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Quarta-feira, 26 de junho de 2019

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Governo deve cortar ponto de servidores assim que greve da Educação for deflagrada

Da Redação - Érika Oliveira

25 Mai 2019 - 08:22

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Governo deve cortar ponto de servidores assim que greve da Educação for deflagrada
O Governo do Estado, por meio de sua assessoria de imprensa, confirmou a tendência em cortar o ponto dos profissionais da Educação na próxima segunda-feira (27), quando a greve da categoria for deflagrada. A medida atende decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

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“O Governo deve cumprir a decisão judicial do STF. Quem determina é o STF e não o Governo" limitou-se a declarar o Governo, em nota.

A decisão do STF é de 2016, quando o ministro Edson Fachin acatou reclamação do Governo do Estado de Mato Grosso, à época sob o comando do ex-governador Pedro Taques (PSDB), e determinou que os servidores da Educação retomassem suas atividades.

Na época, O Supremo aprovou a seguinte tese de repercussão geral: "A administração pública deve proceder ao desconto dos dias de paralisação decorrentes do exercício do direito de greve pelos servidores públicos, em virtude da suspensão do vínculo funcional que dela decorre, permitida a compensação em caso de acordo. O desconto será, contudo, incabível se ficar demonstrado que a greve foi provocada por conduta ilícita do Poder Público".

A greve

A greve da Educação foi deflagrada nesta segunda-feira (20), após reunião da categoria. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), o encaminhamento do Conselho de Representantes, realizado nos dias 18 e 19 de maio, foi pelo enfrentamento à gestão Mauro Mendes (DEM), que considerou as demandas apresentadas como evasivas tendo como foco a falta de respeito com os profissionais da educação.

Na semana passada, em reunião com os secretários de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, e de Educação, Marioneide Kliemaschewsk, representantes do Sintep cobraram o cumprimento da lei 510 de 2013, que realinha em 7,69%, anualmente, o salário dos profissionais da educação básica de Mato Grosso, mas o encontro terminou sem acordo.

A paralisação irá agregar dois mil profissionais e deixará 392 mil alunos da rede estadual sem aula. Na semana passada, Mendes rebateu a ameaça de greve dizendo que a qualidade do ensino no Estado era péssima.

68 comentários

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  • Moacir
    27 Mai 2019 às 13:32

    A ignorância do brasileiro é tão grande que pedem privatização de serviços essenciais à sociedade. Garantidos pela CF. Eu não os culpo. É ignorância, falta de conhecimento.

  • Renato de Melo
    27 Mai 2019 às 12:49

    Caro Onofre. Vi que vc é um profundo conhecedor, já que sabe a definição de dissidio, deveria ter ficado quieto quanto ao seu comentário quando afirmou que a iniciativa privada não tem aumento salarial e criticou os servidores por querer o deles, o que está amparado em lei. Converse com sua filha de 7 anos antes. Criticar sempre é mais fácil. Como disse não sou professor, mas concordo com a luta deles.

  • Luana Gomes
    27 Mai 2019 às 11:59

    Esse Mauro mente não pagou seus funcionários e faliu sua empresa! Muito q vai pagar os professores e os servidores kkkkkkkk e besta quem acreditou no vídeo de campanha dele que ele iria pagar em dia, q ele iria priorizar os servidores kkkkkkkk

  • Paulo César
    27 Mai 2019 às 10:28

    2022 vou de Taxi MM já era

  • CESARDERONDONOPOLIS
    27 Mai 2019 às 10:27

    saudade do Taques malvadeza

  • Marco Antônio Gouvea
    27 Mai 2019 às 09:55

    Infelizmente, o Estado assa por muita dificuldade deixada por outros governantes, que nao fizeram a lição de casa, na contenção de gastos, nessa situação atual quem recebe todo reflexo da caos financeiro são os servidores públicos, que tem de pagar o pato, sem reajuste mínimo do RGA, pasmem, somente para nao perder o poder de compra o governo nao concede, os governos tem que haver uma política do diálogo, nao entendo uma administração governamental, governar com mão de ferro, sem dar nem ao menos o reajuste da inflação, como se o trabalhador do Estado nao fizesse parte da máquina administrativa.

  • VERDADES
    27 Mai 2019 às 09:12

    NÃO SOU CONTRA DAR AUMENTO DE SALARIO PARA PROFESSOR, ALIAS PROFESSOR, NA MINHA OPINIÃO DEVERIA GANHAR MAIS QUE UM MINISTRO DO STF POREM ESSA GREVE NÃO É PARA AUMENTAR SALARIO SÓ DE PROFESSOR E SIM DE TODOS OS SERVIDORES DA EDUCAÇÃO E POR ESSE MOTIVO NÃO SOU A FAVOR DA REFERIDA GREVE. QUANDO OS PROFESSORES, SOMENTE OS PROFESSORES CRUZAREM OS BRAÇOS POR AUMENTO DE SALARIO, QUE ALIAS É MERECIDO, SEREI 100% FAVORÁVEL.

  • oswaldo de arruda brito
    27 Mai 2019 às 09:03

    Está muito claro entre os poderes do estado,os governadores há muito tempo alegam deficiência de caixa e sempre sobra para o executivo pagar a conta de todos os desmandos que vem acontecendo, inclusive as roubalheiras que sempre aconteceu em MT. O grande problema disso tudo,é a retirada dos direitos dos trabalhadores do executivo,que sequer tem o direito sagrado da greve respeitada e verem os outros dois poderes, judiciário e legislativo com recursos e penduricalhos de sobra,trabalhadores do executivo sempre sofreram com o total abandono por parte do governo.

  • pai de aluno
    27 Mai 2019 às 08:53

    Estou com voces professores.

  • FELICIDADE ALMEIDA QUEIROZ
    27 Mai 2019 às 07:47

    Quem se lembra da campanha eleitoral do sr. governdor MM. na qual fazia promessas de pagar os salários dos servidores no último dia do mes trabalhado, tecendo críticas ao gov. Pedro Taques.daí ganhou e continuou da mesma forma de pagar os funcionários.

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