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Segunda-feira, 19 de agosto de 2019

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Após corte de energia na UFMT e prejuízos em pesquisas, estudantes realizam ato público

Da Redação - José Lucas Salvani / Da Reportagem Local - Fabiana Mendes

16 Jul 2019 - 16:22

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Após corte de energia na UFMT e prejuízos em pesquisas, estudantes realizam ato público
Em razão da suspensão do fornecimento de energia elétrica na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) executado na manhã desta terça-feira (16), estudantes estão se organizando para um ato em frente ao Restaurante Universitário (RU) do câmpus de Cuiabá na quarta-feira (17), a partir das 9h. O ato foi anunciado no início da tarde nas redes sociais do Diretório Central dos Estudantes (DCE) de Cuiabá.

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Ainda na tarde desta terça, o Diretório irá realizar uma reunião com os estudantes em sua sede, localizada em frente ao RU.

Na manhã desta terça-feira (16), a Energisa realizou o corte de energia na UFMT por conta de seis faturas atrasadas, sendo quatro referentes a 2018 e duas a 2019. A concessionária de energia já havia notificado duas vezes a unidade quanto a possibilidade de corte caso não fossem pagas as contas em atraso. Segundo nota divulgada pelo Ministério da Educação (MEC), a dívida é de R$ 1,8 milhão.

Nas redes sociais, a ex-reitora da universidade, Maria Lúcia, se manifestou quanto a situação. “Trevas na UFMT, literalmente. Em razão dos cortes do orçamento das universidades pelo governo federal chegamos a está situação. Ações piores virão. Aguardem”. 
 

Alguns alunos já se sentem afetados pelo corte de energia. Hélio Carrará, que reside na Casa do Estudante, onde também houve a suspensão, conta ao Olhar Direto que os moradores não foram comunicados, seja pela UFMT ou pela Energisa. Entretanto, o discente afirma que a ação já era esperada por eles, devido às notificações feitas a universidade. 

"Tem geladeiras em todas as casas e em alguns quartos. Tem gente que vai perder comida. Quanto aos outros aparelhos, aqui é uma casa bem quente, então a gente não pode utilizar ventilador ou ar condicionado", explica.

Em março deste ano, o Governo Federal anunciou bloqueio de 30% no orçamento na educação. Para a UFMT, o corte é o equivalente a R$ 34 milhões. Em entrevista ao Olhar Direto, a reitora Myriam Serra já havia antecipado que se a ação não fosse revista, a universidade poderia ficar sem serviços básicos como água e luz.

Religação imediata

Por meio de nota, o MEC anunciou que irá tomar medidas para a religação imediata da energia elétrica nos quatro campi da UFMT. O ministério também aponta que na última quinta-feira (11), foi autorizado o repasse de R$ 4,5 milhões para a reitora, para que sejam quitadas as dívidas com a Energisa.

A nota também aponta que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, irá tomar medidas administrativas e judiciais para responsabilizar os envolvidos pela má gestão na unidade.

16 comentários

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  • Bombeiro militar
    17 Jul 2019 às 07:28

    Essa ex reitoria tinha q ser processada por incentivar a discórdia e mentira, dias de trevas? É o partido dela isso sim incompetente ao extremo de contas não pagas de 2018? Ainda vem colocar culpa no governo federal? Isso prova quem ela é , um asno do partido dela

  • Marcos Justos
    17 Jul 2019 às 07:16

    Isso que chamo de tiro no pé.....kkk Essa reitora canhota esquece que a sociedade está de olho. O MEC tem que abrir um PAD e apurar as responsabilidades por não pagar a conta. Possivelmente deve ter se desviado o dinheiro Público como sempre os PETRALHAS sempre fizeram. Tem que investigar cadê o dinheiro repassado a UFMT.

  • moacir
    17 Jul 2019 às 06:49

    Nunca vi nenhuma movimentação iguais as vistas nesse ano de 2019 pelos estudantes. Se os estudantes se movimentassem assim quando seus reais direitos fossem desrespeitados, nas greves, que levam meses, dos professores, buscando reajustes. O país iria pra frente. Agora, com estudantes que mais são massa de manobras, por favor em. Brasil sem futuro.

  • CLAUDIO JOSE SONEGO
    16 Jul 2019 às 21:53

    Olha aí no que deu a falta de gestão da UFMT. Com seis meses de atraso no pagamento de energia e com reiterados de corte,a reitora foi inapaz r negligente.É o retrato da incompetência.

  • Carlos
    16 Jul 2019 às 21:13

    Eu não entendo a cabeça desses alienados, estão culpando o Governo Federal, aja visto que quem não pagou as faturas de energia por mau gerência do dinheiro nosso foi a ReiPTora.

  • Russo
    16 Jul 2019 às 20:18

    Nelson Rodrigues disse OS IDIOTAS TOMARÃO CONTA DO MUNDO NÃO PELA CAPACIDADE MAS PELA QUANTIDADE

  • Bugre
    16 Jul 2019 às 20:16

    Contas atrasadas desde 2018 e a ex reitora derrotada nas urnas vem querer lacrar nas redes sociais! Típico de comentário da esquerda caviar.

  • Maria Auxiliadora
    16 Jul 2019 às 20:04

    Todas as universidades e institutos federais estão passando por dificuldades gravíssimas. É a primeira vez em 16 anos que acontece isso. Será que administrar uma universidade federal com 45% menos de recurso que o de 2015 não traria consequências como cortes obrigatórios??? Não se trata de incompetência, se assim fosse os gestoras de todas as universidades federais seriam incompetentes. É imoral e de uma má fé estupida acusar de má gestão uma reitora e colocar nas costas dela todas decisões e cortes deste governo e do temer.

  • Mel
    16 Jul 2019 às 19:12

    Engraçado, são 4 faturas do ano passado e 2 desse ano. Os repasses foram suspensos a partir do mês de julho. Essa justificativa da reitora não procede. Como culpar o governo atual, se o problema vem desde o ano passado??? Era mais fácil ela dizer que houve ingerência na administração da UFMT!!!

  • Luciana
    16 Jul 2019 às 17:57

    Esse governo de Bolsonaro é um desastre para o país, principalmente para a Educação e a população mais carente,somente as analfabetos políticos não percebem!!

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