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Segunda-feira, 09 de dezembro de 2019

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Comissão do VLT terá prazo de até 120 dias para apresentar solução do modal

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

10 Jul 2019 - 10:23

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Comissão do VLT terá prazo de até 120 dias para apresentar solução do modal
A comissão formada pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana em parceria com o Estado de Mato Grosso terá no máximo de 120 dias para apresentar uma solução para a questão de mobilidade urbana nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. O prazo foi estipulado pelo Ministério de Desenvolvimento Regional, que publicou portaria nesta quarta-feira (10).

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A comissão foi formada após três reuniões realizadas em Brasília com as equipes dos governos estadual e federal. De acordo com o governador Mauro Mendes (DEM), as reuniões mostraram a necessidade de se encontrar uma solução para a situação, em parceria com o Governo Federal e órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União, Controladoria Geral da União e Advocacia Geral da União.

A obra de mobilidade, que foi financiada com recursos federais para atender a Copa de 2014, não foi concluída até o presente momento, tendo passado duas copas do mundo e duas gestões e já consumiu mais de R$ 1 bilhão.

“O VLT foi financiado com recursos federais, tem dinheiro da Caixa Econômica Federal, por meio do FGTS, e a obra está parada com um contrato rescindido pela Justiça de Mato Grosso. Por isso é importante que essa decisão seja tomada em conjunto com todos os órgãos federais envolvidos”, destacou Mendes.

O governador ainda acrescentou que o problema envolvendo o VLT é muito complexo, pois existem três ações na Justiça contrárias às decisões que foram tomadas contra o modal e a execução da obra.

Além da demora no término da obra e as questões judiciais que permearam o contrato, outro fato grave envolvendo o VLT é o esquema de corrupção delatado pelo ex-governador Silval Barbosa à Procuradoria Geral da República.

“O colaborador combinou com o consórcio VLT que as propinas seriam pagas no montante de 3% do valor pago pelo Estado para o consórcio, cabendo ao consórcio efetuar os pagamentos dos retornos através das empresas pertencentes a João Carlos Simoni, pois esse prestava através de uma de suas empresas serviços para o VLT, dessa feita, o consórcio além de pagar os valores devidos pelos serviços prestados pelas empresas de João pagava um valor a maior referente à propina devida ao colaborador por cada medição realizada nas obras”, afirmou Silval Barbosa no Volume 1 da delação premiada, homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

O ex-governador, que detalhou todo o esquema de corrupção na obra do VLT, destacou que os “pagamentos das propinas eram efetuados conforme as medições e respectivos pagamentos do Estado perante o consórcio, pelo que o colaborador tem ciência todo o pagamento das propinas foram executados da forma citada (...)”, conforme trecho extraído da delação.

O governador Mauro Mendes havia anunciado no início do mês de junho que iria apresentar uma solução para o problema envolvendo o VLT em 30 dias, mas voltou atrás e garantiu que a resposta para esta pergunta que atormenta a baixada cuiabana desde 2014, será dada até o final deste ano, como prometeu em sua campanha.

4 comentários

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  • Carlos Nunes
    10 Jul 2019 às 17:41

    Vende esse VLT espanhol elétrico, que vai gastar uma barbaridade de energia elétrica e encher os bolsos da Energisa até fofar. E conversa com os Japoneses, que já tem o Novo VLT movido à Energia Solar. Quem sabe os japoneses topam em instalar esse VLT por aqui e até tocar o negócio. Sol é o que não falta em Cuiabá...e de graça. Sites da Capital já informaram que...quando esse VLT elétrico estiver funcionando 24 horas por dia, 365 dias por ano, vai consumir de energia elétrica o que consome uma cidade com 70 mil habitantes. É energia elétrica pra burro.

  • nilton
    10 Jul 2019 às 12:09

    solução. Prende quem usou o VLT para surrupiar dinheiro, toma o patrimônio e faz andar de busão o resto da vida. Esquece esse VLT ou passa 100% para a iniciativa privada sem um centavo mais de dinheiro público que já seria lucro.

  • Claudia
    10 Jul 2019 às 11:19

    Quem não quer resolver a questão cria essa tal de comissão,comitê,Conselho,nunca decidi nada,apenas empurra com a barriga,enquanto isso o povão sofrendo com ônibus velhos,sem ar condicionado,sem o mínimo de dignidade !!!

  • marcelo
    10 Jul 2019 às 10:50

    V L T Seria Vai Levar Tempo

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