de interesse

O colegiado também avaliou casos de conflito de interesses e decidiu sobre a necessidade de pessoas que ocupam cargos públicos cumprirem período de quarentena após exoneração.

No caso do diretor-presidente da Empresa Gestora de Ativos, Roberto Meira de Almeida Barreto, a decisão é que houve conflito e deverá ser cumprida quarentena de seis meses a partir da saída do cargo.

Não houve caracterização de conflito de interesses, portanto não há necessidade de quarentena, nos casos da subchefe de assuntos parlamentares, Mariangela Fialek, da chefe de gabinete do Ministro da Justiça, Lilian Claessen de Miranda Brandão, do diretor do Ministério do Esporte, Rafael Azevedo Santos, da ouvidora-geral da Anatel, Amelia Regina Alves, e do superintendente da Valec, Augusto Cezar Souza do Amaral.A Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) divulgou hoje (20) nota a imprensa em que informou que o colegiado decidiu, durante reunião nessa segunda-feira (20), abrir processo em relação aos ex-ministros da Agricultura Antônio Andrade e Neri Geller em razão de suposto envolvimento dos dois em fatos apurados pela Operação Capitu, da Polícia Federal, que investiga esquema de corrupção no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O caso envolve um esquema de arrecadação de propina dentro do ministério para beneficiar políticos do MDB, que teriam recebido dinheiro da JBS, empresa da holdingJ&F que pertence aos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar a JBS.

A Comissão de Ética informou que não analisou o caso de utilização de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) pela advogada-geral da União, Grace Mendonça, por não “haver recebido denúncia formal de que a ministra teria viajado em condições irregulares”.

Conflito de interesse

O colegiado também avaliou casos de conflito de interesses e decidiu sobre a necessidade de pessoas que ocupam cargos públicos cumprirem período de quarentena após exoneração.

No caso do diretor-presidente da Empresa Gestora de Ativos, Roberto Meira de Almeida Barreto, a decisão é que houve conflito e deverá ser cumprida quarentena de seis meses a partir da saída do cargo.

Não houve caracterização de conflito de interesses, portanto não há necessidade de quarentena, nos casos da subchefe de assuntos parlamentares, Mariangela Fialek, da chefe de gabinete do Ministro da Justiça, Lilian Claessen de Miranda Brandão, do diretor do Ministério do Esporte, Rafael Azevedo Santos, da ouvidora-geral da Anatel, Amelia Regina Alves, e do superintendente da Valec, Augusto Cezar Souza do Amaral.

A operação 

Neri foi preso em 10 de novembro em um desdobramento da operação Lava Jato pela Polícia Federal. Dois dias depois,foi colocado em liberdade por determinação do Superior Tribunal de Justiça. O ex-ministro foi preso durante a Operação Capitu, por suposto envolvimento em um esquema de corrupção.

Segundo a Polícia Federal (PF), o ex-ministro recebia valores mensais estimados em R$ 250 mil.
 
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