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Sexta-feira, 23 de agosto de 2019

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Professores 'fecham rua', bloqueiam Seduc e impedem cerca de 500 servidores de trabalhar

Da Redação - Thaís Fávaro

04 Jul 2019 - 10:06

Foto: Assessoria

Professores 'fecham rua', bloqueiam Seduc e impedem cerca de 500 servidores de trabalhar
O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) fechou a rua Engenheiro Edgar Prado Arze e bloqueou a entrada de servidores na Secretária de Educação de Mato Grosso (Seduc), no Centro Político Administrativo, em Cuiabá. A mobilização na manhã de hoje (4) tem o objetivo de fazer com que o governo avance no processo de negociação para o encerramento da greve, que completa 40 dias.
 
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A secretaria precisou suspender o atendimento em decorrência do bloqueio na entrada do prédio. Cerca de 500 profissionais foram impedidos de cumprir o expediente nesta manhã. O atendimento ainda não tem previsão para ser normalizado.

Mais de 500 profissionais foram impedidos de entrar no prédio da secretária em virtude do bloqueio nas entradas do órgão. Os manifestantes grevistas barraram os trabalhadores, fazendo “correntões” para impedira entrada no local.

A Seduc afirma que a atitude do sindicato, além de ferir o direito dos servidores que querem trabalhar, tenta forçar os trabalhadores a aderirem ao movimento.
 
Veja nota na íntegra:
 
Secretaria de Estado de Educação está com o expediente suspenso na manhã desta quinta-feira (04.07) em virtude do bloqueio das entradas do órgão por parte de um grupo de manifestantes do Sindicato dos Profissionais no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep).

Em razão da conduta do sindicato, mais de 500 profissionais foram impedidos de realizar seus trabalhos no órgão. Os manifestantes grevistas barraram os trabalhadores, fazendo “correntões” para impedir que os mesmos pudessem cumprir o expediente.

A Seduc ressalta que a sede está fechada, mas as assessorias pedagógicas continuam com o atendimento normal às unidades educacionais, de forma que a sociedade não seja ainda mais prejudicada por conta da conduta truculenta do Sintep.

É importante ressaltar que a atitude do sindicato, além de ferir o direito dos servidores que querem trabalhar, também é ilegal, uma vez que a Justiça já proibiu o Sintep de barrar a entrada de cidadãos e servidores nos órgãos públicos e de fazer o chamado “piquete” (tentativa de forçar trabalhadores a aderir à greve).

Desde o início da greve, deflagrada em 27 de maio, o Governo do Estado tem dialogado de forma franca e honesta com a categoria, além de ter atendido a maior parte das reivindicações como, por exemplo, o pagamento de 1/3 de férias dos servidores contratados, que passará a ser garantido a partir deste ano. Segundo estimativa do Governo, serão R$ 52 milhões para o pagamento desse benefício.

Além disso, o governo investirá R$ 15,6 milhões para substituição de servidores efetivos que se afastarão para qualificação profissional e mais R$ 11,9 milhões para substituição de servidores, que sairão de licença-prêmio ou se aposentarão.

Serão investidos ainda R$ 35 milhões para melhoria na infraestrutura das escolas. Ao todo, o governo do Estado prevê o investimento de quase R$ 115 milhões na Educação, ainda este ano.

Outra reivindicação atendida pelo Governo é o chamamento do cadastro de reserva do concurso público de 2017, que vai contemplar vários municípios de Mato Grosso.

No mês de julho, serão chamadas 681 profissionais para atuarem em várias escolas estaduais, sendo 221 professores, 300 apoios administrativos e 160 técnicos administrativos educacionais.

Quanto as outras reivindicações da categoria, referente ao pagamento da Lei Complementar 510/2013 e da Revisão Geral Anual (RGA), o governo está impedido de conceder devido ao que dispõe a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), além da crise financeira.

A LRF é uma lei federal que estabelece parâmetros para os gastos dos Estados e municípios brasileiros.

Entre esses gastos estão as despesas de pessoal, que podem consumir o máximo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL), ou seja, o Estado não pode gastar com folha de pagamento de seus servidores mais de 49% daquilo que arrecada.

Atualmente o Estado já está com o limite da LRF extrapolado, pois gasta 58,55% de suas receitas com o pagamento dos servidores.

Se concedesse o aumento de mais 7,69% aos salários de milhares de professores estaduais, o limite seria estourado de forma irreversível, uma vez que resultaria em gasto adicional na ordem de R$ 200 milhões neste ano – valor que o Estado já não dispõe.

23 comentários

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  • Reginaldo
    04 Jul 2019 às 15:03

    Minha maezinha sempre diz: MELHOR PINGADO DO QUE SECADO!

  • Edilene Nogueira
    04 Jul 2019 às 14:58

    A conduta dos sindicalizados ao SINTEP é de luta pelo cumprimento da Lei Complementar 510/2013 e da Revisão Geral Anual (RGA). Na verdade quem tem atitude truculenta é o (des) governador Mauro Mendes, com ameaças terroristas e com o corte de ponto dos servidores da educação do Estado de Mato Grosso. O Sr. Mauro Mendes deveria ter vergonha na cara e pagar o que nos é devido e com isto encerraríamos a greve. Nenhum servidor gosta de fazer greve, mas quando não existe diálogo por parte do governo está é a única saída. Fica o recado: Pague o que nos é de DIREITO!

  • Ailaidee
    04 Jul 2019 às 14:50

    Acho engraçado falar que os professores estão prejudicando os alunos...e QUEM estão prejudicando os professores? Quem vai lutar a favor dos professores? Feio é ficar culpando os professores pela desgraça do país, feio é roubar na frente de todos e v s assistir de camarote. Com certeza aqueles que reclamam doa professores e pq não conseguiu passar num concurso público, é frustrado e vive de indicação política. Para que tá feio reclamar doa professores que nada que mais justo lutam por seus direitos... Convidamos a todos que falam mal da Educação a passar uma semana com 40 crianças ou adolescente de personalidades diferente com o péssimo comportamento trazido de casa em uma sala de aula sem ar, com banheiros destruídos, quadra de esportes que não estão cobertas... venham para a frente da batalha aí sim talvez terá motivos pra falar da educação. Quanto ao reporte que fez essa matéria, quanto a essa mídia deve estar inclusa nos 70 milhões que o governo está pagando para ser parcial ne... ahn por favor sejam profissionais.

  • Pitty
    04 Jul 2019 às 14:28

    Pena que vemos tantos comentários medíocres de pessoas sem estudo que não sabem o que um professor sofre. O governo manipula os mais fracos e eles caem direitinho. Vai achar o que fazer e deixem os professores lutarem pelo seu direito. Tenho certeza que quem desdenha quer comprar, já diz o ditado. Vão estudar e passar em um concurso ai sim dou credito ao que dizem.

  • Marlene Silva de Almeida Pereira
    04 Jul 2019 às 14:25

    Se o governo soubesse negociar, não era preciso isso. Aliás, estamos defendendo o direito inclusive dos profissionais da educação que estão trabalhando lá dentro enquanto nós estamos lutando aqui fora com nosso ponto cortado.

  • Lucilene
    04 Jul 2019 às 14:22

    Mas que matéria tendenciosa. Vocês costumam sempre apresentar na íntegra as notas de uma só das partes ou é apenas nesse caso? Fiquei em dúvida por causa da grande quantidade de erros de ortografia e acentuação, pois parece que quem escreveu a matéria pode ter alguma espécie de "trauma" a tudo que se refere à educação, daí a tendência à desmoralização do movimento.

  • Izaura Patrícia Brito Teixeira
    04 Jul 2019 às 14:21

    Greve tem que ter movimento mobilização senão ninguém sabe se e greve. Infelizmente! O governo não faz o que prometeu em campanha pagar nossos direitos o chamado de cadastro de reserva e uma vergonha em torno de 221 aprovados para professor sendo que existe mais de 6000 contratos isso e só para enrolar o povo. A lei de responsabilidade fiscal não deve estar acima da qualidade da educação, pois o loa ano passado foi aprovado e já estava previsto este pagamento. Infraestrutura e essencial imagine um médico diagnosticar sem exames não terá um resultado perfeito. Precisamos de material pedagógico e estrutura física para trabalhamos. O governo nós obriga a agir assim, não pagando nossos salários e ainda por cima bloqueando até empréstimos isso e coação. Ameaçando colegas contratados e novos efetivos a exoneração. O governo e truculento e ditador nos enganou mentiu usou de má fé. Por isso parabéns colegas gostaria de ter ido infelizmente não pude. Juntos somos fortes.

  • Zeca
    04 Jul 2019 às 14:15

    A cada dia que passa os profissionais da educação em MT perdem mais no conceito da população. São tão obcecados por política de esquerda que não percebem o prejuízo que causam aos alunos e pais de alunos. O que eles estão fazendo é vergonhoso, pois baixam muito o nível.

  • Renata Figueiredo
    04 Jul 2019 às 14:12

    Mentira! Primeiro pq não é movimento isolado de um grupo, é dos profissionais da educação deste estado, segundo pq jamais alguém iria fazer mal ao pessoal da secretaria...terceiro: o governo paga a mídia para distorcer os fatos! Pára que ta feio!!!

  • Eliza
    04 Jul 2019 às 14:07

    Isso aí professores, lutem com alegria. Eh só o governador pagar os direitos deles que eles vão parar de “incomodar”. A sociedade apoia vocês professores, o problema não são vocês e sim os políticos malandros que faltam com a verdade??

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