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Quarta-feira, 21 de agosto de 2019

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Taques pede para ser ouvido no processo dos grampos: não têm provas contra mim, não fiz nada de errado

Da Redação - Érika Oliveira

17 Jul 2019 - 16:09

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Taques pede para ser ouvido no processo dos grampos: não têm provas contra mim, não fiz nada de errado
Acusado pelos três principais responsáveis das escutas clandestinas praticadas em Mato Grosso, o ex-governador Pedro Taques (PSDB) pediu ao Ministério Público Estadual (MPE) e à Polícia Judiciária Civil (PJC) para ser ouvido no processo que investiga o caso. O tucano não é réu na ação, mas busca antecipar sua defesa diante das declarações que vêm sendo dadas desde quando vazou a informação de um possível acordo de colaboração premiada dos envolvidos no esquema. Ao Olhar Direto, Taques defendeu o instituto da delação, mas garantiu ser inocente e cobrou provas dos eventuais delatores.

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“A delação premiada é instrumento importante para combater crimes, no entanto, o que é falado pelo delator precisa ser provado. Confio na verdade e na justiça, aliás, já pedi para ser ouvido no Ministério Público e na Polícia. Ninguém está acima da lei, quando tomei conhecimento dos fatos investigados, pedi providência, imediatamente. Apenas quero ser ouvido, estou sendo acusado desde maio de 2017. Quero só me defender, nunca fiz nada de errado”, disse o governador, à reportagem.

Na terça (16), foram reinterrogados o ex-comandante da Polícia Militar de Mato Grosso, Zaqueu Barbosa, e o coronel Evandro Lesco. Os dois confessaram crimes, na chamada ‘Grampolândia Pantaneira’, com o envolvimento de membros do Ministério Público e políticos, entre eles Pedro Taques e seu primo, o ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Paulo Taques.

Olhar Direto também conversou com Paulo Taques sobre as acusações que lhe são imputadas, mas o advogado disse que só irá se manifestar ao fim dos interrogatórios.

Os depoimentos seguem nesta quarta-feira (17) e, nesta tarde, o juiz da Décima Primeira Vara Criminal Especializada em Justiça Militar de Cuiabá, Marcos Faleiros, ouve o cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa Júnior.

No processo, corrente na Justiça Militar, são réus, além de Zaqueu, Lesco e Gerson, o coronel Ronelson Jorge de Barros e o tenente-coronel Januário Antônio Batista.

Veja AQUI e AQUI a íntegra dos depoimentos.
 

7 comentários

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  • Tavarez
    18 Jul 2019 às 07:25

    Cadeia para Taques já!

  • Gilson
    17 Jul 2019 às 20:59

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Maria Auxiliadora
    17 Jul 2019 às 19:16

    Como assim precisa de mais provas além das delações do coleguinhas da quadrilha??? Para prender Lula só a palavra de um criminoso foi suficiente. Agora, para investigar e processar tucano precisa de áudios e vídeo e atas dos conluios assinadas por ele??? Taques está até o talo envolvido em todos os esquemas de corrupção desde antes de assumir, tanto que quase todos os seus secretários foram presos. Só não foi preso ainda porque é tucano.

  • Marlon
    17 Jul 2019 às 18:58

    Pelo visto, nao demora muito e esse senhor vai receber visita da policia as 06h da manha

  • Fariseus
    17 Jul 2019 às 18:15

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Juliete UFMT
    17 Jul 2019 às 17:12

    É.... o tempo fechou para esse senhorzinho. Agora terá que se explicar e caso condenado, escrever um livro em local fechado. Isto provavelmente é a resultante das energias negativas emanadas a ele pelos servidores públicos dele, que sofreram fortemente na mão dele, e que até hoje amargam consequências terríveis muito provavelmente.

  • Critico
    17 Jul 2019 às 16:41

    Esse Pedrinho Marvadeza é nocivo a sociedade matogrossense.

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