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Segunda-feira, 19 de agosto de 2019

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Com déficit de R$ 1,2 bi na Previdência, Mendes vai a Brasília pressionar deputados

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

07 Jun 2019 - 14:35

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Com déficit de R$ 1,2 bi na Previdência, Mendes vai a Brasília pressionar deputados
Preocupado com uma possível exclusão dos estados na Reforma da Previdência, o governador Mauro Mendes (DEM) irá se unir aos outros governadores em Brasília (DF), na semana que vem, para tentar convencer os deputados federais a aprovarem um texto que também tenha validade para servidores estaduais e municipais. Um manifesto entre os chefes do Executivo não foi descartado.

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A ida de Mendes à Capital Federal para discutir sobre a Previdência foi confirmada por Carlos Fávaro (PSD), que comanda o Escritório de Representação de Mato Grosso (Ermat). Ele se reuniu com representantes de todos os estados, nesta quinta-feira (6) para validar a carta dos governadores de apoio à reforma.

“Aconteceu uma reunião dos representantes dos estados. O assunto principal foi a preparação da pauta do fórum dos governadores, que será na terça-feira aqui em Brasília. Também validamos a carta dos governadores de apoio à reforma da Previdência. Nosso governador Mauro Mendes está convicto de sua responsabilidade e já convocou os parlamentares de Mato Grosso para votarem a favor da reforma. Nós do Ermat estamos trabalhando junto com a bancada por essa e outras reformas tão importantes para o Brasil”, disse Fávaro.

No encontro, os governadores pretendem mostrar ao Congresso que estão unidos na missão de aprovar a reforma que atinja todo o país e não somente os servidores do Governo Federal.

Entre os deputados federais, existe uma forte rejeição à proposta de uma reforma que inclua de imediato os estados e municípios.

Somente em Mato Grosso, o déficit anual da Previdência está em cerca de R$ 1,250 bilhão, de acordo com o levantamento feito pelo secretário de Fazenda, Rogério Gallo. Mesmo assim, a ideia de inclusão dos estados, ainda não é uma unanimidade entre os parlamentares mato-grossenses.

Nesta semana, em evento com a presença de Bolsonaro, Mauro Mendes suplicou a bancada federal de Mato Grosso, que votem pela inclusão dos estados e municípios, projetando que com a retirada, o Estado irá funcionar apenas para pagar os aposentados nos próximos anos.

“Daqui a alguns anos vamos estar trabalhando única e exclusivamente para pagar nossos aposentados. É legítimo, é um direito, mas nós temos tantos outros brasileiros que estão tendo seus direitos cerceados, que nós estamos pegando praticamente todo o dinheiro para pagar aposentados. Não sobra dinheiro para cuidar da saúde, das estradas, das escolas e de tantas obrigações que é de responsabilidade do poder público. Então, nossos deputados e senadores, vamos discutir, mas vamos fazer de vez uma reforma que ajude o Brasil, os estados e municípios”, afirmou.

7 comentários

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  • Contribuinte
    07 Jun 2019 às 18:53

    É ovo, pelo seu comentário tô achando que você é um marajá do serviço público.

  • Pedrão
    07 Jun 2019 às 17:33

    A velha história de sempre nos comentários. Muitos que não são servidores públicos querem ver o circo pegar fogo, pois morrem de inveja de quem se dedicou e passou em concurso. E esse governador, querendo ferrar as aposentadorias... quanto arrependimento por ter votado!...

  • Ovo
    07 Jun 2019 às 17:15

    Sr Contribuinte, até concordaria com vc se com $5500,00 não fosso pago 80% dos servidores públicos do executivo estadual. Grande privilégio 80% dos servidores receberem 55% da folha salarial.

  • gilberto
    07 Jun 2019 às 16:36

    Prof Ludovico: Se fosse realmente professor saberia que um trabalhador da iniciativa privada ao se aposentar terá recebido, ou direito a receber mais de quarenta salários médios de FGTS e que o servidor público não terá recebido nem a receber um centavo sequer? Por isso é mais que justa essa aposentadoria com o salario integral, já que não terá nenhuma reserva . Acontece professor fajuto que no Brasil cada um só enxerga o próprio umbigo não desmoralize a classe tão nobre dos professores com tanta desinformação e besteiras!

  • Profº Loduvico.
    07 Jun 2019 às 16:08

    Essa que é a vantagem de trabalhar no regime Estatutário. Quando voce aposenta,o servidor aposenta recebendo 100% do seu salário da ativa. Bom para ele ( Servidor). E péssimo para o estado,que vê a folha crescer,anualmente com valores vultuosos,principalmente com os orgãos,dos poderes independente. Todos deveriam ao se aposentar,deveriam receber os salários da previdência social.(Inss). Ai é justo.

  • JHOY
    07 Jun 2019 às 15:59

    VOCÊ SABIA QUE A MÉDIA DE IDADE DA APOSENTADORIA VC SABIA QUE A MÉDIA DE IDADE DE APOSENTADORIA DOS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO É 54 ANOS. VC SABIA QUE NO CASO DA PM UM BATALHÃO DE CORONÉIS COM 53, 52, 51 ANOS DE IDADE EM MÉDIA ESTÃO SE APOSENTANDO. PARABÉNS A ESSES CORONÉIS. PARABÉNS. MAS VAMOS LÁ E VENHAMOS CÁ. 53, 52, 51, DEVE ATÉ TER CASO DE 50 ANOS PRO CARA APOSENTAR COM SALÁRIO DE R$ 30.000,00. AI TEM O CAPITÃO, MAJOR, COMANDANTE, TENENTE TUDO APOSENTANDO, NESSA FAIXA DE IDADE. AI NÃO É MAIS BATALHÃO, É UM EXÉRCITO INTEIRO. AI NÃO TEM MUNICÍPIO, ESTADO OU PAÍS QUE AGUENTA. AGORA SENHOR GOVERNADOR. TEM QUE TER PEITO E MEXER NA LEGISLAÇÃO ESTADUAL. SÓ UMA DICA: OFICIAIS(COMEÇANDO PELO TENENTE) TINHAM QUE APOSENTAR A PARTIR DOS 54 ANOS, A PARTIR DISSO A CADA PATENTE TERIA QUE TER 01 ANO A MAIS DE MODO QUE CORONÉIS SÓ PODERIAM SE APOSENTAR COM NO MÍNIMO 57 ANOS. NÃO ESTOU FALANDO QUE ISSO SERIA O JUSTO OU INJUSTO, ESTOU AFIRMANDO QUE ISSO SERIA UMA SITUAÇÃO RAZOÁVEL PRA SE TENTAR EQUACIONAR AS CONTAS FINANCEIRAS LEVANDO-SE EM CONSIDERAÇÃO QUE ACABAR COM OS CORRUPTOS, ISSO É IMPOSSÍVEL.

  • Contribuinte
    07 Jun 2019 às 15:27

    Seria ótimo colocar os estados na reforma da previdência. Essa seria a primeira forma para acabar com os privilégios da elite do funcionalismo público que se aposenta bem cedo e recebe super salários que variam de 20 a 40 mil reais ou até mais. Mas é só falar em cortar privilégios que essa galerinha poderosa começa a espalhar o boato que a reforma da previdência só vai prejudicar os pobres. Tudo mentira. O que eles querem é manter seus privilégios.

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