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Quinta-feira, 25 de abril de 2019

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Apesar de mobilização na capital, adesão a protesto é baixa entre categorias; fotos

Da Redação - Fabiana Mendes / Da Reportagem Local - Carlos Dorileo

12 Fev 2019 - 15:08

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Apesar de mobilização na capital, adesão a protesto é baixa entre categorias;  fotos
Apesar do anúncio de paralisação geral em todo Estado, a adesão dos servidores públicos foi baixa e os serviços de atendimento ao público quase não foram afetados nesta terça-feira (12). Após Assembleia Geral das categorias há dez dias, os funcionários públicos  agenderam  concentração em defesa dos direitos dos servidores em frente à sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, em Cuiabá. No local, a movimentação é intensa.

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Conforme apurado pelo Olhar Direto, na Secretaria de Fazenda (Sefaz), com cerca de três mil servidores, apenas 66 teriam aderido ao movimento. Na Secretaria de Infraestrutura e Logística (Sinfra) apenas o setor de tecnologia da informação parou, sem total prejuízo aos serviços ofertados.

Na Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), 12 funcionários teriam parado. O setor de protocolo segue funcionando e apenas os atendimentos da perícia médica foram reagendados. A unidade da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setas) do Shopping de Várzea Grande suspendeu os atendimentos no período da tarde. No Procon os fiscais se mobilizaram, mas o atendimento na unidade segue normal.  

Das 74 escolas estaduais em Cuiabá, 51 paralisaram os trabalhos. Em Várzea Grande, das 46 unidades, 23 aderiram ao movimento.
 
O Departamento de Trânsito (Detran), Controladoria Geral Do Estado (CGE), Procuradoria Geral do Estado (PGE), Junta Comercial do Estado de Mato Grosso (Jucemat), Secretaria de Estado Agricultura Familiar e Assuntos Fundiários (Seaf), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Empaer, MT Saúde, Empresa Mato-grossense de TI (MTI), Secretaria de Cultura  e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Secretaria do Estado e Segurança Pública (Sesp), Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidades de Mato Grosso (Cermac) não tiveram os serviços afetados, conforme apuração da reportagem. 
 
Nas unidades de saúde, o plantão médico do CIAPS Adauto Botelho segue atuando normalmente, com 30% de adesão do setor administrativo. No Hospital Regional de Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta, Colíder e no Metropolitano, em Várzea Grande, os serviços não foram afetados.
 
O Hospital de Colíder funciona com 90% de sua capacidade e o de Sorriso com 60%. Nesta última unidade, as cirurgias eletivas e o ambulatório só atendem em casos de urgência e emergência. A Escola de Saúde Pública funciona com 50% de sua capacidade, e os Escritórios Regionais de Saúde com 30%.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma), Oscarlino Alves, disse ao Olhar Direto que o ato é uma afronta ao Governo. Segundo ele, o governador Mauro Mendes (DEM), teria apresentando uma situação de crise à população, que não coincide com a realidade financeira. 

"É um afronta, um aviso para o Governo. Queremos dialogar com a população, mostrar os serviços essenciais que o conjunto de servidores públicos da saúde, segurança, educação, meio ambiente, Procon, varias áreas de serviços essenciais do Estado, que é o do Poder Executivo. Estamos sendo injustiçados. Estamos querendo quebrar a tese que o governador apresentou para a população, que existe uma crise financeira. Não existe crise financeira em um estado que deixa de arrecadar por iniciativa própria, renuncia fiscal de R$ 4 bilhões. Não estou falando de Lei Kandir, estou falando de renuncia fiscal na ordem de R$ 4 bilhões por ano, para privilegiar pouco mais de 5% das empresas instaladas no estado. Em detrimento dos outros 95% das empresas, que criam uma concorrência desleal, inclusive entre as empresas. A gente vê que são interesses privados, destes grupos que financiam a campanha dos políticos", disse. 



Após concentração em frente ao TRT, no final da tarde, os servidores seguiram para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).  A via teve que ser fechada por conta da movimentação.

23 comentários

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  • Cleonice
    13 Fev 2019 às 09:14

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  • Setembrino Souza
    13 Fev 2019 às 09:00

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  • Claudio Coelho Barreto Junior
    13 Fev 2019 às 08:27

    COM TODO RESPEITO AS OPINIÕES. QUEM CRITICA GENERALIZADAMENTE OS SERVIDORES PÚBLICOS, SÃO PESSOAS QUE NÃO MERECEM NEM RESPOSTA, PORQUE ESTAS MESMA PESSOAS NÃO FAZEM CONCURSO, TOMA POSSE, E FAZER MELHOR, ANTES DE CRITICAR, OLHE PRIMEIRO PARA O SEU COMPORTAMENTO ENQUANTO CIDADÃO, SERA QUE VOCÊ É TUDO ISSO QUE APREGOA SER? QUANTO AOS SERVIDORES QUE POR ALGUM MOTIVO NÃO COMPARECERAM AO MOVIMENTO, SEJA POR OPÇÃO OU POR MERA OMISSÃO/COVARDIA, FICA A DICA. SEU BOLSO VAI FICAR CADA DIA MAIS VAZIO.

  • Joana
    13 Fev 2019 às 08:23

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  • Iara
    13 Fev 2019 às 06:03

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  • Márcio
    13 Fev 2019 às 01:27

    É SÓ FALAR EM GREVE, QUE FUNCIONÁRIO PÚBLICO ATÉ CHORA PRA FAZER!

  • João Capile
    12 Fev 2019 às 22:28

    Peçam demissão e vem pra iniciativa privada ver o que é trabalho

  • Servidor
    12 Fev 2019 às 20:50

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  • Olavo
    12 Fev 2019 às 20:18

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  • Valeria Ribeiro
    12 Fev 2019 às 18:49

    Venho pedir para o meu governador Mauro Mendes descontar esse dia parado. Brasil de Bolsonaro não aceita mais esse tipo de conduta. Demissão voluntária urgente de servidores públicos!

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