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Quinta-feira, 23 de maio de 2019

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Governo analisa contratos de cem maiores fornecedores; dívida do Estado é de R$ 3,7 bi

Da Redação - Patrícia Neves

13 Mar 2019 - 14:56

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Governo analisa contratos de cem maiores fornecedores; dívida do Estado é de R$ 3,7 bi
O Governo de Mato Grosso dará início a uma análise nos contratos dos cem maiores fornecedores da administração estadual. A medida é o segundo passo para redução de despesas na busca pelo reequilíbrio fiscal e financeiro do Estado. Hoje, a dívida total do Estado alcança o montante de R$ 3,7 bilhões. Em fevereiro, o déficit da administração estadual foi de R$ 118 milhões e as despesas não pagas contabilizaram R$ 163,7 milhões.

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, pontuou que a reavaliação será uma oportunidade para que o Estado conheça a fundo os principais fornecedores, além de buscar economia aos cofres públicos.

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“Vamos pegar os cem maiores fornecedores e avaliar o tamanho de cada um. Todos serão chamados à Casa Civil e junto com os demais secretários, reavaliaremos todos os contratos de gestões anteriores, desde serviços básicos, como limpeza, alimentação e fornecimento de material de expediente, até a compra de medicamentos, locação de viaturas e prestação de serviços médicos e hospitalares”, afirmou Carvalho, em entrevista para a Televisão Brasil Oeste (TBO), na terça-feira (12).

Segundo a Casa Civil, todos os secretários estão buscando a redução das despesas nas respectivas pastas, como determinação do governador Mauro Mendes, desde o início da gestão. Outras despesas como com fornecimento de água, energia elétrica e material de escritório também estão sendo reduzidas. Mauro Carvalho acredita que a análise nos contratos dos fornecedores, como segundo passo, ajudará na retomada do crescimento e dos investimentos no Estado.

Como o Olhar Direto divulgou, foi encontrado um contrato para manutenção de ar-condicionado, que no mercado custa em torno de R$ 70 para cada aparelho, e o Estado estava pagando R$ 550. 

“O Estado não consegue negociar os melhores preços porque está devendo e é isso o que acontece quando se tem uma dívida. Mas quando estiver tudo em dia, o Estado poderá voltar a comprar bem, o que garantirá maior eficiência e eficácia na prestação dos serviços, com menores custos”, completou.

Ainda conforme assessria, mesmo diante das dificuldades financeiras, Carvalho acredita que a partir do segundo semestre de 2019, as contas do Estado estarão mais ajustadas, devido às medidas tomadas nestes primeiros meses de governo.
 

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