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Quarta-feira, 17 de julho de 2019

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Mauro recusa proposta da Assembleia para pagar reajuste parcelado a servidores da Educação

Da Redação - Wesley Santiago/Da Reportagem Local - Érika Oliveira

12 Jul 2019 - 15:10

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Mauro recusa proposta da Assembleia para pagar reajuste parcelado a servidores da Educação
O governador Mauro Mendes (DEM) disse nesta sexta-feira (12) que recusou a proposta feita pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que propôs o pagamento do reajuste aos servidores da Educação, que estão em greve desde o dia 27 de maio, em três parcelas. Mais uma vez, o chefe do Executivo citou o estourou da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que o impede de atender o pleito da categoria.

Leia mais:
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Assinada por todos os deputados, a proposta da AL contempla os professores com aumento salarial de 7,69%. O plano prevê que a melhora nos subsídios aconteça de maneira paulatina, em três etapas.
 
A primeira parte do reajuste proposto pela AL aconteceria agosto e seria de 2,6%. A etapa seguinte, corresponde a também 2,6%, seria concedida em novembro. E terceira e última parcela de reajuste ficaria para fevereiro de 2020 e corresponderia a 2,49%.
 
Mauro Mendes voltou a citar que o Estado ultrapassou o limite estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), portanto, ele se diz de mãos atadas para cumprir com o pagamento do reajuste.
 
“Já respondemos a AL da mesma forma que dissemos para todos. Existe uma Lei Federal que é superior às estaduais e diz claramente que estourando limite de gasto com pessoal, ficamos impedidos de dar qualquer aumento. Não temos condições. Se obstruir a pauta mudar a LRF ou fazer entrar mais dinheiro no caixa, não tem problema, está resolvido. Nada disto aconteceu”, disse o governador.
 
Mauro ainda acrescentou que o papel da Assembleia Legislativa é mais dinâmico e voltado ao diálogo. “Respeitamos nossos deputados. Estamos aqui para ouvir, mas decidir em cima da verdade e de fatos concretos. Não seremos uma administração irresponsável, que dará cheque sem fundo”.
 
Nesta semana, o Executivo se propôs a pagar o reajuste aos profissionais assim que estiver abaixo do limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e propôs a restituição do salário cortado durante a greve.
 
Avanços
 
Outros avanços para a categoria já haviam sido anunciados pelo Governo, como investimentos de quase R$ 115 milhões na Educação, ainda este ano.
 
Segundo estimativa do Governo, serão R$ 52 milhões para o pagamento de 1/3 de férias dos servidores contratados, que passará a ser garantido a partir deste ano; R$ 15,6 milhões para substituição de servidores efetivos que se afastarão para qualificação profissional; e mais R$ 11,9 milhões para substituição de servidores, que sairão de licença-prêmio ou se aposentarão.
 
Serão investidos ainda R$ 35 milhões para melhoria na infraestrutura das escolas.
 
Outra reivindicação atendida pelo Governo é o chamamento do cadastro de reserva do concurso público de 2017, que vai contemplar vários municípios de Mato Grosso.
 
Neste mês de julho, serão chamados 681 profissionais para atuarem em várias escolas estaduais, sendo 221 professores, 300 apoios administrativos e 160 técnicos administrativos educacionais.

11 comentários

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  • kely cristina almeida
    14 Jul 2019 às 08:32

    Estou indgnada com está greve desses professores oportunistas qwe pensam somente em seus rendimentos financeiros....esquecem que milhares de criancas e adolescentes estão sofrendo com está greve ...sr. governador Mauro Mendes exonera essa cambada tem muitas professores capazes sem emprego com vontade de trabalhar ...nos pais precisamos nos unir e acabar com essa greve nos filhos ñ merecem isso...se nos pais deixarem eles tres dias sem ir a escola o conselho tutelar ja esta de prontidao com policia e tudo na porta dos pais.Entao vamos nos tomar providências ...pra acabar com greve e exonera esse povo .A obrigação de atendimento de 4 a 17 anos foi determinada por meio da Emenda Constitucional nº 59 em 2009 e, depois, reforçada pelo PNE (Plano Nacional de Educação) e por uma alteração de 2013 na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional)

  • SERVIDOR REVOLTADO
    13 Jul 2019 às 13:56

    SRES PROFESSORES CAI FORA DESSE CANALHA VOUTA A SALAS DE AULAS E DEIXA A NA PROXMA NÓS DAMOS O TROCO IGUAL FIZEMOS COM PEDRO MALVADEZA

  • Teka Almeida
    13 Jul 2019 às 10:56

    Acredito que a justiça teria que determinar uma auditoria independente nas contas do estado. Mais uma vez estão maquiando as contas, pois se a Assembleia na justificativa prova que constatou o aumento da arrecadação, e o impostômetro também mostrou um aumento de mais de 6% por que o percentual da LRF não baixa???? Tem algo MUITO ERRADO.

  • Jefferson
    13 Jul 2019 às 09:28

    Sabemos e temos respeito pela classe da Educação mas se der pra uma tera que contemplar as outras ... Estamos todos no mesmo barco .... Todos devem ser contemplados pra não causar ciuminhos

  • Jose rodrigues
    12 Jul 2019 às 23:08

    Tem que fazer greve mesmo, ate a populaçao desinformada é contra os professores, imaginem se nao tivesse greve, os professores seriam todos escravos!!!

  • gilberto
    12 Jul 2019 às 23:04

    Tá na hora de o restante das escolas aderirem ao movimento! ou vão deixar os colegas serem desrespeitados dessa maneira por esse projeto de ditador? A partir do recesso ninguém volta até que ele faça uma proposta que dê dignidade aos profissionais da educação!

  • Wilian
    12 Jul 2019 às 21:24

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  • Indignado.
    12 Jul 2019 às 16:19

    A GREVE CONTINUA!

  • Lucia
    12 Jul 2019 às 15:54

    Nossa....quantas vezes vai ter que repetir a mesma conversa, o governador já fez a proposta de pagar os dias parados, será que esses professores não tem conta atrasada, não é possível isso, acho q o governador devia desenhar em vez de falar

  • Pedro Mota
    12 Jul 2019 às 15:52

    Parabéns Goiano, não se curva diante esta Casa. São eles que aprovaram este aumento sem fundo, uma vez que não mexem em seus bolsos. Governador, não pague os grevistas os dias não trabalhados, pois, ninguém recebe sem trabalhar.

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