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Quarta-feira, 22 de maio de 2019

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Medeiros chama OAB de “gambiarra” e diz que bacharéis em direito estão se tornando “boys de luxo”

Da Redação - Érika Oliveira

11 Mar 2019 - 16:15

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Medeiros chama OAB de “gambiarra” e diz que bacharéis em direito estão se tornando “boys de luxo”
“Pai adotivo” do projeto de lei de autoria do presidente Jair Bolsonaro (PSL), à época deputado federal, o deputado mato-grossense José Medeiros (Pode) teceu uma série de comentários polêmicos à forma como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vem atuando. Medeiros foi responsável por reapresentar o texto que prevê o fim da exigência do Exame da Ordem para atuar como advogado e, ao defender a matéria, afirmou que bacharéis no curso de Direito, que não obtêm o registro, estão se tornando “boys de luxo em escritórios de advocacia” e disse, ainda, que “a personalidade jurídica da OAB é uma gambiarra”.

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“A preocupação com o mercado, é o mercado que regula. Eu trabalhava na construção civil e quando tinha menos obra tinha pedreiro sobrando, mas não tinha ninguém para filtrar. O que acontece, que eu tenho dito, é a questão legal. A OAB é muito draconiana em exigir cumprimento da lei, tudo, mas quando se refere a eles é tudo gambiarra. O exame é sustentado em gambiarra, a personalidade jurídica da OAB é uma gambiarra. Porque você tem o principio da isonomia, a constituição garante tudo isso, mas numa sexta-feira quando se formam os alunos, na segunda-feira o garoto que formou em medicina, em engenharia, vai trabalhar. O cara que se formou em direito vai ser boy de luxo em escritório de advocacia. Bacharel é o que? Eu não estou nem aí se o advogado foi bem formado ou não, isso é problema do MEC”, declarou o deputado, em entrevista à Rádio Centra América FM, na manhã desta segunda-feira (11).

A proposta original, apresentada por Bolsonaro em 2007 e arquivada devido ao fim da Legislatura, argumentava que a imposição do Exame fere princípios constitucionais, uma vez que somente estabelecimentos de ensino superior, devidamente reconhecidos pelo Ministério da Educação, podem qualificar seus alunos.

Medeiros alegou, ainda, no projeto de lei, que a qualificação dos profissionais, independente da carreira que ocupe, cabe aos estabelecimentos de ensino, o que “como consequência, exclui tal atribuição da Ordem dos Advogados do Brasil”.

“Será que esse esteróide de coco caiu só na advocacia? Essa má-qualidade está só na advocacia? O cara que é bom se sai em qualquer lugar. Os melhores advogados de Cuiabá nunca prestaram exame, esses juízes do TJ nunca prestaram exame, a turma do STF ninguém prestou exame. Essa gambiarra é de 1994”, pontuou.

56 comentários

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  • gleyson
    13 Mar 2019 às 09:58

    Não concordo em acabar com o exame ....com o atual nível de ensino na faculdades vai vir uma geração de advogados que só vão arrebentar com os mais pobres , perdendo ações...

  • Benedito Platão
    12 Mar 2019 às 14:03

    Medeiros esta CERTISSIMO!! Vamos por fim em todos os "Sindicatos". 05 anos de Facudades não são 5 dias,por tanto,elas tem autonomias,para formar profissionais. OAB,quer é$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

  • Advogato Pobre
    12 Mar 2019 às 12:58

    Ele está certo, se a faculdade forma dementes, quem tem que ser responsável por isso é o MEC, que sai autorizando a abertura de faculdades em toda esquina. O Exame da Ordem é inconstitucional.

  • Fulano
    12 Mar 2019 às 12:41

    Esse deputado quer palco. Não duvido nada que ele não tenha sido aprovado em algum exame e por isso ficou revoltadinho. Vamos aos fatos. Impossivel que alguém que estudou por cinco anos, fez estágios, atuou no Núcleo de Prática Jurídica das respectivas instituições não tenha a capacidade de acertar metade das questões na primeira fase e tirar no mínimo a nota 6 na prova subjetiva. No mínimo colou grau na base da cola e na base dos barzinhos ao redor das faculdades. Por isso o exame da ordem é uma peneira sim! Basta ver a quantidade de bacharéis em algum local de prova no dia da primeira fase e no dia da segunda fase, e digo o mesmo com relação a lista dos aprovados. A diferença é GRITANTE! Só exerce a advocacia quem tem o mínimo de conhecimento jurídico para isso, com base na aprovação do exame. O que ele deveria propor era a diminuição do valor, pois 260 reais a cada três vezes ao ano daquela manada de bacharéis formados é arrecadação pra caramba e não vejo a OAB fazer nada pela classe profissional que realmente beneficie. Outro ponto seria o valor cobrado para dar entrada na "vermelhinha". Eu fui aprovado mas não consegui dar entrada por ser um valor extremamente alto e não tenho meios de arcar. E não consegui oportunidades de trabalho mesmo estando aprovado nesse exame, ou se

  • Cramulhão
    12 Mar 2019 às 11:46

    Vetaram o comentário do Dr. Marcos Dantas? O cara é um prócer da advocacia matogrossense. Tenho o direito de saber a opinião dele. Por favor, desvetem. Peço deferimento.

  • Dr Nhoque
    12 Mar 2019 às 10:55

    Votei nesse cara, que decepção!

  • Paolo Guerreiro
    12 Mar 2019 às 10:41

    Que a OAB é uma grande gambiarra é fato!! Agora comparar com medicina e outras carreiras não dá né. O bacharel em direito não se forma em advocacia, o médico se forma em medicina e é médico, especialização é outra história. Então deveria-se criar faculdade de advocacia à exemplo da medicina que forma médicos, lá formariam advogados.

  • Dalmo Sousa
    12 Mar 2019 às 10:31

    Espero que OAB processe esse cara pela ofensa de ter chamado o órgão de gambiarra

  • JOAQUIM BARBOSA
    12 Mar 2019 às 10:10

    a prova da OAB não deve acabar. Se já temos muitos advogados fracos com a prova imagina sem ela. O que deve ocorrer é especificar o tipo de prova pela area que o bacharel ira quer atuar. Criminal, previdenciario, familia, consumidor e assim por diante..

  • Chico Bento
    12 Mar 2019 às 09:30

    Todos os conselhos exigem uma prova ou exame para conceder o registro do profissional. No caso dos médicos, há uma exclusividade por que todos têm de fazer a residência de no mínimo dois anos após a formatura. Agora na área de direito, contábeis, economia e outras, é preciso aplicar a prova para medir a aptidão do profissional, pois muitos fazem a faculdade e não sabem nem escrever uma frase. Muitos não sabem diferenciar mas, de más, de mais!

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