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Sexta-feira, 23 de agosto de 2019

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Em Cuiabá, deputado líder do MBL ameniza fala de Moro e afirma que 'Vaza Jato' não anula provas

Da Redação - Wesley Santiago/Da Reportagem Local - Carlos Gustavo Dorileo

24 Jun 2019 - 14:18

Foto: JL Siqueira/AL-MT

Em Cuiabá, deputado líder do MBL ameniza fala de Moro e afirma que 'Vaza Jato' não anula provas
O deputado federal Kim Kataguiri (DEM/SP), um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), disse em entrevista na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nesta segunda-feira (24), que os supostos diálogos do ministro Sérgio Moro com os procuradores da ‘Lava Jato’ não irão afetar os trabalhos desempenhados na operação. O parlamentar ainda amenizou a fala de Moro, que chamou os integrantes do MBL de “tontos”.

Leia mais:
“Não vejo parcialidade alguma; as provas passaram pelo devido processo legal”, diz procurador sobre ‘Vaza Jato’
 
“Vi como algo positivo a imprensa ter dado destaque a este diálogo, que significa que não tem nada de mais relevante à operação Lava Jato. A fala dele sobre o MBL nada tem a ver sobre irregularidades na operação. Se a grande bomba é ele falando isto e precisamos testar a veracidade disto, não teremos nenhuma nulidade processual”, disse o parlamentar nesta segunda-feira, em Cuiabá.
 
Kataguiri também pontua que o contato do juiz com o promotor é absolutamente natural. Segundo o parlamentar, o magistrado deve receber procurador ou a defesa para tomar medidas urgentes. Além disto, ainda segundo o deputado, ele teria poder de produzir prova de ofício, antes mesmo da propositura da ação penal.
 
“A manutenção dele [Moro] em relação ao ministério nada tem a ver com as escritas, com o que foi divulgado. Se a veracidade for atestada, é prova ilícita. A acusação é restrita, a defesa é ampla, mas a acusação não pode utilizá-la. Se isto demonstrar-se verdadeiro, o ministro não pode ser punido”, finalizou o deputado, que confirmou a participação do MBL nas manifestações pró-Moro e Bolsonaro, marcadas para o próximo domingo (30).
 
Kataguiri veio a Cuiabá para participar do debate sobre a Nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental – PL 3729/2004, realizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso e a Câmara Federal.
 
Além do democrata, foram convidados também: Vicente Silva que é o coordenador técnico da Comissão de Meio Ambiente da FPA;  João Henrique Hummel – diretor Executivo da FPA; Mauren Lazzaretti – secretária do Meio Ambiente de Mato Grosso – SEMA e Alexandre Pedro Schenkel – presidente da AMPA; Normando Corral - presidente do Fórum Agro; Myrian Serra – reitora da UFMT; secretários de estados; representantes do IBAMA; da Aprosoja-Brasil; Orlando Fanaia Machado – superintendente do DNIT e João Martins da Silva Junior – presidente da CNA.
 
Os parlamentares explicam que a audiência - requerida pelo presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM) e deputado Nininho (PSD) -, será importante para debater a consolidação de uma Lei Geral para o Licenciamento Ambiental, a fim de evitar que obras de interesse estratégico sejam inviabilizadas judicialmente, ou travadas de forma atemporal, em razão de divergências ideológicas.
 
Destacam que no modelo atual, o custo do licenciamento chega até 27% do custo do empreendimento, inviabilizando investimentos e melhorias em infraestrutura, além de dificultar o desenvolvimento econômico. A morosidade, segundo eles, outra característica do modelo vigente, tem deixado obras estagnadas por anos a fio, algumas por 10 anos ou mais, como é o caso da BR-135, na Bahia, e da BR-242 em Mato Grosso.
 
“A lei visa garantir eficiência e produtividade, assegurando que os empreendimentos sejam conduzidos conforme sua especificidade, evitando exigências de mesma complexidade de análise entre empreendimentos maiores e outros mais simples. Um exemplo é a atividade agrícola que necessita de novas licenças inclusive para solo de uso alternativo, dificultando a vida do produtor. Um marco que desburocratize, dê segurança jurídica e permita o desenvolvimento econômico, aliado ao desenvolvimento sustentável e a preservação ambiental como fim, e não como entrave, é uma necessidade a ser cumprida”, diz trecho do requerimento à realização da audiência pública.
 
‘Vaza Jato’
 
No dia 09 de junho, o site The Intercept Brasil publicou reportagens sobre diálogos vazados que seriam entre o ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol. Os dois compartilham informações sobre o processo que culminou na condenação, entre outros, do ex-presidente Lula. Os dois dão conselhos e recomendações sobre os próximos passos do processo.
 
Os diálogos entre moro causaram discussões entre defensores e opositores. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) classificou como “promiscuidade” a relação entre Moro e Dallagnol, reveladas pelos vazamentos. Já o procurador Paulo Prado, o diálogo não invalida as provas.

11 comentários

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  • Geovanildes Acacia
    24 Jun 2019 às 23:19

    Vaza jato me lembra minhas diarreias após umas Itaipavas.

  • Ggm m
    24 Jun 2019 às 17:27

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Markinhos
    24 Jun 2019 às 17:03

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Pedrão
    24 Jun 2019 às 16:54

    As provas processuais, se existirem, é claro que não anula. SE existirem. Todavia, o escopo da Vaza-Jato não é desconstituir provas, mas mostrar aos cidadãos os jogos feitos nos bastidores da lava-jato. Determinadas práticas que estão sendo trazidas a público podem, sem dúvida (e devem) anular as decisões proferidas nos processos. Qualquer um que não seja tonto compreende isso :)

  • Ângelo
    24 Jun 2019 às 16:40

    Ok, "tonto" !

  • Ares
    24 Jun 2019 às 16:37

    Só o povo analfabeto que se vendem a troco de pão com mortadela e os que querem saquear o dinheiro público sem serem incomodados que são contra O QUE HA DE MAL EM SER GRAMPEADO DIZENDO QUE IA PRENDER POLÍTICOS CORRUPTOS CORRUPÇÃO MATA ESCRAVIZA

  • Luciano
    24 Jun 2019 às 16:29

    No artigo do Desembagardor Ney Bello (Conjur - publicado em 23/06/2019 - CRIME E CASTIGO . O sistema judicial penal: a autopoiese como necessidade) vemos a amplitude da falta de conhecimento ventilada pelo parlamentar desta reportagem. No trecho: "A internet chega para unir os “doidos de praça”, isolados num bar ou num logradouro qualquer. Emitem opiniões e resolvem problemas conforme suas próprias limitações. Eles se sentem confortados ao saberem que as suas loucuras não são únicas. A simbologia da representação da ignorância favorece a estupidez. As redes sociais os conectam. A imbecilidade ganha voz atrás da internet, disse um dia Umberto Eco" e em vários outros, percebe-se que hoje em dia todos opinam sobre tudo! Uma lástima. Leiam o artigo citado.

  • Nao foi desta vez The interce .. PT!!
    24 Jun 2019 às 16:21

    o que vemos é claramente a Foice de Sao Paulo e o folhetim de 5ª The Interce PT tentando desconstruir a imagem de uma grande Juíz com a visivel intenção de promover a soltura de bandidos baseados em material fruto de um crime! TONTOS são pessoas que crêem nesta farsa, neste teatro de principiante e péssimo gosto deste senhr Glenn ( réu por espionagem no Reino Unido). Não me parece do perfil de Moro chamar pessoas de "tontas" msm q nao concorde com elas e no mais a tentativa de colocar o MBL contra as manifestações do dia 30/06 falhou!! o PT me lembra o Coyote, TODA SEMANA TEM UM PLANO QUE FALHA!!

  • Carlos
    24 Jun 2019 às 15:14

    Ele esta certo!! Se confirmar o conteúdo dos vazamentos, as provas contidas no processo do Lula não são anuladas, o que é anulado é o processo em si. Nesse caso Lula sai da cadeia e é feito um novo processo com um novo juiz e procurador que poderá usar as mesmas provas para tenta-lo condenar usando o devido processo legal.

  • Caleb
    24 Jun 2019 às 14:53

    Diz isto pro Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

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