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Domingo, 15 de dezembro de 2019

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Fecomércio relembra ruínas provocadas por obras do VLT e pede conclusão do modal

Da Redação - Wesley Santiago

23 Jun 2019 - 14:52

Foto: Alair Ribeiro/Midia News

Fecomércio relembra ruínas provocadas por obras do VLT e pede conclusão do modal
O presidente da Federação do Comércio de Mato Grosso (Fecomércio) e o vice do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-MT, José Wenceslau de Souza Júnior e Manoel Procópio, respectivamente, resolveram empunhar a bandeira do Veículo Leve sobre Trilhos. A dupla lembrou que as obras provocaram ruínas em diversas empresas de Cuiabá e Várzea Grande, mas acredita que a conclusão do modal ajudará a alavancar a economia e ‘salvar’ empreendimentos que ainda estão, com poucas forças, resistindo aos problemas causados pela não execução do projeto.

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Segundo a Fecomércio, na época das obras a mobilidade viária da população nos dois municípios foi prejudicada, e levou também à ruína dezenas e até centenas de empresas que ladeavam as principais avenidas (FEB, Prainha, CPA e Fernando Correa da Costa) por onde passaria o VLT.
 
Por isso, a dupla espera que as obras sejam concluídas para que a situação seja revertida e o comércio em Cuiabá e Várzea Grande volte a prosperar com um avançado sistema viário de transporte público para a população de todo o estado e por turistas que aqui passarem.
 
“Nós apoiamos a retomada das obras e sua conclusão, até porque já foram investidos mais de R$ 1 bilhão e as obras já feitas estão apodrecendo, por falta de manutenção. É notório que o VLT vai melhorar a mobilidade urbana de Cuiabá e Várzea Grande. Além disso, o comércio que ainda existe em torno das obras foi muito prejudicado e por isso, pedem a sua conclusão logo”, disse o presidente José Wenceslau.
 
Para Manoel Procópio, empresário que possui uma loja na região central de Cuiabá, a conclusão das obras vai trazer enormes benefícios para as duas cidades, com destaque para o centro histórico da capital. “Nós acreditamos que com as obras concluídas, várias empresas que ainda estão se reorganizando, por causa das obras mesmo, terão seus fluxos de clientes reestabelecidos em sua totalidade”.
 
VLT
 
Iniciada em agosto de 2012 e com mais de R$ 1 bilhão já aplicados para o “novo” modal de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande, os trilhos que guiariam o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) nos dois municípios quase não existem, e os que já foram construídos estão se deteriorando, juntamente com os vagões que estão estacionados no Centro de Controle Operacional e Manutenção, localizado em Várzea Grande e que, por curiosidade, também está se definhando por falta de manutenção.
 
Parada desde dezembro de 2014, o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos será composto por duas linhas (Aeroporto-CPA e Coxipó-Porto), com total de 22 km de trilhos e terá 40 composições, com 280 vagões. Cada composição tem capacidade para transportar até 400 passageiros, sendo 72 sentados.
 
Serão 33 estações de embarque e desembarque e três terminais de integração, localizados nas extremidades do trecho, além de uma estação diferenciada onde também poderá ser feita a integração com ônibus.
 
Para a manutenção de todas as estruturas que compõem o VLT, o governo gasta R$ 16 milhões ao mês.

No início deste mês, o Tribunal de Justiça do Estado decidiu manter a rescisão do contrato do Governo com o consórcio VLT. No mesmo dia, o governador Mauro Mendes anunciou que iria decidir os rumos das obras do modal até o início de julho. 

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) disse que está aguardando ser convocado pelo governador Mauro Mendes (DEM) para discutir o que será feito em relação às obras do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá, assim como em Várzea Grande. De acordo com o prefeito, nenhuma obra será retomada sem passar pelo crivo da equipe técnica e a autorização do Alencastro

5 comentários

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  • Edmilson rosa
    24 Jun 2019 às 09:21

    Os políticos que é contra o vlt no mínimo quer Cuiabá e várzea Grande no buraco pois será o levante do turismo nessas duas cidades.esse final de semana teve em Cuiabá um evento esportivo de vôlei se tivesse o vlt pronto seria uma novidade para o turismo moderno.acorda povo já foram gasto bilhões nessa obra falta pouco para terminar. Modernidade sim atraso nunca mas, em falar da poluição do ar com ônibus. Vir não polui.

  • Leke
    24 Jun 2019 às 08:13

    Quem vai bancar os custos mensais?

  • júnior
    24 Jun 2019 às 07:25

    Muita incompetência desse governador.

  • Jose Olavo
    24 Jun 2019 às 07:17

    Esqueçe esse trambolho esse cara ai deve estar delirando tem é que alargar as avenidas de cuiaba, acabar com esse centro histortico que só serve de lugar para prostituição e trafico de drogas, esse ai ou não mora em cuiaba ou esta de brincadeira mesmo pedir que continuem a gastar dinheiro com essa ilusão criada por sinval e seus cupinchas..

  • Lisandro Peixoto Filho
    24 Jun 2019 às 00:38

    Estado de MT fazendo novo empréstimo bancário a rolar dívida contraída com este projeto mal plannejado e inacabado. Projeto este interminável pelo custo construtivo e operacional, que causou e vem causando inúmeros prejuízos ao comércio, aos usuários das vias próximas, assim como acidentes materiais e humanos Retornar ao projeto original, que o BRT, única solução viável pelo custo beneficio.

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