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Deputados tentam amenizar reforma e sugerem manutenção do Desenvolve MT

Da Redação - Érika Oliveira

22 Jan 2019 - 15:20

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Deputados tentam amenizar reforma e sugerem manutenção do Desenvolve MT
Tomada por centenas de servidores públicos desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira (22), a Assembleia Legislativa segue mobilizada em prol da flexibilização das medidas de austeridade encaminhadas pelo governador Mauro Mendes (DEM). Neste sentido, os deputados Janaina Riva (MDB), Max Russi (PSB) e Wilson Santos (PSDB) irão apresentar, na Comissão de Constituição e Justiça, emenda à mensagem que trata da reforma administrativa, para suprimir o artigo 42, que versa sobre a extinção do Desenvolve MT.

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“Nós estamos desde a semana passada fazendo várias audiências publicas acerca das extinções das empresas, da nova lei da RGA e também da nova lei do Fethab. Essa mobilização aqui, de servidores, é em torno disso, do direito dos trabalhadores do Estado. E estamos debatendo a extinção do Desenvolve MT que na nossa opinião, dos casos de que o Governo propôs, é o caso mais viável de se continuar enquanto empresa. Porque ela é, vamos dizer assim, sustentável e exige pouca contribuição do Executivo e faz um trabalho social muito bacana, de fomento dos pequenos”, explicou a deputada emedebista.

Na alegação do Governo, os projetos apresentados farão com que seja possível criar um ambiente de gestão e financeiro para o restabelecimento do pagamento dos salários dos servidores, renegociação de dívidas com fornecedores, municípios e Poderes, assim como melhorar os serviços prestados pelo Estado nas áreas que o cidadão mais necessita, como Saúde, Educação, Segurança e Infraestrutura.

A reforma administrativa proposta por Mendes, embora já tenha sido parcialmente implementada na prática, ainda carece da aprovação da Assembleia. O projeto, que reduzirá o número de secretarias de 24 para nove pastas, trata também da possibilidade de redução no número de empresas estatais e mistas.

Das atuais 20 empresas, Mauro Mendes pode extinguir entre cinco a oito. Os órgãos que podem ser extintos são: Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat); Companhia Mato-grossense de Gás (MT Gás); Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer); Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI); Central de Abastecimento do Estado de Mato Grosso (Ceasa); Agência de Desenvolvimento Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá (Agem) e Agência de Fomento do Estado de Mato Grosso (Desenvolve MT, antiga MT Fomento).
Os deputados defendem, no entanto, que no caso específico do Desenvolve MT, o custo que a empresa representa ao orçamento do Estado é muito baixo frente aos serviços que são oferecidos.

“Aquele que faz o trabalho com a barraquinha de cachorro quente, que vende sanduíche na rua, ele consegue um fomento. São pequenos recursos, como se fosse um banco popular, para àqueles que não conseguem obter recursos num banco privado ou em cooperativas. Por isso que o MT Desenvolve é tão importante. E isso não é de graça, depois as pessoas devolvem esse valor, mas com juros que são mínimos, numa parceria que busca recursos do Governo Federal e externos. Para se ter uma idéia, o MT Desenvolve custa ao Estado cerca de R$ 3 milhões, mas atendeu a mais de 80% dos municípios. Então, é um custo muito baixo para o serviço de fomento que proporciona”, pontuou Janaina Riva.

6 comentários

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  • Ernane
    23 Jan 2019 às 02:23

    Não pode haver exceção senão é um órgão aqui outro ali, e comprometem toda a reforma que deve ser urgente pois é necessária. Na verdade, todos os órgãos da administração pública do Estado precisam ser extinto ou reestruturado imediatamente. Queremos um outro Mato Grosso, um NOVO MATO GROSSO.

  • Realista
    22 Jan 2019 às 20:14

    Governo e sindicalistas. Ninguém é santo nessa disputa. Todos eles tem seus interesses por baixo do pano. O governo quer controlar as finanças do Estado para pagar o rombo da corrupção deixada pelos seus antecessores. Já os sindicalistas querem tirar proveito do caos através da exploração política. O pior é que esses sindicalistas são representantes de um partido político que de longe é o mais corrupto da história. Portanto o servidor que depende unicamente de seu salário para sobreviver não pode confiar em mais ninguém.

  • INTERIOR
    22 Jan 2019 às 19:04

    SOU FUNCIONÁRIO PUBLICO,ME SINTO FURTADO PELO QUEREM FAZER CONOSCO,TEMOS QUE PAGAR UMA CONTA QUE NÃO É NOSSA,QUAL VERDADEIRO INTERESSE DESSE EMPRESÁRIO QUE SE TORNOU GOVERNADOR? PORQUE NÃO PAGA OS IMPOSTO QUE DEVE AO ESTADO?

  • Ana
    22 Jan 2019 às 16:30

    Enquanto não extingue ou mantém, poderia já exonerar o povo do cabide de emprego .

  • SÓ QUEM LUTA PELOS SEUS DIREITOS. TEM DIRETO DE TELOS!!! VAMOS A LUTA
    22 Jan 2019 às 15:52

    SEM CONGELAMENTO DE SALÁRIO!!!!! SEM CONGELAMENTO DE MUDANÇA DE CARREIRA!!!!! VAMOS A LUTA PARA MANTER NOSSOS SALÁRIOS EM DIA!!!! E POR NOSSOS EMPREGOS!!!! VOS COMPARECER NA ASSEMBLEIA. A POPULAÇÃO TEM QUE MOSTRAR A SUA CARA E NÃO DEVE SE CONTENTAR COM ISSO RETIRADA DE DIRETOS NÃO SALÁRIO SIM. INCENTIVOS FISCAIS NÃO, POIS QUEM PAGA A CONTA É A POPULAÇÃO E O SERVIDOR DO EXECUTIVO!!! VAMOS A LUTA!!!

  • Claudio
    22 Jan 2019 às 15:45

    Acho que só tem milionário fazendo comentários aqui. Do contrário, são pessoas que também dependem do salário de servidor público para pagar as próprias contas - trabalhadores da iniciativa privada, empresários e autônomos. Infelizmente, o povo gosta de cuspir no prato em que se come. Dessa forma, gostaria de aproveitar pra conclamar os servidores públicos a não comprarem NADA no comércio. Já que ninguém se compadece da nossa situação, então não precisam do nosso dinheiro. Querem que nossos salários sejam corroídos, então não se importam se perdermos o nosso poder de compra. Querem que percamos nossa estabilidade, pois não se importam se formos perseguidos tão somente por garantir a lisura cumprindo a lei. Querem que sejamos demitidos, pois nos culpam pelos maus gestores que fizeram mau uso do dinheiro público. Tratam-nos como se não fôssemos cidadãos pagadores de impostos. Servidores, NÃO comprem! Vão repassar seus custos para nós. Que os autônomos e o comércio "sangrem" conosco, pois - já que acham que nossa força de trabalho não tem valor, não merecem nosso dinheiro. Eu só estou adquirindo combustível e comida o resto compro tudo pela internet muito mais barato, meu dinheiro vai para empresários de outros estados, não compro mais nada aqui só o essencial. BOICOTE JÁ!

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