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Trabalhadores do Hospital Júlio Muller podem entrar em greve na próxima semana

Da Redação - Thaís Fávaro

15 Mar 2019 - 15:58

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Trabalhadores do Hospital Júlio Muller podem entrar em greve na próxima semana
Os trabalhadores do Hospital Universitário Julio Muller vão decidir na segunda-feira (18) se entram em greve contra a decisão da direção do Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) que revogou a jornada flexibilizada com 30 horas semanais. Uma assembleia geral será realizada às 14h para debater quais ideias irão adotar. A direção do sindicato acredita que o movimento paredista é praticamente inevitável.

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"A jornada flexibilizada foi a forma encontrada para garantir que o hospital atenda a população de forma ininterrupta. Quando um trabalhador termina seu expediente, imediatamente outro assume. Assim as escalas são montadas, para que os pacientes sejam sempre atendidos, tanto a noite como nos finais de semana", destacou o coordenador geral do Sintuf, Fabio Ramirez.

O dirigente sindical explicou que se a jornada for de 40 horas semanais, como a direção da Ebserh quer já a partir do mês de abril, os trabalhadores terão que fazer oito horas diárias, com duas horas de intervalo, com muito mais problemas para montar escalas no período noturno e finais de semana. "Imagina um paciente que necessite de atendimento durante o intervalo de almoço por exemplo. Não há funcionários suficientes. Essa decisão certamente vai aumentar o número de pessoas mortas no HUJM. A culpa não será dos trabalhadores, mas desta decisão unilateral, inconsequente, e que deve ser revertida com máxima urgência em prol da sociedade".

"Imaginem a situação dos trabalhadores em terem que explicar para os familiares que o paciente veio a óbito porque estava almoçando no momento em que ele necessitou de atendimento. Isso é um absurdo. Além disso, a mudança na jornada de trabalho nunca foi debatida junto ao sindicato, e estamos em constantes reuniões", reforçou Ramirez.

A resolução que suspende temporariamente a jornada flexibilizada no HUJM, prevista desde o Decreto 1590/1995 foi assinada pela superintendente do Hospital, Elisabet Aparecida Furtado. A Portaria tem previsão de entrar em vigor no dia primeiro de abril de 2019. Trata-se de uma ação que atinge exclusivamente os trabalhadores estatutários, ligados à UFMT. A medida não interefere nos trabalhadores CLtistas, ligados a Ebserh.

5 comentários

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  • Yuri Macedo
    18 Mar 2019 às 16:56

    Qual a relação entre aumentar a carga horaria que o concurso prevê e aumentar as mortes dos pacientes? Parece o oposto. Mais horas que o trabalhador tem pra trabalhar, maior a assistência ao paciente. A pessoa sabe desde o edital do concurso que tem que trabalhar 40h, ganha pra 40h trabalhadas e agora quer fazer greve?

  • JAIRO
    18 Mar 2019 às 16:50

    Aceita que dói menos. A sociedade precisa de qualidade no serviço público, em especial na saúde. Não é direito as 30 horas, é FLEXIBILIZAÇÃO.

  • Mario
    16 Mar 2019 às 00:23

    Ganhar 40h e trabalhar 30h, até eu que sou besta quero. O concurso foi pra 40h . 40h são 40h.

  • Suzana Arruda
    15 Mar 2019 às 19:37

    Se esses servidores têm carga horária de 40 horas porque querem reduzir para 30 horas ?? Não vejo como prejuízo para população e sim um ganho pois dessa forma estarão em real cumprimento da carga horária . Quem deseja trabalhar como 30 horas então deve optar para adequação do salário para essa carga horária e não receber por 40 e trabalhar apenas 30 h ( isso sim é prejuízo para população)!

  • Ana Maria
    15 Mar 2019 às 19:05

    SUS não funciona. Todos devem contribuir com desconto na folha de pagamento para financiar saúde pública. Comunismo não existe. Saúde e educação grátis é de comunistas.

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