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Terça-feira, 20 de agosto de 2019

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Família de empresário morto com 13 facadas em oficina acredita em emboscada

Da Redação - Fabiana Mendes

16 Mai 2019 - 14:58

Foto: Laércio Pato Rocco

Família de empresário morto com 13 facadas em oficina acredita em emboscada
A família do empresário José Roberto dos Santos Belém, de 51 anos, assassinado com 13 facadas, acredita que ele tenha sido vítima de uma emboscada. O homicídio foi registrado no dia 2 de maio, no bairro CPA 4, em Cuiabá. Inicialmente, a Polícia Militar informou que ele teria ido cobrar o aluguel, quando foi morto por Weliton Jose Gomes Marques, 29 anos. 

Entretanto, de acordo com o advogado Carlos Henrique, no dia do crime, a vítima tinha combinado de ir buscar um equipamento, já que os sócios iriam entregar o imóvel locado há um ano, quando foi brutalmente assassinado. 

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O advogado da família da vítima contou ao Olhar Direto que os sócios da oficina de motocicletas queriam entregar o imóvel para José, depois de cerca de um ano de permanência. Ambos reclamavam do valor do aluguel e da pouca movimentação de clientes. A vítima concordou em encerrar o contrato. No entanto, dias antes do homicídio, seguiu até o comércio para fazer uma vistoria nas condições do imóvel.
 
“Chegando lá, faltava um ar-condicionado e o piso estava danificado. O desentendimento que teve foi esse, por causa do ar-condicionado e do piso que estava danificado. A vítima pediu para o acusado e sócio para que fosse arrumado o piso e o ar-condicionado devolvido. No primeiro momento, eles se recusaram, mas depois entraram em um acordo”, afirmou Carlos Henrique.
 
Para cobrir o valor dos danos causados, os sócios ofereceram um equipamento da oficina e José aceitou. “Passaram alguns dias, os sócios ligaram para a vítima para ele pegar a chave, que ambos estavam no imóvel. Isso na data do fato. Ele foi e lá aconteceu o fato. Ele tomou 13 facadas nas costas”.
 
Na ocasião, o sócio do acusado seguiu até o comércio da vítima, na mesma região, e contou ao filho da vítima, que seu pai estaria brigando com Weliton. “Ele olhou para o pai dele no chão. Provavelmente a vítima chegou ao local, entrou com as três portas fechadas, uma meio aberta, local todo escuro, as luzes apagadas, e ali aconteceu o fato. Até o momento a gente não sabe se teve uma discussão ali”, esclareceu.
 
Weliton Jose Gomes foi preso pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) seis dias após o crime. O suspeito se apresentou na delegacia onde teve o mandado de prisão temporária cumprido. O sócio chegou a ser ouvido, mas foi liberado pela Polícia Judiciária Civil. 

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