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Empresa de MT investigada por corrupção no Detran auxiliava megatraficante em lavagem de dinheiro

Da Redação - Wesley Santiago

22 Nov 2018 - 10:30

Foto: Reprodução

Cabeça branca foi preso em 2017, na cidade de Sorriso (MT)

Cabeça branca foi preso em 2017, na cidade de Sorriso (MT)

Indícios encontrados pela Polícia Federal apontam que uma empresa de Mato Grosso, investigada por corrupção no Departamento Estadual de Trânsito (Detran/MT), auxiliava o megatraficante internacional, Luiz Carlos da Rocha, conhecido como “Cabeça Branca”, na lavagem de dinheiro. Foram encontrados comprovantes de transações entre os alvos.

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A informação foi divulgada pelo delegado da Polícia Federal, Roberto Biasoli, responsável pelo caso. “Tem uma empresa que é investigada por corrupção, envolvendo o Detran, em Mato Grosso, que também auxiliava o ‘Cabeça Branca’ na lavagem de dinheiro. Isso foram o que os indícios nos apontaram”.
 
Os agentes da Polícia Federal encontraram comprovantes de depósitos na conta da empresa de R$ 300 mil e também de transações entre o sócio dela e ‘Cabeça Branca’.
 
Além disto, o delegado também revelou que dois caminhões apreendidos anteriormente com 1,5 toneladas de cocaína estavam registrados no nome desta mesma empresa.
 
O nome da empresa não foi revelado pela Polícia Federal, durante a entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (22), em Curitiba (PR).

A denominada Operação Spectrum está em sua 4ª fase ostensiva, tendo até o momento arrecadado aproximadamente 500 milhões de reais em patrimônio da organização criminosa comandada por Luiz Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, somente em solo brasileiro. Dentre os bens sequestrados estão 16 fazendas que somadas representam uma área de aproximadamente 40 mil hectares no Estado do Mato Grosso.
 
Aproximadamente 100 policiais federais cumprem 18 ordens judiciais em Curitiba no Paraná e em Brasnorte, Tapurah, Juara, Nova Maringá e Cuiabá no Mato Grosso, dos quais 2 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão, cujo objetivo é reunir elementos probatórios da prática dos crimes de Lavagem de Dinheiro, contra o Sistema Financeiro Nacional, Organização Criminosa, Associação para o tráfico internacional de drogas, dentre outros delitos.
 
Somente nesta ‘Operação Sem Saída’ o patrimônio arrecadado será de mais de 100 milhões de reais, considerando que somente em fazenda são mais de 11 mil hectares.
 
Esta é a maior operação da história da Polícia Federal na desarticulação patrimonial de organização criminosa com atuação no tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

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