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PF cumpre 72 mandados em MT e outros dois Estados por prejuízos de R$ 300 milhões com sonegação e tráfico

Da Redação - Wesley Santiago

14 Mar 2019 - 07:51

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

PF cumpre 72 mandados em MT e outros dois Estados por prejuízos de R$ 300 milhões com sonegação e tráfico
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (14), a 'Operação Dracma' com o objetivo de combater organização criminosa que atua na lavagem de capitais e evasão de divisas oriundas do tráfico internacional de drogas, além de sonegação fiscal. Mandados de busca e apreensão são cumpridos em Mato Grosso, Rondônia e Pará. O prejuízo aos cofres públicos, pelo não recolhimento de tributos é de aproximadamente R$ 300 milhões, sem contar eventuais juros e multas. A ação é realizada em conjunto com a Receita Federal e com apoio logístico do Exército Brasileiro.

A ação é concentrada, principalmente, na cidade de Guajará-Mirim (RO). No total, são 220 policiais federais e 22 servidores da Receita Federal que participam da operação para dar cumprimento à 72 mandados de busca e apreensão, em diversas cidades dos Estados de Rondônia, Pará e Mato Grosso.

A Justiça determinou, ainda, o afastamento preventivo dos principais investigados (gerentes e proprietários) das suas funções nas empresas envolvidas com o esquema criminoso e o sequestro de bens e valores dos investigados. Somados, os recursos bloqueados podem ultrapassar a cifra de R$ 70 milhões. 

Os 26 inquéritos policiais, 36 relatórios fiscais e 86 laudos de perícia financeira que compõem a investigação apontam que grandes empresas comerciais-exportadores do estado de Rondônia mantêm, há anos, atividades secundárias de captação e administração de capitais, remessa e conversão de câmbio, direta ou indiretamente, de pessoas físicas que se dedicam à prática do tráfico de drogas e outros crimes.

Uma parte da operação era concentrada na bolívia, onde o dinheiro tomava outro caminho, passando por 'contas de passagem' e pela mão de traficantes, que abasteciam as drogas em cidades nordestinas e do interior do Pará, fechando o ciclo criminoso de lavagem de capitais (dissimulação da origem e destino de valores espúrios) e evasão de divisas pelo sistema conhecido como “dólar-cabo” (sistema paralelo de remessa de valores ao exterior através de compensações financeiras extraoficiais entre os envolvidos). 

Projeções realizadas pela Receita Federal estimam que entre os anos de 2009 a 2016 aproximadamente R$ 2 bilhões em mercadorias foram retirados irregularmente pelas empresas investigadas da área de livre comércio irregularmente, com prejuízo aos cofres públicos, pelo não recolhimento de tributos federais, de aproximadamente R$ 300 milhões, não contabilizados eventuais juros e multas.

O nome da operação (Dracma) é uma alusão à antiga moeda grega e à necessidade de seguir o rastro do dinheiro durante as investigações dessa natureza, analisando-se a dinâmica financeira estabelecida entre os investigados para se determinar o modus operandi e identificar os reais beneficiários do crime investigado.

Atualizada às 08h03.

2 comentários

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  • Cidadao
    14 Mar 2019 às 09:49

    Por essas e outras, que não dá pra dar aumento no inss, no salário etc e tal ...!!

  • Zeca
    14 Mar 2019 às 09:49

    Quando vão começar a cumprir mandado e ações contra os aplicadores das pirâmides financeiras, que tanto prejuízo deram para o Sistema Financeiro Nacional e outras instituições? E estes são fáceis de descobrir, é só puxar o CPF e verificar as contas bancárias. Só servidores do estado havia diversos operadores em cada setor.

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