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Terça-feira, 10 de dezembro de 2019

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Ministro cobra presença de Emanuel em reabertura da Santa Casa e minimiza crise entre estado e município

Da Redação - Érika Oliveira

23 Jul 2019 - 18:08

Foto: Rogério Florentino/ Olhar Direto

Ministro cobra presença de Emanuel em reabertura da Santa Casa e minimiza crise entre estado e município
A ausência do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), na reabertura da Santa Casa, não passou despercebida pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que destacou o esforço do emedebista, junto ao Ministério, na época do fechamento da unidade. O ministro aproveitou para encerrar a crise entre a Prefeitura e o Governo do Estado, que terminou assumindo a gestão do hospital, e defendeu a união de forças entre os Poderes pelo benefício da população.

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“Transmita ao prefeito o abraço desse ministro que quer tanto bem a Prefeitura de Cuiabá. Sinto falta dele aqui. Ele foi lá [no Ministério] me pedir com tanta enfâse para que nós reabrissemos a Santa Casa. Diga a ele que hoje reabrimos!”, disse Mandetta, ao vice-prefeito Niuan Ribeiro (PSD), que representava Emanuel na solenidade.

A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá fechou suas portas no dia 11 de março, por falta de pagamento a fornecedores e funcionários, que acumulavam mais de 10 meses de salários atrasados. 

Na época, o prefeito Emanuel Pinheiro pediu ajuda ao Governo do Estado, alegando que a Santa Casa, embora fosse responsabilidade da Prefeitura, contemplava muitos pacientes vindos do interior de Mato Grosso.

Dois meses depois do fechamento do hospital e após uma série de troca de farpas com Emanuel, em declarações dadas à imprensa, Mauro Mendes anunciou que o Estado iria assumir a gestão da Santa Casa, por meio de uma requisição administrativa de bens e serviços da unidade. 

Na ocasião, Mandetta repassou R$ 10 milhões para ajudar o Estado a reabrir a Santa Casa. Nesta terça-feira (23), ao ser questionado do por quê o aporte não ter sido liberado quando o hospital ainda era de responsabilidade de Emanuel, o ministro defendeu que a prioridade da Prefeitura, naquele momento, era o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

“Naquele momento o prefeito tinha um  novo hospital, uma nova frente que ele estava iniciando a abertura. Eu vim aqui, o ajudei a fazer a abertura do hospital novo que é algo que realmente dá muito trabalho. O Governo do Estado tinha naquele momento mais condições. Foi algo muito tranquilo de ser feito. Os dois hospitais são importantes e quem ganha é a população. É igual mosquito da dengue, a população não quer saber se é Município ou Estado, ela não quer é o mosquito. Eu também não quero saber se esse hospital aqui é de Maria, Antonio ou Jose, eu quero que tenha o serviço”, pontuou.

4 comentários

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  • Milton Ribeiro
    24 Jul 2019 às 08:13

    Bom dia! A crise não é entre Estado e Município, a crise é entre os dois! Alguém aí tem muita vaidade!

  • Edézio
    24 Jul 2019 às 00:22

    Espero que pelo menos seja um pouquinho melhor do que a outra, que na verdade era um verdadeiro caos.

  • Saulo
    23 Jul 2019 às 23:14

    E vergonhoso prefeito e governador ficar de picuinha por causa de seus egos, vai trabalhar em prol do povo unidos, pra acaba mesmo os nossos políticos. Um pior q o outro.

  • Jackson Freire
    23 Jul 2019 às 19:53

    Cuiabá 10 anos voava. Sem crise, cofres públicos respiravam, cidade bonita e arborizada. Como sinto falta da antiga rotatória da UFMT. Agora temos uma cidade sucateada, cheia de obras inacabadas e um prefeito que sempre aparece no Fantástico. Saudades do que vivemos Cuiabá, força meu Mato Grosso

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