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Quinta-feira, 18 de abril de 2019

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Acusado de ‘mensalinho’, presidente da Câmara fugiu ao perceber chegada de policiais

Da Redação - Wesley Santiago

12 Fev 2019 - 14:10

Foto: Câmara Municipal

Acusado de ‘mensalinho’, presidente da Câmara fugiu ao perceber chegada de policiais
O presidente da Câmara Legislativa de Rondolândia (1.146 quilômetros de Cuiabá), Diones Miranda Carvalho, continua foragido da Justiça. Ele é acusado de cobrar ‘mensalinho’ do prefeito Agnaldo Rodrigues de Carvalho, para que ele não tivesse nenhum empecilho em sua gestão. O vereador conseguiu fugir após perceber a chegada dos policiais civis na sua residência.

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O cumprimento dos mandados de prisão preventiva foi efetuado pela Polícia Civil de Comodoro, que se deslocou até Rondolândia, que fica cerca de 500 km da cidade, para cumprir as ordens judiciais.
 
O delegado de polícia Gilson Silveira, disse que o presidente da casa legislativa, é considerado foragido, pois ao ter percebido a aproximação dos policiais civis fugiu do local e não foi localizado até esta manhã em nenhum ponto do município.
 
As ordens foram expedidas pelo juiz da comarca de Comodoro contra os vereadores: Diones Miranda Carvalho, Lígia Neiva e Joaquim da Cruz pela prática do chamado “mensalinho”, em ação penal impetrada contra os três legisladores. Dois deles, Lígia Neiva e Joaquim da Cruz, já foram presos.
 
Nesta mesma ação, a Justiça determinou o afastamento das funções de vereador dos três legisladores que tiveram a prisão decretada, bem como a indisponibilidade de bens até o patamar de R$ 24.000,00.
 
Eles estão proibidos de acessar às dependências do Legislativo e do Executivo, sem prejuízo da remuneração, durante a fase de instrução da ação civil pública.
 
De acordo com os autos, desde que assumiu a Prefeitura de Rondolândia (em 2017) o prefeito Agnaldo Rodrigues de Carvalho, que foi afastado do cargo, sofreu diversos entraves na administração de um grupo de vereadores, os quais cobravam espaço no Executivo, com a nomeação de secretários por eles indicados, alojando cabos eleitorais em cargos comissionados, bem como o pagamento de determinada quantia em dinheiro a título de “apoio” político junto ao Parlamento municipal.

1 comentário

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  • bruna
    14 Fev 2019 às 16:44

    QUE VERGONHA O MUNICIPIO ESTÁ SOFRENDO COM ESSES CORRUPTOS, E AINDA JULGAM HONESTOS TEM QUE AGORA INVESTIGAR OS OUTROS TAMBÉM .

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