Olhar Direto

Sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Notícias / Política MT

Não há impacto da minirreforma tributária que justifique aumento de preço, diz Procon

Da Redação - Érika Oliveira

10 Ago 2019 - 15:15

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Não há impacto da minirreforma tributária que justifique aumento de preço, diz Procon
Aprovada na madrugada do último  dia 27, a minirreforma tributária do governador Mauro Mendes (DEM) só entrará em vigor a partir do próximo ano. Porém, alguns setores, principalmente do comércio, já sinalizam a possibilidade de aumento de preço em alguns produtos, em razão da mudança de alíquotas dos incentivos fiscais concedidos. Em entrevista ao Olhar Direto, a superintendente do Procon de Mato Grosso, Gisela Simona, condenou a ameaça.

Leia mais:
Governador sanciona nova lei de incentivos fiscais com cinco vetos ao substitutivo da AL

“O Governo está sendo muito inteligente quando ele incentiva o consumidor a pedir nota fiscal, porque há um controle melhor do que de fato o mercado pratica. Nesse primeiro momento, não vejo um impacto que de fato justifique aumento de preço. Se o mercado estava fazendo o certo, não tem isso”, avaliou Gisela.

Em nota, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) afirmou que apesar do “debate exaustivo”, nem todas as demandas do setor foram atendidas.

“Só o tempo poderá mostrar o resultado de tal decisão, onde o comércio responsável pela maior quantidade de empregos com carteiras assinadas, e cerca de 66% do ICMS recolhidos em Mato Grosso, foi o mais tributado”, diz trecho da nota.

De acordo com levantamento realizar pelo Confaz, em Mato Grosso, de 100% do ICMS arrecadado, apenas 16% vem do comércio. O índice coloca o Estado na última colocação entre os estados do Centro-Oeste, referente ao ano de 2018.

Além disso, ainda conforme o estudo, a arrecadação de Mato Grosso nesse ramo, tanto no atacado como no varejo, representa a metade do que o Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Goiás arrecadam, cada um.

Da forma como estava, segundo o Executivo, apenas um grupo de grandes empresários do setor atacadista e varejista recebem incentivos fiscais, o que prejudicava diretamente a competitividade dos médios e pequenos empreendedores.

“A minha análise ainda não é tão profunda, mas daquilo do que eu pude compreender nós temos uma mudança na forma de tributação. Eu acredito que o Governo, quando ele pensa em arrecadar, não é majorando impostos, mas evitando sonegação. Até pouco tempo, por exemplo, a cobrança era feita de maneira antecipada e muitos empresários reclamavam que pagar antes era muito oneroso. Agora, mudando essa forma de tributação, evita muitas vezes que o consumidor compre produtos que talvez não tenham procedência. Porque o Estado perdia o controle daquilo que de fato estava sendo vendido”, pontuou Gisela.

5 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Direto. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Direto poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Abigail
    11 Ago 2019 às 19:40

    A empresa que mais abriu nos últimos anos no estado foi aluga-se. Acredito que esta senhora está vivendo em outra realidade . Ninguém tem comércio pra ter prejuízo , então haverá repasse de imposto sim .

  • Milton MORADA DA SERRA
    11 Ago 2019 às 11:31

    Gisela Simona faz tudo para aparecer visando eleição do ano que vem... Votarei no Emanuel contra ela.

  • Gilberto Siquinelli
    11 Ago 2019 às 08:55

    Só falou bravata essa Senhora! Só o fato dela fazer uma defesa antecipada desse projeto de Lei irresponsavel contra o comércio e os comerciantes em geral,já deixa evidente o total desconhecimento dessa moça em relação a matéria vigente! Ganhou o cargo na marra e ajudando a afundar o Governo Nutela do MM.

  • Teka Almeida
    11 Ago 2019 às 07:32

    Só uma correção em relação ao comércio, já sinalizam a possibilidade de aumento de preço em alguns produtos, não, o certo é, já começaram os aumentos, mesmo a lei tendo inicio apenas em 2020. Quem vai com frequência ao supermercado já se depara com aumentos abusivos. Os empresários não querem perder a sua margem de lucro, ai resolveram antecipar os aumentos.

  • Mauro
    11 Ago 2019 às 07:04

    Os postos de combustíveis já saíram na frente. O etanol já está nas alturas. Ajude-nos, Gisela!

Sitevip Internet