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Terça-feira, 07 de abril de 2020

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Após 75 dias, professores encerram greve e retomam atividades na próxima semana

Da Redação - Fabiana Mendes e José Lucas Salvani

09 Ago 2019 - 15:00

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Presidente do Sindicato, Valdeir Pereira

Presidente do Sindicato, Valdeir Pereira

Após 75 dias de greve, os profissionais da rede estadual de Educação decidiram, em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (9), pelo fim da greve e o retorno das atividades escolares em 757 unidades já na próxima quarta-feira (14). Hoje, a rede estadual atende a 392 mil alunos. 

Na última segunda-feira (5), o Governo do Estado encaminhou o que classificou como a 'última proposta' para a categoria. Na mesma data, Mauro Mendes afirmou que a Procuradoria Geral do Estado já possuia respaldo jurídico para abrir procedimento de exclusão dos profissionais em greve, considerando que o movimento foi considerado ilegal (em 30 de julho) e o corte de ponto desde a data de 27 de maio (data de início da paralisação).

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"É uma greve que foi suspensa, com uma série de pontos a serem superados e conversados com o Governo aqui do estado. Depois desses dias todos de greve, a categoria se mostrou bastante heróica em fazer esse movimento, resistir mesmo com a questão do corte de ponto, sem o apoio devido do poder judiciário, tanto que entendeu que é o momento de dar uma segurada para constituirmos um novo processo de resistência no próximo período", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valdeir Pereira. 

"A greve está suspensa, mas não quer dizer que a luta terminou aqui no Estado de Mato Grosso, mesmo porque o ponto principal da Lei 510, não houve um posicionamento efetivo do Governo do Estado. A categoria reafirma que caso o Governo não integralize ou apresente uma proposta até a próxima data base do ano de 2020, nos poderemos ter uma nova greve", acrescentou. 

O movimento nasceu embasado na cobrança de pagamento da Revisão Geral Anual até a próxima data base, em maio de 2020, bem como, a recuperação das perdas salariais, desde maio de 2019. Os profissionais também cobram a realização de melhorias estruturais em unidades. 

Mesmo com a aprovação do projeto que convalida incentivos fiscais amplamente defendida pelo Executivo, Mauro Mendes declarou à imprensa que sem uma mudança no atual cenário e com a folha ainda extrapolando o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não existe ‘saída’.  Atualmente, Mato Grosso emprega 58% do que arrecada para a quitação da folha salarial, quando o limite é de 49%.



*Atualizada às 16h57 e às 17h14

36 comentários

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  • Haroldo Jr
    10 Ago 2019 às 20:57

    Reforma trabalhista e previdência aprovadas. Agora nós do movimento Brasil novo iremos às ruas para acabar com a estabilidade do serviço público. Sem estabilidade acabarão greves políticas e ilegais como essa fracassada do Sintep.

  • Karina Person
    10 Ago 2019 às 20:55

    Atrás de um teclado está cheio de machão defendendo professor grevista ilegal.

  • Amilton patriota
    10 Ago 2019 às 12:08

    Bom senso e a legalidade, moralidade, eficiencia prevaleceram. Logo são principios constitucionales... AVANTE REMAR

  • Celso Amorim
    10 Ago 2019 às 11:58

    Acabou teta de professores e funcionários públicos. Lula tá preso. Capitão é nosso presidente. Fizeram greve ilegal e saíram desmoralizados. Depois da reforma da previdência, devemos apoiar Bolsonaro a acabar com a estabilidade do serviço público.

  • cidão
    10 Ago 2019 às 11:36

    Ganharam o que mereceram. NADA além de promessa de político. Enquanto os camisa vermelhas estiverem no comando do sintep os professores e trbalhadores da educação serão tratados como foram agora, como "MASSA DE MANOBRA" mais nada.

  • Iara
    10 Ago 2019 às 10:56

    E aí? O que conseguiram os professores???? Gritaram Lula livre!!! Greve com cunho político partidária, saíram sem alimento, desmoralizados e descredibilizados. Agora repor aulas

  • Jacira do CPA
    10 Ago 2019 às 10:03

    Não entendi o que o Pedro parabenizando Sintep? Passaram vergonha. Ficaram desmoralizados, enquanto sindicato. População não os apoiou. Não receberam aumento. Prejudicaram alunos. E vão ficar dando aula até nos sábados e férias. E duvido que ano que vem receberão aumento. MT está quebrado financeiramente. Só daqui a uns oito anos iniciará recuperação.

  • Contribuinte
    10 Ago 2019 às 09:36

    Atrás de um teclado tá cheio de "machões" atacando professores. Aí é fácil!

  • Janete Silva
    10 Ago 2019 às 09:20

    Eleição de Bolsonaro mostrou que o nosso país mudou. Esses professores não entenderam que a mamata do PT acabou. Lula tá preso. PT acabado. Mauro Mendes ensinou uma lição ao Sintep. Tenho medo que, ressentidos pela humilhação da derrota, esses professores enrolam na reposição de aulas.

  • Pedro
    10 Ago 2019 às 08:51

    Parabéns ao Sintep e aos valorosos companheiros que não fugiram a luta o resto é propaganda de governistas

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