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Terça-feira, 20 de agosto de 2019

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Mulher ligou para o trabalho para pedir socorro antes de ser morta e enterrada por namorado em quintal

Da Redação - Wesley Santiago

15 Mai 2019 - 11:22

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto/Facebook

Mulher ligou para o trabalho para pedir socorro antes de ser morta e enterrada por namorado em quintal
Morta e enterrada no quintal de uma casa no bairro Nova Conquista, em Cuiabá, Talissa de Oliveira Ormond, 22 anos, ligou para o trabalho pedindo por socorro, antes de ser morta pelo namorado, Adilson Pinto da Fonseca, 48 anos, que confessou o assassinato dela e também da ex-companheira, Benildes Batista de Almeida, 39 anos, em 2013. Os corpos foram encontrados no início desta semana, após investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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Talissa teve o desaparecimento comunicado em 8 julho de 2013, cerca de quatro dias depois de sumir. A mãe da moça contou que ela tinha saído para trabalhar em uma empresa de telefonia e não mais deu notícias.
 
Na empresa, a chefe da vítima informou à mãe que naquele dia ela tinha trabalhado o dia todo e quando saiu havia um rapaz moreno em uma motocicleta a espera dela. Porém, nenhuma pessoa tinha visto ela sair com ele.
 
No dia seguinte, Talissa teria ligado na empresa pedindo socorro. Após isto, ela não deu mais notícias. Com as investigações, presididas pelo delegado Fausto Freitas, da DHPP, descobriu-se que ela era namorada de Adilson. O relacionamento dela e de Benildes com o investigado é que levaram a crer que os dois desaparecimentos poderiam ter alguma ligação.
 
A primeira ossada, que seria de Talissa, foi encontrada na segunda-feira (13), a mais de um metro de profundidade, perto da calçada, na lateral da casa onde o homem vivia. Mesmo usando equipamento apropriado para rastreamento de solo, foi uma denúncia recebida enquanto o trabalho era realizado, que ajudou as equipes na localização do ponto em que o corpo havia sido ocultado.
 
Os restos mortais de Benildes foram encontrados um dia depois. Eles estavam a três metros de profundidade no mesmo local onde foram localizadas as ossadas de Talissa. Os exames de DNA ou a análise da arcada dentária devem confirmar as identidades das vítimas.
 
Em depoimento ao delegado Fausto Freitas, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o suspeito alegou que matou as mulheres por ciúmes, mediante discussões ocasionais. Porém, ele não repassou detalhes sobre como teriam sido cometidos os crimes. Adilson está preso por duas ocultações de cadáveres e também será indiciado por dois homicídios qualificados das duas mulheres.
 
Na última terça-feira (14), durante audiência de custódia, o juiz Mário Roberto Kono de Oliveira afirmou que não é possível homologar prisão em flagrante pelo fato de que o crime aconteceu em 2013, mas acatou o pedido do delegado, decretando prisão preventiva.
 
“Neste caso, entendo ser necessário o atendimento do pedido pela imperiosa aplicação da lei penal e para a perfeita instrução do processo. Por tais razões, acolho os pedidos e decreto a prisão preventiva de Adilson Pinto da Fonseca, devendo o mesmo guardar preso o seu julgamento, ou até que o juiz titular na qual o feito for distribuído possa tomar outra decisão”, decreta o juiz.
 
O caso
 
Policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e a Perícia Técnica (Politec) realizam na tarde desta segunda-feira (13) as buscas aos corpos de Talissa Oliveira Ormond,de 22 anos, e Benildes Batista de Almeida, de 39 anos, ambas desaparecidas desde o ano de 2013. Elas foram mortas e enterradas no quintal de uma casa no bairro Nova Conquista, em Cuiabá. O suspeito do duplo homicídio foi identificado como Adilson Pinto Da Fonseca, de 48 anos, que mantinha relacionamento com as duas vítimas.
 

2 comentários

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  • Greiza natome
    15 Mai 2019 às 14:04

    nos dias de hoje ser solteira é considerável uma grande vantagem com tanto psicopata e sociopata por ai

  • JHOY
    15 Mai 2019 às 12:31

    Esse vagabundo covardão tem que apodrecer na prisão.

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