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Quarta-feira, 19 de junho de 2019

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Tem muita empresa com dificuldade e nem por isso o governo vai lá dar “dinheirinho”, diz Mendes sobre Santa Casa

Da Reportagem Local - Érika Oliveira/ Da Redação - Lucas Bólico

15 Abr 2019 - 11:33

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Tem muita empresa com dificuldade e nem por isso o governo vai lá dar “dinheirinho”, diz Mendes sobre Santa Casa
Mais de um mês se passou e a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá segue com os serviços paralisados por falta de recursos e com dívidas estimadas em R$118 milhões. Nesta segunda-feira (15), o governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que o Estado não pode simplesmente socorrer o hospital filantrópico com mais recursos para resolver o problema.

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“A Santa Casa é um hospital privado. Tem muita empresa privada e muito hospital privado com dificuldade em Mato Grosso, nem por isso o governo vai lá dar um dinheirinho pra ela. Não pode fazer isso”, afirmou Mauro Mendes.
 
O democrata explica que o poder público somente compra os serviços hospitalares prestados pelos filantrópicos, como de outras unidades de saúde privadas, mas só pode passar recursos referente ao serviço prestado.
 
“Ele tem que prestar serviço e receber por isso, não pode dar um dinheirinho para em presa privada, embora seja um hospital importante. Cabe ao município de Cuiabá com gestão plena fazer essa regulação e intermediação”, explica.
 
“Fui prefeito durante quatro anos e nos quatro anos administramos os problemas dos hospitais, inclusive da Santa Casa, e não deixamos fechar. Espero e tenho certeza que o prefeito está se esforçando para fazer essa interface do dia a dia e cabe à prefeitura tomar a eventual decisão porque ela é gestão plena. Ao Governo do Estado e ao Governo Federal, caberia repassar recursos para o fundo municipal de saúde, a aplicação desse dinheiro é uma responsabilidade da Prefeitura Municipal de Cuiabá como gestor pleno”.
 
A dívida
 
A Santa Casa de Misericórdia deve mais de R$118 milhões para diversos credores e, antes do fechamento da instituição, todas as atividades eram realizadas sem um padrão estabelecido, de acordo com ‘Plano de Ações Emergenciais’ elaborado neste mês de abril pela direção que foi afastada na última sexta-feira (12). A maior parte da dívida, cerca de R$38 milhões, é com bancos, enquanto apenas cerca de R$10 milhões são devidos a funcionários.

A dívida total de R$ 118.192.244,40 é dividida em: R$4 milhões de ações cíveis; R$1.214.820,45 de ações trabalhistas; R$38.689.353,65 para bancos; R$19.850.934,30 para fornecedores; R$10.903.692,25 para funcionários; R$7.078.770,94 para honorários médicos; R$6.128.953,93 para prestadores de serviços; e R$30.325.718,91 para tributos e encargos.

A elaboração do Plano de Ações Emergenciais foi uma exigência do Ministério da Saúde para que pudesse ajudar a instituição. A decisão de fazê-lo veio no último dia 21 de março, em uma reunião entre membros da bancada federal, o prefeito Emanuel Pinheiro, o assessor da Casa Civil, o deputado estadual Xuxu Dal Molin (PSC) e os vereadores Wilson Kero Kero (PSL) Renivaldo Nascimento (PSDB), em Brasília.

A paralisação
 
A Santa Casa de Misericórdia anunciou no último dia 11 de março que paralisou os serviços hospitalares e alegou o não cumprimento do repasse de R$ 3,6 milhões da Prefeitura de Cuiabá. A liberação do recurso, de acordo com a unidade, havia sido acordada no dia 1º de março, mas não aconteceu. 
 
A Prefeitura de Cuiabá alegou que a Santa Casa é alvo de investigação da Delegacia Fazendária e do Ministério Público Estadual (MPE) e a Controladoria Geral do estado (CGE) teria pedido de cautela em repasses antecipados ou empréstimos à unidade de saúde.
 
Um pedido de intervenção na Santa Casa foi encaminhado, na manhã do dia 12 de março pela Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Cuiabá, ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Inicialmente, acreditava-se que, ao todo, a unidade filantrópica tinha uma dívida de R$ 80 milhões.

12 comentários

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  • Jardel
    16 Abr 2019 às 07:18

    A verdade dói, menos para quem depende dela (Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá). Mas essa instituição que tanto serviço prestou a Mato Grosso, acostumou-se a depender de dinheiro público. E cada vez mais. Agora está insolvente, e precisa de muito dinheiro PÚBLICO.

  • Luiz verda
    15 Abr 2019 às 19:41

    Mauromente antes de falar Piraquê tags, procura executar o seu papel de executivo como se diz e executar uma política pública de saúde de verdade para seus cidadãos, que hoje se encontra desamparados pelo poder públicos, que hoje se encontra órfão pois não temos uma política seria para o setor da saúde e nem secretário, sabemos que a saúde compras maior partes dos serviços dessa instituição com uma tabela devassada pois a rede privada quê visa lucro não interessa em conveniar com setor público devido essa miserável tabela, só essas entidades tem a paciência de aguardar o tremendo enrolexo para receber os serviços prestados aos usuários do sus. deveria ficar agradecido pelos prestacidade dessas instituições filantrópicas em atender o estado e o município, quê são eneficaz em atender os anceios dos pacientes do estado. Tudo esses caus foi patrocinado por vocês que devem e não pagas em dia os custosos serviços de saúde, a verdade que o governo não tem uma política de saúde para seus cidadãos, é tudo só engodo e falácias se nada for feito o sistema vai entrar em colapso o resto. É só piada

  • Lisandro Peixoto Filho
    15 Abr 2019 às 19:33

    Sim não cabe ao Estado assumir dificuldades financeiras de empresas privadas. Assim como não pode o Estado abandonar usuários, sim proteger. Principalmente usuários de instituições de cunho sociais, que as Filantrópicas.

  • Cuibania
    15 Abr 2019 às 19:24

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  • curimbatá
    15 Abr 2019 às 18:12

    se uma primeira dama estivesse fazendo hemodiálise na santa casa com certeza a história seria outra. certo?

  • Marina
    15 Abr 2019 às 18:05

    Concordo com o governador. Santa Casa é instituição provada/particular. Porque não vão atras de saber o que fizeram com as finanças da instituição ao invés de querer que o poder público assuma/cubra o rombo?

  • administrador
    15 Abr 2019 às 15:19

    Santa casa tem que resolver o problema que a grande familia Saboia criou ,nao deve dar dinheiro para empresa privada esta certo o governadortem muita gente desempregada na rua para dar dinheiro para esses desempregados politicos da santa casa

  • Marcos Samaro
    15 Abr 2019 às 15:02

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  • DIVIDA DOLARIZADA
    15 Abr 2019 às 14:29

    Qual foi o problema que os gestores anteriores do estado pegou a divida dolarizada com o BOF ??? O problema é que o governador naquela época pegou a divida dolarizada com o dólar a 2 reais e esse empréstimo que inicialmente tinha um valor de U$ 479 milhões de dólares com juros de 5%, com o passar dos anos o dólar foi até 4,20 com isso a divida praticamente dobrou. O que me garante que daqui 20 anos essa divida não vai ser 5 vezes maior ou 10 x maior ??? Colocaram uma trava colocando o dólar ao valor de hoje ???? essas coisas que as vezes o barato sai caro. Estamos de olho !!!!! Daqui alguns anos vamos ver se essa divida vai ser renegociada novamente.

  • Eduardo
    15 Abr 2019 às 13:55

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