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Quinta-feira, 18 de abril de 2019

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Acusado de liderar organização criminosa de sonegação de impostos é assassinado em bairro nobre

Da Redação - Isabela Mercuri

10 Fev 2019 - 11:07

Foto: Reprodução

Acusado de liderar organização criminosa de sonegação de impostos é assassinado em bairro nobre
O empresário Wagner Florencio Pimentel, acusado de liderar organização criminosa que sonegava impostos na venda interestadual de grãos, foi assassinado na noite do último sábado (9), por volta das 22h26, em seu carro no bairro Jardim das Américas.

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De acordo com informações do Boletim de Ocorrências, a Polícia Militar (PM) foi acionada para comparecer ao local, onde encontrou a vítima dentro do carro, um Renault Sandero branco, com o corpo todo ensanguentado.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, e constatou o óbito por arma de fogo. A Politec encontrou cinco cápsulas calibre 9mm no local. Além disso, foram localizados R$1600 dentro do carro, e uma sacola com vários envelopes.
Wagner era investigado pela “Operação Crédito Podre”, conduzida pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), que apontava fraudes na comercialização interestadual de grãos (milho, algodão, feijão, soja, arroz, milho, sorgo, painço, capim, girassol e niger), com sonegação de mais de R$ 140 milhões em ICMS (imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços).

Ele chegou a ser preso, mas foi solto no dia 9 de julho de 2018, quando passou a usar tornozeleira eletrônica e ficou proibido de entrar na sede da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ), manter contato com os demais acusados e com as testemunhas arroladas pelo Ministério Público e se ausentar do Estado sem autorização do juízo. Ele deveria cumprir recolhimento domiciliar no período noturno (entre 20h e 06h) e nos finais de semana e feriados de forma integral. 

A operação ‘Crédito Podre’ foi deflagrada no dia 7 de dezembro de 2017 pela Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Fazendária, em conjunto com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). As investigações da Polícia Judiciária Civil levantaram que mais de 1 bilhão de grãos saíram do Estado de Mato Grosso, sem o devido recolhimento do ICMS, deixando prejuízo estimado em R$ 143 milhões, entre os anos de 2012 a 2017.

8 comentários

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  • Juca
    11 Fev 2019 às 08:33

    Isso cheira queima de arquivo.

  • Chirrão
    10 Fev 2019 às 22:29

    Pra não entregar os parceiros do ESQUEMA.

  • Gunther Reuter
    10 Fev 2019 às 18:33

    Queima de arquivo escancarada!!! Se foi desviado R$ 143 milhões, e o acusado do crime anda de Sandero, significa que os milhões estão com os grandes, que estão impunes. Alguém com influência, que seja, funcionário público, político ou laranja, e está com esta quantia vultosa. Desta feita, queimaram o arquivo para cair na impunidade. Cara do BRASIL !!! Cara de Mato Grosso, um Estado sem lei e justiça .

  • Vando
    10 Fev 2019 às 15:56

    Queima de arquivo!

  • Dudu
    10 Fev 2019 às 13:32

    Por que não colocaram bairro de luxo?

  • Angelo
    10 Fev 2019 às 13:02

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  • José pires Filho
    10 Fev 2019 às 12:13

    É bíblico .o que faz na terra na terra se paga. Fica ligado corruptos e corruptores de plantão .

  • Peralta
    10 Fev 2019 às 11:45

    Em MT a lei do 44 não foi revogada. É o mundo cão.

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