Olhar Direto

Notícias / Política MT

Após declaração de Mauro Mendes, deputados estudam trocar VLT por outro modal

Da Redação - Érika Oliveira

29 Abr 2019 - 16:10

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Após declaração de Mauro Mendes, deputados estudam trocar VLT por outro modal
Iniciadas em 2012 e com um custo que já ultrapassa R$ 1 bilhão, as obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) podem ser descartadas sem que o trem tenha rodado 1 km sequer. A possibilidade tem sido aventada por deputados estaduais, após declaração do governador Mauro Mendes (DEM), que citou subsídio de R$ 80 milhões, falta de passageiros e praticamente descartou a instalação do meio de transporte na região metropolitana de Cuiabá.  Uma das opções seria substituir o VLT por outro modal, a exemplo do Bus Rapid Transit (BRT).

Leia mais:
Parada desde 2014 e com risco de ser descartada, obra do VLT ainda causa transtorno aos comerciantes

“O governador Mauro Mendes não tomou ainda uma decisão que vai ser o BRT o modal escolhido, mas é preciso tomar medidas que resolvam os problemas das Avenidas da FEB, em Várzea Grande, e Fernando Correa da Costa e a do CPA, em Cuiabá, que estão em péssimas condições de trafegabilidade. O governo precisa tomar uma decisão. Hoje, o estado de Mato Grosso não tem condições financeiras de bancar os subsídios das passagens do VLT. Mas a decisão de implantação do VLT ou BRT cabe ao governador Mauro Mendes. Temos que nos preocupar com o futuro. Quem vai dar o subsidio das passagens e fazer as manutenções dos vagões para que o passageiro não tenha que pagar mais caro pela passagem?”, questionou o deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM), líder do Governo na Assembleia Legislativa.

Programado justamente para substituir a proposta Bus Rapid Transit (BRT), que curiosamente era uma opção mais barata, o VLT foi apresentado pelo ex-governador Silval Barbosa e por vários deputados da época como "um avanço" para o Estado.

No início deste mês, em entrevista à TV Vila Real, o governador Mauro Mendes disse que será muito difícil que as obras do VLT tenham uma continuidade. O chefe do Executivo citou que o Estado teria que desembolsar algo em torno de R$ 80 milhões para subsidiar a passagem. Além disso, comparou o modal com o do Rio de Janeiro, onde a Prefeitura está tendo prejuízo e o meio de transporte não tem um número suficiente de passageiros.

Mauro Mendes ainda lembrou que existe um imbróglio jurídico que cerca as obras do VLT. Ao todo, são três ações que tramitam na Justiça. Por conta disto, ele confirmou que uma das alternativas que está sendo estudada neste momento é converter para outro modal, sendo uma solução mais barata na implantação e operação.

Em discussão com colegas parlamentares na última semana, Dal’Bosco disse que o custo aos cofres públicos do Estado deve chegar à casa dos R$ 10 milhões ao mês, para subsidiar as passagens. Segundo ele, o gasto não é somente com a passagem, mas também com o custo da manutenção dos vagões e dos trilhos e com o gasto com a subestação de energia elétrica que é elevado e em tempo integral.

Para o deputado, é preciso convocar os Ministérios Públicos Federal e do Estado para alinhar um entendimento. Ele afirmou que os municípios de Cuiabá e Várzea Grande não têm a capacidade de fluxo de passageiros para equilibrar os gastos com o VLT.

“No período que não é de pico (volume maior de passageiros), menos da metade dos ônibus estão circulando nas duas cidades porque vai para o pátio das empresas. Só no horário de pico que têm passageiros. O governo não tem condições financeiras para manter o VLT com poucos usuários utilizando o transporte público, porque o custo é elevado”, explicou o líder do Governo.

29 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Direto. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Direto poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • João
    30 Abr 2019 às 21:28

    Sr. governador e Srs deputados, o povo de Cuiabá é MT irá lembrar dos senhores na próxima eleição. Chega de conversa fiada. A única solução viável e aceitável é concluir a obra e colocar o VLT pra funcionar. Não sejam retrógrados. Não se vendam. As urnas tardam mas não falham. Nao se esqueçam.

  • Juan Ramirez
    30 Abr 2019 às 13:56

    Na situação em que está o estado, nem o BRT é viável. Melhor refazer os canteiros e retornos das avenidas do CPA e FEB, recapear com um asfalto de melhor qualidade e obrigar as empresas de ônibus a operarem com veículos de melhor qualidade. Não adianta, Cuiabá e VG não estão em condições de inventar moda.

  • Sérgio Galo
    30 Abr 2019 às 12:52

    A solução mais viável para o tal VLT seria cobrir com terra preta todo o percurso de VG até o CPA e plantar grama......chega de enganação e trapaças contra o nosso povo.

  • MARIA AUXILIADORA
    30 Abr 2019 às 11:36

    QUE HISTORIA É ESTA DE TROCAR O VLT POR BRT MODAL ULTRAPASSADO E QUE ESTA SENDO ABANDONADO POR NÃO RESOLVR O PROBLEMA DO TANSPORE URBANO ENTUPIAR AS VIA É POLUR O MEIO AMBIENTE. O GOVERNADOR NÃO PODE DECIDIR SOZINHO SOBRE O VLT. NOS TRABSLADORES JA ESTAMOS DE SACO CHEIO DE POLITICOS QUE DECIDEM SOBRE A NECESSIDADE DA POPULAÇÃO SRM AO MENOS NOS CONSULTAR. SOMOS NOS QUE PAGAMOS POR OBRAS ONDE A MAIORIADELAS NÃO NOS BENEFICAM É ENCHEM OS BOLSOS DOS POLITICOS DE DINHEIRO. CHEGA DE PENSAR PEQUENO, ESTAMOS FALANDO SOBRE UM TRANSPORTE PARA O FUTURO. OS PAISES DA EUROPA ESTÃO TODOS TROCANDO OS METROS CARISSIMOS.POR VLT. O CUOABANO METECE E PAGARÃO MAIS UM BILHÃO SE NECESSARIO PARA POSSUIR UM TRANSPORTE NA ALTURA DE CUIABA E SEU POVO. CHEGA DE BUSÃO O POVO NAO AGUENTA MAIS ENEM AS RUSS DE CUIABÁ COMPORTAM TANTOS ONIBUS FUTURAMENTE . VAMOS PENSAR NO.POBO É NÃO EM LOBBY DOS DONOS DAS SUCATAM QUE SERVEM A NOSSA CUDADE.

  • Alexandro
    30 Abr 2019 às 11:24

    Algumas décadas depois caso escolham o BRT. As novas gerações de pessoas de Cuiabá, vão perguntar: "Como essa geração passada foi tão burra de troca um meio de transporte ecologicamente correta por um meio de transporte poluidor e ultrapassado que e o ônibus". O mais caro já possui, que são os Trens! Se não consegue terminar essa obra e por que e incompetente. Ou vcs acham que o BRT não vai precisar de VIAS exclusivas tbém?

  • Paulo
    30 Abr 2019 às 11:08

    Isso é bem de politico sem competecia, passem para a iniciativa privada e toquem pra frente, ou então tragam os vagoes para as praças publicas para mostrar como não fazer burrada e a incopetencia

  • Francisco
    30 Abr 2019 às 11:05

    O ESTADO DE MATO GROSSO NÃO TEM CAPACIDADE FINANCEIRA PARA SUSTENTAR A IMPLANTAÇÃO DO VLT. O ESTADO DE MATO GROSSO NÃO TEM CAPACIDADE FINANCEIRA PARA SUSTENTAR A IMPLANTAÇÃO DO VLT. O ESTADO DE MATO GROSSO NÃO TEM CAPACIDADE FINANCEIRA PARA SUSTENTAR A IMPLANTAÇÃO DO VLT. O ESTADO DE MATO GROSSO NÃO TEM CAPACIDADE FINANCEIRA PARA SUSTENTAR A IMPLANTAÇÃO DO VLT. O ESTADO DE MATO GROSSO NÃO TEM CAPACIDADE FINANCEIRA PARA SUSTENTAR A IMPLANTAÇÃO DO VLT. O ESTADO DE MATO GROSSO NÃO TEM CAPACIDADE FINANCEIRA PARA SUSTENTAR A IMPLANTAÇÃO DO VLT. O RESTO É CONVERSA FIADA E NÃO ADIANTA CRIAR FACTÓIDE...

  • Pensador
    30 Abr 2019 às 10:40

    À época, Sinval, Riva "et caterva", foram à Europa, lembram-se? Trataram com os Espanhóis e Portuguesas, licitaram, e no rolo, fizeram primeiro as aquisições dos "vagões", cujas bitolas não servem para outro VLT. O que fazer com os equipamentos. Os deputados, o Governador Mauro, antes de qualquer atitude, devem precisos esclarecimentos. Nunca fui a favor do VLT! Há de se esclarecer que VLT tem destinação para áreas de pequenas velocidades. Não resolverá o problema de transporte urbano, mas concluído, evitará maiores perdas.

  • Manoel
    30 Abr 2019 às 10:20

    Vocês não entenderam ainda que Mato Grosso é e sempre será um estado atrasado. Quem merece transporte com conforto são apenas os deputados.

  • Francisco
    30 Abr 2019 às 09:41

    Corretíssimo o sr Governador do estado de Mato Grosso. O que foi gasto está gasto e não tem como recuperar e nem a justiça consegue reaver o que foi tomado do erário pelas "autoridades" da época. Custa essas cabecinhas desprovidas de massa encefálica rconhecerem que o estado não tem condições de bancar um VLT???? Que o VLT não tem como se sustentar? Que os órgãos de fiscalização não fizeram sua parte na época da copa? ENTENDERAM OU QUEREM QUE DESENHE?

Sitevip Internet