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Terça-feira, 20 de agosto de 2019

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Homens estão mais vulneráveis a ter leucemia do que mulheres, aponta relatório

Da Redação - Thaís Fávaro

04 Mar 2019 - 08:04

Foto: Assessoria

Homens estão mais vulneráveis a ter leucemia do que mulheres, aponta relatório
A Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica de Mato Grosso, estima que 130 novos casos de leucemia podem ser diagnosticados em 2019. A estimativa apontada pelo relatório é que 70 desses casos sejam diagnosticados em homens. De acordo com o relatório, os homens estão mais vulneráveis à doença, em comparação às mulheres. Para conscientizar a população, o segundo mês do ano foi escolhido para a realização da campanha (fevereiro laranja), com a proposta de falar sobre a leucemia.

A leucemia é considerada um câncer pela medicina, pois atinge a medula óssea, local de produção das células sanguíneas do corpo. Quanto mais cedo for o diagnóstico, maiores são as chances de cura, pois, o corpo responde melhor ao tratamento.

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A leucemia acontece quando essas células sofrem uma mutação genética e têm o seu desenvolvimento natural modificado. Neste caso, a estrutura funcional fica comprometida e as células doentes passam por um processo acelerado de multiplicação, ocupando o lugar de todas as células sadias. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que os tipos mais comuns de leucemia são: linfoide crônica, a mieloide crônica, a linfoide aguda e mieloide aguda. 

De acordo com Coordenadoria Epidemiológica do Estado de Mato Grosso, a cada 60 novos diagnósticos, estima-se um risco de 4,47 casos para um público de 100 mil mulheres. Já para o público masculino, são 70 novos casos, porém o risco estimado é menor, sendo de 3,79 casos para um público de 100 mil homens. O relatório aponta ainda que entre 2010 e 2016, a leucemia matou 578 pessoas, sendo que 300 eram homens e 278 mulheres.
 
A cura para doença

É importante o médico avaliar qual o tratamento mais indicado, já que tudo depende do estágio da doença. O paciente pode ser submetido ao processo quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia. O objetivo é destruir as células doentes presentes na medula. 

Outra opção de cura para leucemia é o transplante de medula óssea. Neste processo, o doente recebe novas células que vão destruir as doentes e fazer com que medula óssea volte a produção de células sadias. No entanto, para realizar esse processo de cura, é necessário encontrar um doador compatível, o que é mais difícil, já que as chances de encontrar um doador compatível é pequena, sendo 1 para 100 mil doadores. Então, quanto maior o número de candidatos cadastrados no banco de dados dos Hemocentros do país, maiores as chances de encontrar um doador compatível.

Doação de medula óssea

O candidato deve ter de 18 a 55 anos, estar em bom estado de saúde, não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue (infecção pelo HIV ou hepatite) e não possuir histórico de doença neoplásica (câncer), hematológica ou autoimune (lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide).

Após o preenchimento da ficha de inscrição e do termo de consentimento, é colhido 10 ml de sangue do potencial doador que posteriormente é encaminhado (pelo MT - Hemocentro) aos Centros Credenciados e Especializados (Laboratórios de Imunogenética) para fazer o exame de Histocompatibilidade (HLA) - o estudo do teste de compatibilidade da medula óssea.

O teste de histocompatibilidade identifica a tipagem da medula do pretendente doador. O resultado da tipagem (HLA) e o cadastro são enviados pelos laboratórios de imunogenética ao Redome. Dependendo da doença e da fase em que se encontra, o paciente pode se beneficiar com uma forma específica de doação, o médico vai orientar a respeito da melhor forma de coleta de células.

Os dados do MT-Hemocentro revelam que, em 2017, a unidade encerrou o ano com 1.141 mil voluntários aptos a fazer doação de medula óssea. Em comparação ao ano anterior, os resultados mostram que, em 2018, o número de doadores subiu para 1.606 mil pessoas, cerca de 40% superior. Além disso, os resultados da unidade mostram que 1.565 mil pessoas estão aptas a doação em caso de compatibilidade com algum paciente.

Todos os candidatos cadastrados serão automaticamente incluídos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), um banco de dados dos doadores do mundo todo. Mesmo que não seja encontrado um doador compatível, esses voluntários ficam cadastrados para um caso em que haja a compatibilidade.

Serviço

O MT-Hemocentro é coordenador e referência em hematologia e hemoterapia em Mato Grosso. Os candidatos interessados em doar medula óssea ou sangue que tiverem qualquer dúvida sobre o assunto, podem procurar a unidade que fica localizada na Rua 13 de Junho, nº 1055, bairro Porto, em Cuiabá. O horário de funcionamento é de segunda à sexta-feira, das 7h30 às 17h30. Telefone de contato: (65) 3623-0044.

1 comentário

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  • Telemaco Seixas
    05 Mar 2019 às 07:42

    Não só leucemia. Como homem trabalha mais que mulher (que tem vida sem stress), os homens têm mais doenças e vivem menos.

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