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Quarta-feira, 19 de junho de 2019

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Plano de Mendes é usar Fethab para não escalonar mais salários e deixar RGA para quando houver dinheiro

Da Reportagem Local - Érika Oliveira/Da Redação - Lucas Bólico

10 Jan 2019 - 12:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Plano de Mendes é usar Fethab para não escalonar mais salários e deixar RGA para quando houver dinheiro
O plano traçado pelo governo Mauro Mendes (DEM) para arrumar as finanças do Estado prevê ações para evitar que o salário dos servidores públicos volte a ser escalonado. Para isso, os recursos da reestruturação do Fethab, que deve arrecadar cerca de R$ 600 milhões segundo estimativas, seriam fundamentais. O ponto mais controverso, no entanto, seria o que diz respeito à Revisão Geral Anual, que atualiza o pagamento aos servidores. A RGA seria deixada de lado até o momento em que o Estado recupere a saúde financeira.

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De acordo com interlocutores do Paiaguás, o projeto apenas “respeita” a lei que criou a RGA no governo Blairo Maggi, segundo a qual, a atualização dos salários com relação à inflação deve ser feita quando há “dinheiro sobrando”, o que não é o caso.  O “esquecimento” da reposição até a retomada do equilíbrio financeiro do Estado tem sofrido resistência dos deputados, que são constantemente cobrados pelo Fórum Sindical.
 
É ponto pacífico na Assembleia Legislativa que por mais de uma década os problemas financeiros do Estado foram crescendo como bola de neve, rolada sobre leis que beneficiam setores do funcionalismo público e gestões irresponsáveis. Por conta disso, a reestruturação do Fethab deve ser aprovada sem grandes dificuldades.
 
Na manhã de quarta-feira (9), Mauro Mendes se reuniu com os deputados estaduais no Palácio Paiaguás e expôs seu plano de recuperação econômica, denominado “Pacto por Mato Grosso”. Conforme Olhar Direto noticiou ontem, o clima foi tenso com relação a alguns pontos. Nesta quinta, Mendes foi à AL entregar mensagens do Executivo sobre reformas administrativas.
 
Da tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso na manhã quinta-feira (10), o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) elogiou a intenção de ampliar a taxação sobre o agronegócio, mas defendeu que o Estado pare de usar recursos do Fethab para áreas diversas à habitação e recuperação de rodovias.
 
Santos sustenta que existem alternativas para sanear as contas do Estado antes do previsto por Mendes. Ele alega que assumiu a Prefeitura de Cuiabá na década passada em uma situação mais crítica que a atual e conseguiu em pouco tempo colocar em dia uma folha salarial recebida com três meses de atraso.

15 comentários

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  • Cidadã
    13 Jan 2019 às 00:26

    Prefiro que congele essa RGA, mas que eu receba em dia meu salário. Meu décimo vai ser parcelado. Quem aqui que continua nessa cantiga de grilo de RGA já deve ter recebido o décimo. Assim é fácil falar né? Queria ver se estivessem na mesma condição que eu e muitos que não tem altos salários no Estado, se estariam preocupados com RGA. Que Deus possa abençoar o Governador pois essas medidas drásticas tem somente um culpado chamado Pedro Taques. Que Deus pese sua mão sobre ele, pois fez essa péssima gestão de forma intencional. Então gente temos que cobrar que taques seja responsabilizado judicialmente por isso. Por tudo que fez de errado Silval Barbosa ainda foi melhor que ele.

  • Mariana
    12 Jan 2019 às 09:12

    Sem RGA o salário torna-se congelado. Será defasado. RGA não é um prêmio igual verba indenizatória, É um direito amparado por lei. Isso é malandragem de político e servidor não cairá nesse golpe.

  • Wilton
    10 Jan 2019 às 15:23

    Sem RGA pode ser desde que para todos funcionarios publicos do Estado do Mato Grosso incluindo todos os poderes

  • Arruda
    10 Jan 2019 às 14:48

    Governo Natimorto

  • Miriam
    10 Jan 2019 às 14:29

    Do jeito que tá não vai pagar RGA nunca. E isso só para os servidores do Executivo, enquanto os servidores dos demais Poderes continuam recebendo do mesmo jeito. Não dá né??!!! Apesar da divisão de Poderes o Estado é um só, se ele está doente todos têm q arcar com o remédio. Do jeito que tá não dá. Fora Mauro Mendes...

  • Lorena
    10 Jan 2019 às 14:12

    Não existe isso de "sobrar dinheiro" no Estado. Nenhum dinheiro pode "sobrar", tem que ser todo investido em algo. Tudo que entra tem que ter destinação certa. O que falta é gestão eficiente. Ninguém quer criar uma isonomia entre os cargos, parar de ficar dando aumento pra um e pra outro. Ninguém quer falar de isonomia entre os poderes.

  • Dona Marcelina de Jesus
    10 Jan 2019 às 14:11

    Muito bem ter cortado os comentarios desse Juracy ai.... ele fala só paçoca! parabens a moderação.

  • Cidadão
    10 Jan 2019 às 13:59

    Estranho falar que o Estado precisa cortar gastos sendo que nomearam delegados mês passado num concurso que previa CADASTRO DE RESERVA... ou seja, ficando tais nomeações sob discricionariedade da administração pública! oportunidade e conveniência!! Agora vem reclamar que não tem dinheiro pra pagar salário? Fala sério

  • Juracy Ady
    10 Jan 2019 às 13:57

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  • Juscelino de Oliveira Vargas
    10 Jan 2019 às 13:52

    Estou bastante otimista com as medidas corajosas do Governador, pois pra melhorar tem que piorar (ex . uma cirurgia pra remover um tumor na cabeça), a pessoa que mais sofreu é a que mais vai ser feliz. Parabéns ao Governador pelas medidas apresentadas e por sua sinceridade pois é para o bem do nosso Estado. Que Deus o abençoe.

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