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Segunda-feira, 24 de junho de 2019

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"Eu não vôo com avião da Aprosoja", diz Barranco a Ulysses ao defender uso de verba indenizatória

Da Redação - Érika Oliveira

22 Mai 2019 - 13:15

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

A aprovação do substitutivo integral ao projeto de Ulysses Moraes (DC), que previa corte de 50% no valor do teto da verba indenizatória que os parlamentares têm direito, na manhã desta quarta-feira (22), provocou discussão intensa entre os parlamentares, durante sessão plenária. Em meio à polêmica, o deputado Valdir Barranco (PT) defendeu a manutenção dos recursos, que segundo ele garantem a atuação independente dos parlamentares pelo Estado, e insinuou, ainda, que deputados contrários à verba teriam feito conchavo com empresários e entidades do agronegócio.

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“A VI, para mim, é imprescindível. Eu não vôo com avião da Aprosoja, eu não vôo com avião de Eraí, eu não vôo com avião de ninguém. Eu vôo com as condições a mim dadas pela Assembleia, para manter a imparcialidade do meu voto. Eu não tenho o rabo preso, eu voto aqui conforme a minha consciência. Ninguém manda no meu voto, ninguém liga no meu celular e fala ‘esse projeto é para você votar assim, esse projeto é para você votar assado’”, declarou Barranco.

“Quem discorda disso e vem aqui querer ficar limpinho e cheiroso com a população, então, que possa assinar um documento abrindo mão da verba indenizatória. Ah, porque a imprensa, o povo vai falar, eu sou contra, então abre mão. Assina um documento e abre mão pelo resto do mandato, para manter a coerência e não ser contraditório”, acrescentou o deputado.

Embora não tenha citado nomes, a fala de Barranco tinha endereço certo. Isto porque, no mês passado, foi ventilada a informação de que Ulysses estaria viajando pelo Estado de carona no avião da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja). 

Após as declarações de Barranco, Ulysses voltou a utilizar a tribuna para rebater o petista. Reforçou que registraria em ofício, conforme prega o substitutivo ao seu projeto, a renúncia de 50% da sua VI, a fim de manter o compromisso firmado em seu projeto que foi derrubado, mas não respondeu quanto à utilização de outros recursos para custear suas viagens pelo interior do Estado. 

PL 79/2019

O projeto de lei 72/2019, de autoria de Ulysses Moraes, previa o corte de 50% da verba indenizatória de todos os parlamentares, atualmente fixada em R$ 65 mil por mês, por deputado. O PL chegou a ser aprovado pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária da Casa (CFAEO) da Assembleia Legislativa, mas caiu em decorrência do substitutivo apresentado. 

Na prática, embora modifique completamente o projeto de Ulysses, o substitutivo muda pouca coisa da legislação vigente, que já autoriza os deputados a renunciarem parte ou toda a verba indenizatória no início do mandato. A mudança, agora, é que essa renuncia poderá ser feita a qualquer tempo. 

“Este PL economizaria algo em torno de R$ 57 milhões para os cofres públicos. Dinheiro este que poderia ser destinado para a educação, saúde, segurança pública. Áreas essências. O presente substitutivo aprovado hoje na Comissão de Fiscalização e Orçamento desconfigura o projeto inicial, desconfigura aquele que eu havia apresentado com tanto carinho, pensando no cidadão do Estado. Tenho hoje a minha primeira derrota. Mas, analisando esse substitutivo, que permite que os deputados poderão renunciar em todo ou em parte de sua verba indenizatória, cumpro minha palavra, cumpro minha proposta de campanha, e renuncio de oficio 50% da minha verba indenizatória, assim como estava proposto no meu projeto inicial”, lamentou Ulysses Moraes.

19 comentários

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  • Lucas Beber
    24 Mai 2019 às 14:07

    Sou Diretor da Aprosoja Mato Grosso, nunca andei de Avião da Aprosoja, e nem sabia que a Aprosoja tem avião.

  • Carolina Sampaio
    23 Mai 2019 às 11:07

    Eu quero ver produtividade e não briga de ego dentro da ALMT, discutam o projeto nos seus devidos lugares. A população está cansada de ver políticos que não cortam da própria carne. Lembrando senhores deputados, Política não é profissão. É uma representação da população e voluntária. Ninguém obriga os senhores a se candidatar, trabalhe com ou sem dinheiro e sejam independentes.

  • joaquim
    23 Mai 2019 às 08:22

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  • moreira
    23 Mai 2019 às 08:03

    Nobre deputado! Use vale transporte.

  • Alyne
    23 Mai 2019 às 01:52

    Aninha Marques, petista de carteirinha, sem conhecimento como todo bom petista e a favor dos gastos desenfreados! Pq n fazemos só os petistas pagar os voos desse cara? Vamos começar por essa "aninha", vamos ver se ela "muita" no pagamento das passagens do seu candidato kkkkkkkkk VERGONHA ALHEIA

  • Iustitia
    22 Mai 2019 às 22:16

    Cuiabanos, pra quê isso? Em um momento tão crítico da qual estamos, pq vocês votam em “deputados” como esse que luta por direito que os próprios deputados criam? Que se dão privilégio e defendem com toda sua alma o direito de recebê-lo. Gente coloque o Mato Grosso de volta para o Mapa do Brasil. Isso é uma vergonha! VERGONHA E IMORAL. Privilégio deveria ser servir sem receber. Votem de NOVO nesses tipos.

  • Bugre
    22 Mai 2019 às 20:52

    Esses petistas adoram pagar de gente do povão mas na assembleia eles gostam de lagosta e champanhe. Só granfino

  • Jorge
    22 Mai 2019 às 18:51

    O que está faltando é vergonha na cara da população, pois os deputados estão rindo de nós, porque somos um covardes que vendo este absudo não fazemos nada. Sou favorável em acabar com essa FARRA COM NOSSO DINHEIRO , POR BEM OU POR MAL.

  • Gladston
    22 Mai 2019 às 18:01

    Seja homem deputado! Se você tem alguma prova do que está falando, acuse-o e casse o seu mandato. Se não tem, se é só fofoquinha petralha de bastidores, limite-se a sua insignificância e se cale.

  • Moacir
    22 Mai 2019 às 17:36

    Engraçado como estão defendendo fortemente a VI. Mas para o servidor público do executivo pediram paciência em relação a RGA. Pous o ESTADO está falido. Deve reduzir sim. Para o ESTADO reduzir os repasses. E tem de valer para todos poderes. MP reajustou salário dos servidores. TJ vai acrescentar 5% nos salários de alguns juízes. Isso significa aumento nos repasses e supervisores do executivo pagando a conta.

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