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Segunda-feira, 09 de dezembro de 2019

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Janaina diz que servidores foram induzidos ao erro por má-fé de deputados

Da Reportagem Local - Carlos Gustavo Dorileo/Da Redação - Érika Oliveira

18 Jul 2019 - 17:34

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Janaina diz que servidores foram induzidos ao erro por má-fé de deputados
Vaiada por alguns servidores que acompanhavam a votação do Projeto de Lei Complementar 53/2019, a deputada estadual Janaina Riva (MDB) criticou seus colegas que, segundo ela, estariam agindo de má-fé para induzir o funcionalismo ao erro na interpretação do texto em questão. A matéria foi aprovada em primeira votação nesta quinta-feira (18) sob forte tumulto, ameaças de agressão e tentativa de invasão ao Plenário.

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“Servidor publico, sabendo que a gente tem necessidade de receita, fazer um manifesto contra um PLC que trata justamente da isonomia dos incentivos e da revisão dos incentivos. Isso sempre foi pauta de greve, desde a RGA, que houvesse a revisão dos incentivos fiscais. Alguns deputados usam de má-fé na interpretação do projeto, porque camufla que nesse momento quem mais vai pagar imposto são aqueles que são isentos”, afirmou a deputada, ao final da sessão.

O PLC 53 foi aprovado hoje por 15 votos favoráveis contra 7 contrários. O texto votado hoje é o original, elaborado pelo Executivo, mas um substitutivo integral deverá ser apresentado na próxima terça-feira (23).

Conforme destacou Janaina Riva, o texto final do PLC 53 deverá contar alterações propostas pelos deputados estaduais e algumas mudanças aceitas pelo Governo, que cedeu em alguns pontos.

“O projeto original que está ali, como já dissemos anteriormente, não é o que vai ser votado em segunda. Do jeito que ele está ali traria um incremento de mais de R$ 2 bilhões. Mas algumas coisas precisam ser vistas e já estão sendo, porque mexe com os pequenos. Isso tudo estamos trabalhando num substitutivo. Agora, o algodão, por exemplo, a autorização do Proalmat está saindo de 75% para até 60%, sempre foi uma pauta dos servidores, não da para entender. O fato é que ainda têm percentuais que não foram definidos, as comissões ainda estão fazendo estudos dos impactos. O comércio, por exemplo, é muito complexo. Vamos usar o final de semana para trabalhar isso junto com eles”, esclareceu.

Até o momento, o Governo concordou com o alongamento do prazo para que o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) passe a ser cobrado do setor da energia solar.

O Executivo também aceitou diminuir a alíquota do mesmo imposto para a carne na venda interna e suspendeu a cobrança do Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal de Mato Grosso (FEEF) para o segmento.

“Eles [deputados] desconsideram isso, na minha opinião, de forma intencional para dar uma idéia de que o projeto não é bom. O que fica evidente é que realmente não existe uma interpretação correta com relação ao projeto, por parte do Fórum Sindical”, pontuou a deputada.

11 comentários

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  • Zeca
    29 Jul 2019 às 10:52

    A verdade é que Mato Grosso há anos deixou de receber empresas nacionais e multinacionais, devido a alta carga de impostos que cobra do contribuinte. Não há como ninguém se estabelecer, pagando tanto imposto. É preciso uma reforma trabalhista no estado, valorizando quem realmente trabalha e começar a demitir quem nada produz, principalmente no âmbito dos servidores públicos. Há muita gente nos quadros de todos as áreas da administração pública estadual, para pouco resultado.

  • Alexandre da Silva
    29 Jul 2019 às 10:12

    Desse dinheiro não veremos nada, ano que vem vai inventar outra crise, aumentar mais 10% os duodécimos para eles garantirem o RGA da assembleia, MP, é judiciário e nos do executivo nada...

  • JUSTO VERISSÍMO
    25 Jul 2019 às 10:45

    No governo Taques essa deputada era contra tudo, só para ter holofotes a seu favor, agora na situação mudou o discurso, isso era para os servidores ver quem é ela, servidores públicos votaram em massa nela na confiança que seria sua defensora no parlamento, agora mudou o discurso, aprenda a votar meu povo.

  • energia solar
    19 Jul 2019 às 10:48

    Não é justo, o cidadão financiar 40 mil reais para instalar sua própria produção de energia solar. Usar somente essa energia, e ainda ter que pagar 25% de ICMS. Absurdo!!!

  • Indignado.
    19 Jul 2019 às 07:41

    Ee deputada nada como uma eleição após a outra né para o povo e no seu caso a grande maioria dos servidores públicos conhecerem quem são os traidores deles

  • curioso
    19 Jul 2019 às 06:26

    ESTÃO SENDO MANIPULADOS POR SINDICALISTAS QUE QUEREM TER MÍDIA PARA PRÓXIMA ELEIÇÃO

  • Gef
    18 Jul 2019 às 21:48

    Quem paga imposto e o povo! O empresário só repassa nos preços.

  • Indignado.
    18 Jul 2019 às 20:58

    Triste ver essa deputada oportunista,traidora dos servidores públicos,agindo a serviço do governador,assim como no MAURO MENTE os servidores acreditaram nela e hoje os desprezam,mas politico precisa sim de cada um destes servidores e 2022 é vem ali

  • Albert carlos
    18 Jul 2019 às 19:45

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  • Pedro Mota
    18 Jul 2019 às 18:48

    O tal SINDICATO, seja que denominação for, só visa interesse de sua classe, esquecendo o objetivo maior. O sindicalismo em si, são subordinados suas classes, pois são mantidos por elas.

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