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Terça-feira, 15 de outubro de 2019

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Professores da rede municipal de Várzea Grande ameaçam entrar em greve

Da Redação - Thaís Fávaro/ Da Reportagem Local - Rogério Florentino

13 Jul 2019 - 15:09

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Professores da rede municipal de Várzea Grande ameaçam entrar em greve
Membros do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso, subsede Várzea Grande (Sintep/VG), realizaram uma manifestação em frente ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon para cobrar um posicionamento da prefeita do município, Lucimar Campos (DEM), a respeito do enquadramento e da reposição salarial dos servidores técnicos da educação. A categoria afirma que se não houver acordo poderá deflagrar greve na rede municipal de ensino.O protesto foi realizado no último dia 11.

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O presidente do Sintep/VG, Jucelino Dias de Moura, informou para a equipe de reportagem do Olhar Direto que o movimento foi realizado em conjunto dos trabalhadores da rede municipal e estadual de ensino. “Estamos nessa luta desde 2015 quando a prefeita assumiu a prefeitura, cobrando dela o enquadramento que é a questão de carreira dos servidores da educação e da saúde.

De acordo com Jucelino, a categoria conseguiu após duas conciliações do Tribunal de Justiça que a Lei 2043 fosse cumprida no prazo de 180 dias, porém já se passaram quatro anos e o acordo não foi cumprido pela prefeitura. “Nesse ano após muita cobrança e pressão que nós fizemos ela (prefeita) está na mídia e nas redes sociais, através da sua assessoria de comunicação, dizendo que fez esse enquadramento para os trabalhadores, o que não é verdade”, afirma.

“O que ela fez apenas foi apenas uma elevação de um nível, isso não significa um enquadramento por completo. Por exemplo, nós temos trabalhadores na educação que hoje estamos sendo lesados em torno de R$ 250 à R$ 2.500 mensalmente por conta desse enquadramento, com isso a prefeita vem economizando em torno de R$ 1,5 milhão por mês, assim fica fácil para ela fazer mídia nas costas dos trabalhadores”, conclui o presidente.

Jucelino afirma que a  alguns servidores tiverem o aumento de nível, mas que ele não condiz com a realidade do profissional. “O enquadramento que ela fez é uma enganação, por exemplo essa elevação de um nível que ela fez, ela pegou o trabalhador que já merecia estar no nível 4, mas que ainda está no nível 1 e colocou no nível 2. Uma diferença de R$ 70 reais no salário do trabalhador. Ela não colocou toda a evolução que ela teria direito, ela subiu um nível só e está alardando que fez o enquadramento, mas não fez aquilo que o trabalhador merece, que é o enquadramento por completo”.

Além do enquadramento, a categoria cobra a questão da recomposição salarial para os técnicos. “Os vigias, as merendeiras e trabalhadores dos serviços gerais que aqui na Várzea Grande não tiveram reposição salarial. Isso está se repetindo porque teve uma reposição salarial em 2016 e 2017 somente para os professores, funcionários não. Agora em 2019 a dose se repetiu. Os técnicos não tiveram reposição salarial que é constitucional”, diz.
 
De acordo com ele, a prefeita nunca aceitou sentar para conversar com a categoria e que os profissionais já solicitaram de forma oficial uma audiência com ela, mas que não obtiveram resposta. “A gente indaga que desde 2015 não tem uma equipe competente pra poder planejar para que façam o enquadramento desses trabalhadores? A equipe de planejamento não conseguiu ainda fazer um planejamento pra superar essa questão da LRF? Ela está fazendo igual o governador Mauro Mendes está fazendo com os servidores da educação, colocando a LRF e isso não é verdadeiro, a gente sabe que não é verdadeiro”, conclui.
 
Indicativo de greve

“A greve não esta descartada, fizemos uma assembleia geral da nossa categoria da educação e nós já deliberamos que depois do recesso de julho nós faremos uma nova assembleia geral onde será deliberado se vamos entrar em greve ou não, principalmente da questão do enquadramento e da reposição salarial para os técnicos”, afirma o presidente.
 
Nota da prefeitura

As Secretarias de Comunicação Social e de Educação, Cultura, Esportes e Lazer, ambas de Várzea Grande, em relação ao pedido de resposta as manifestações dos profissionais da Educação esclarece:
 
Neste ano de 2019, todos os professores da Rede Pública Municipal já obtiveram a correção dos seus salários segundo índice estabelecido através do Piso Nacional dos Professores;
 
Também já foram concedidos o primeiro rol de enquadramento através da elevação de um nível, para os profissionais da Educação e da Saúde de Várzea Grande.
 
Os enquadramentos seguem estudo técnico e analise de situação financeira do Tesouro Municipal, sempre pautando pelos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF;
 
No mês de julho, novos profissionais da estrutura de carreira de Várzea Grande serão enquadrados em um nível. O mesmo acontecerá nos meses de agosto e setembro, quando todos os servidores concursados do município estarão com um nível a mais em suas carreiras concedidos.
 
As referidas secretarias municipais lembrando que desde 2015 quando a atual gestão assumiu a Prefeitura de Várzea Grande, as perdas inflacionárias e vantagens foram concedidas, mas respeitando os limites de gastos impostos pela legislação em vigor, lembrando que nos últimos anos foram contratados diversos empréstimos para execução de obras que estariam impedidos de serem contratados caso o Tesouro Municipal não respeitasse os limites da LRF.

 

9 comentários

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  • Maria da gloria
    16 Jul 2019 às 07:33

    Varzea grande ta feio o pior salário do município de Mato grosso nesta gestão pior ainda sem aumento sem nada.Não valoriza o servidor

  • Berta
    14 Jul 2019 às 14:36

    Várzea Grande sempre foi assim, quando Jaime foi prefeito anunciava que daria 40% de aumento para os servidores, mais esse percentual era para o salário igualar ao valor do salário mínimo.

  • LONDON
    13 Jul 2019 às 23:22

    Queria ver esses vereadores e a prefeitura Lucimar VIVER com o que eu ganho, 1.090,00 por mês, sendo que 200,00 tiro para pagar o transporte até a escola onde trabalho. Tá difícil demais, ando fazendo diárias no final de semana para conseguir pagar as contas, e na segunda feira de novo a rotina da escola. Não temos E.P.I s para trabalhar, nem uma camiseta sequer a prefeitura dá. Temos que pressionar sim! A escravidão acabou prefeitura faz tempo.... Acorda servidores, unidos nós temos força. Pq escola não é só professor, nós temos valor e somos sim essenciais.

  • Ari
    13 Jul 2019 às 23:05

    Este é o sindicalismo aparelhado que defende o Foro de São Paulo e o socialismo bolivariano. São os pelegos que usam os trabalhadores como massa de manobra para favorecer os interesses obscuros do PT. Pena que a maioria da massa não percebe que está sendo iludida.

  • Fudum
    13 Jul 2019 às 22:54

    Querem enquadramento..?.passem em uma blitz..

  • Marcos adriano
    13 Jul 2019 às 21:48

    ENGRAÇADO O PREFEITO SENDA JVC TEM DINHEIRO PRA TUDO NESSE MUNICÍPIO, MENOS PRA VALORIZAR O SERVIDOR PUBLICO QUE E QUEM TOCA ESSA MAQUINA E QUEM ATENDE O CIDADÃO . TEM ALGUNS SERVIDORES QUE GANHAM MENOS QUE UM SALÁRIO. ISSO CARACTERÍSTICOS DAGOBERTO DE JC. QUANDO FOI GOVERNO DO ESTADO FOI MESMA COISA.

  • Comentarista
    13 Jul 2019 às 21:12

    Contratar outros professores resolve o problema deixa eles desempregados. tem um muitos ai querendo trabalhar

  • Mulher ma
    13 Jul 2019 às 19:24

    To falando que reclamam de barriga cheia. Recebem salario religiosamente. Mas sempre tem um pretexto pra tudo.

  • Pedro Mota
    13 Jul 2019 às 17:38

    Esta classe, dita de educadores, na verdade, são profissionais de greves. Acham que estão acima de tudo e de todos. Precisava de uma alteração na lei com relação a categoria. Ensinar não querem, pois os resultados no saber no Brasil está longe da realidade. Só que para tanto, depende do tal LEGISLATIVO, o qual não quer expor contra o tal voto para se reeleger.

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