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Sexta-feira, 23 de agosto de 2019

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Ministro vai à Justiça contra reitora por má administração e dívida de R$ 1,8 milhão

Da Redação - Wesley Santiago

16 Jul 2019 - 15:40

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Ministro vai à Justiça contra reitora por má administração e dívida de R$ 1,8 milhão
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou – após tomar conhecimento do desligamento de energia elétrica na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por falta de pagamento – que irá tomar as medidas cabíveis tanto administrativas como judiciais para a responsabilização dos envolvidos pela má gestão na unidade. Além disto, anunciou medidas emergenciais para quitar a dívida de R$ 1,8 milhão.

Leia mais:
Com seis contas atrasadas, energia na UFMT é cortada
 
Em nota, o Ministério da Educação (MEC) afirma que tomará medidas emergenciais para a religação imediata de energia elétrica nos campis que compõem a Universidade. Além disto, pontua que Weintraub tomará as medidas cabíveis tanto administrativas como judiciais para a responsabilização dos envolvidos pela má gestão na UFMT.
 
“O ministro tomou conhecimento da situação na última quinta-feira (11) quando chamou a reitora ao Ministério e autorizou o repasse de R$ 4,5 milhões para que a reitoria da UFMT, nomeada há três anos, quitasse a dívida das contas de luz com a concessionária de Mato Grosso”, diz trecho da nota.
 
Ainda conforme o MEC, os valores, herdados no governo anterior, correspondem ao montante de R$ 1,8 milhão. A liberação do limite de empenho foi realizada na sexta-feira da semana passada com o compromisso da reitora para o pagamento imediato da referida dívida.

A reportagem tentou entrar em contato com a reitora, mas as ligações não foram atendidas.
 
Corte de energia
 
A energia elétrica na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foi cortada na manhã desta terça-feira (16), por falta de pagamento. No final do mês de junho, a concessionária Energisa havia dado um prazo para a regularização das contas. No último dia 5, a reitora Myrian Serra havia se reunido com o ministro da Educação, Abraham Weintraub para pedir dinheiro e evitar a suspensão, mas sem sucesso.
 
Por meio de nota, a assessoria de imprensa confirmou que houve o corte  de energia e que segue em negociações com a Energisa para o estabelecimento. No total, estão em abertas seis contas, sendo quatro de 2018 e duas de 2019. A UFMT realizará uma reunião no período da tarde e oportunamente se manifestará sobre seus resultados.
 
A unidade sofre com o corte de orçamento desde 2014, quando houve a redução da verba de custeio, relacionada às obras e equipamentos do Câmpus. No entanto, em março deste ano, o Governo Federal anunciou o bloqueio de 30% na educação superior, que representa R$ 34 milhões para a Universidade.
 
Em entrevista ao Olhar Direto, Myrian Serra adiantou que a UFMT poderia ficar sem os serviços básicos como água e luz, caso o bloqueio não fosse revisto em até 60 dias, situação que não aconteceu.
 
A UFMT oferece 113 cursos de graduação, sendo 108 presenciais e cinco na modalidade a distância (EaD), em 33 cidades mato-grossenses. São cinco Câmpus e 28 pólos de EaD. Na pós-graduação, são 66 programas de mestrado e doutorado. A instituição atende 25.435 mil estudantes, distribuídos em todas as regiões de Mato Grosso.

50 comentários

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  • Ly ex aluna da UFMT
    20 Jul 2019 às 08:38

    Já passou da hora de fazer uma varredura na UFMT. Um absurdo e uma falta de respeito com os acadêmicos. Para pessoas incompetentes tem que se mostrar a porta da rua .

  • Roberto
    18 Jul 2019 às 17:49

    Depois do escândalo do HD de sete milhões de reais, não duvido de mais nada das universidades.

  • Roberto
    18 Jul 2019 às 17:47

    Precisa ser chamada para explicar sim, são varias contas dos anos anteriores, pelo que consta o novo governo não tem nada a ver com essa inadimplência, quero ver qual vai ser a desculpa.

  • Zora Narampa
    18 Jul 2019 às 14:06

    Tem muita raiva, desprezo e violência nos comentários da maioria. Procurem rápido um terapeuta - vocês podem explodir de tanto rancor. Tudo passa, minha gente. Até esses seres que se acham salvadores da pátria. Graças a Deus!

  • MARIA TAQUARA
    17 Jul 2019 às 12:41

    A reitora é péssima mas o ministro é tão ruim quanto. Veremos na justiça quem está com a razão, tudo depende de saber quando realmente o recurso foi liberado para a instituição

  • Edson
    17 Jul 2019 às 10:24

    Por mais que não tenha recurso. Dar prioridades a outras coisas e não pagar conta de energia, beira a incompetência. Tem que ser apurado.

  • Caroline
    17 Jul 2019 às 09:45

    Foi feito cortes desde 2014 , conforme a materia e 4 contas de 2018 . Mas foi o corte dos 30% de março culpado . E nao a má administracão da reitora com dinheiro publico . Ainda vao culpar o governo precisa investigar e cobrar sim . Mas o mais engraçado cade os alunos da UFMT cobrando o corte 2014 e as contas que nao foram pagas 2018.

  • Eduardo
    17 Jul 2019 às 09:27

    Cláudia, acho que vc deve se informar melhor, ela já não paga a conta antes do CONTINGENCIAMENTO, e agora ela quer jogar a culpa no Governo e não na má administração dela.

  • W. Maknamara
    17 Jul 2019 às 09:27

    O Engraçado que não atende telefonema da reportagem por que ? Quem não deve não teme, quando foi para mandar os estudantes para rua defender a UFMT, foi a primeira a aparecer, mas agora que tem que explicar onde esta indo a verba dos alunos e a primeira a sumir, estranho né.

  • alexandre
    17 Jul 2019 às 09:13

    6 meses de atraso, houve repasse de 4,5 milhoes na sexta feira....

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