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Sexta-feira, 23 de agosto de 2019

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A uma semana de fim do prazo, deputados prometem cruzar os braços na votação dos incentivos

Da Reportagem Local - Carlos Gustavo Dorileo/Da Redação - Érika Oliveira

18 Jul 2019 - 10:40

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

A uma semana de fim do prazo, deputados prometem cruzar os braços na votação dos incentivos
A votação do Projeto de Lei Complementar 53/2019, que trata dos incentivos fiscais, não é consenso nem mesmo entre os deputados estaduais que já anunciaram posicionamento favorável ao texto. A expectativa é de que a matéria entre na pauta legislativa ainda na manhã de hoje (18), mas um grupo de parlamentares cruzou os braços em apoio ao movimento grevista da Educação. Base do governador, o presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho (DEM), criticou a ação dos colegas.

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“Não podemos deixar de votar e discutir um projeto importante como esses. A Assembleia não pode ser usada como moeda de troca para nada, nem para professor, nem para funcionário, nem para interesse de deputado, nem mesmo no caso de emendas, nunca permitimos isso aqui. Não vai ser hoje que vamos paralisar para fazer negociação. Isso não é democrático, não é republicano. Travar para negociar é chantagem e nós não vamos permitir isso aqui dentro”, reclamou Botelho, que garantiu colocar o texto em votação ainda hoje.

No momento, há mais de 20 deputados registrados no painel do Plenário e pouco mais de 15 parlamentares participando efetivamente da sessão. Os servidores da Educação seguem ocupando as galerias e provocando tumulto, na tentativa de obstruir o andamento das votações.

Principal aliado dos grevistas, o deputado Lúdio Cabral (PT) reforçou que a aprovação do projeto dos incentivos já é consenso entre os deputados, mas a estratégia de travar a votação continuará sendo adotada em prol dos servidores que estão paralisados.

“O pedido de vistas foi uma tática para retardar o processo de votação, porque a gente ta num movimento de obstrução para forçar o Governo a negociar com os trabalhadores da Educação. A proposta em si nós já estamos analisando há duas semanas. Não dá para prever o que vai acontecer, têm poucos deputados aqui ainda. O pedido de vistas vence às 11h. Se o Governo tiver acordo para votar o projeto original ele deve ser votado, senão, vamos estender por mais alguns dias”, contextualizou.

“A Assembleia, na semana passada, produziu um documento assinado por todos os deputados, em que apresentava ao governador uma proposta objetiva de parcelamento dos 7.69% [Lei da Dobra] que deveria ter sido pago em maio. Mas o Governo não acolheu essa proposta, sinal de desrespeito à Assembleia, nem apresentou outra alternativa. Ou seja, mantém o mesmo discurso de não pagar, não pagar, não pagar, e a greve já dura mais de 50 dias. Os professores, para retornarem, precisam de algo objetivo. Vamos esvaziar a sessão quando for votar projeto do Governo, tensionar para não aprovar, esse é o recurso objetivo que nós deputados temos para apoiar os trabalhadores da Educação”, acrescentou o petista.

“Não se encerra uma greve sem um acordo. O que nós estamos esperando é uma proposta, mesmo que ela seja muito aquém daquilo que os trabalhadores estão aguardando. No que depender de mim, vamos fazer de tudo para obstruir essa pauta. O que não significa ser contrário ao PLC 53, eu, por exemplo, sou favorável, mas este é o momento de utilizar esse projeto que é de interesse do Governo”, concordou Valdir Barranco, também do PT.

2 comentários

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  • Prejudicam milhares de crianças!
    18 Jul 2019 às 17:33

    Esse movimento nem de longe tem o apoio da população! Se os deputados comprarem essa briga vão se dar mal !

  • Leo
    18 Jul 2019 às 12:09

    Gente, que cambada de abutres, vai ferrar todo em detrimento de uma minoria, só pensam em si e ainda dizem que estão lutando por uma educação melhor! Será mesmo? E só observar. Farinha pouca meu pirão primeiro, o restante que se f...

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