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Sexta-feira, 23 de agosto de 2019

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Vice-reitor da UFMT nega dívida com vigilantes, mas reforça necessidade de rever contingenciamento

Da Redação - Érika Oliveira

12 Ago 2019 - 16:30

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Vice-reitor da UFMT nega dívida com vigilantes, mas reforça necessidade de rever contingenciamento
O vice-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Evandro Soares da Silva, garantiu que a instituição está absolutamente em dia com a 'MJB Vigilância e Segurança', cujos funcionários atuam no campus de Cuiabá. Na semana passada, em protesto, os profissionais terceirizados bloquearam as guaritas da Universidade, alegando falta de pagamento há 3 meses. Soares, no entanto, destacou a necessidade de revisão do contingenciamento de 30% promovido pelo Ministério da Educação.

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“A Universidade está adimplente com todos os seus pagamentos. Quando uma empresa assume o serviço com um ente federal, ou às vezes até na esfera estadual ou municipal, ela assume o compromisso que o pagamento seja feito em até 90 dias, a partir da medição. E isso a Universidade está seguindo tranquilamente. A UFMT ainda está com contingenciamento de 30% no orçamento anual. Para que esse orçamento volte a ser completamente executado no financeiro, há a necessidade de a gente dialogar com a bancada federal, principalmente, para buscar retomar, vamos dizer assim, o orçamento em sua amplitude, que são de aproximadamente R$ 114 milhões no custeio”, frisou o vice-reitor.

Nesta terça-feira (13) a comunidade acadêmica da UFMT adere novamente à mobilização nacional contra os cortes do MEC nas instituições de ensino superior. Além da paralisação de todas as atividades, os docentes aprovaram a realização de uma oficina de cartazes na praça em frente ao Restaurante Universitário (RU), a partir das 11h30. De lá, os manifestantes sairão em carreata até a Praça Alencastro, onde ocorrerá o ato unificado.

A UFMT sofre com o corte de orçamento desde 2014, quando houve a redução da verba de custeio, relacionada às obras e equipamentos dos campis. No entanto, em março deste ano, o Governo Federal anunciou o bloqueio de 30% na educação superior, o que representou R$ 34 milhões para a Universidade.

Na época, a reitora Myrian Serra disse que a UFMT poderia ficar sem os serviços básicos como água e luz, caso o bloqueio não fosse revisto em até 60 dias, situação que não aconteceu.

Por conta do contingenciamento, no dia 16 de julho, a UFMT ficou sem energia elétrica. A concessionária de energia já havia notificado duas vezes a unidade quanto à possibilidade de corte caso não fossem pagas as contas em atraso. Após cerca de oito horas e pagamento de R$ 1,8 milhão, a Energisa restabeleceu a enérgia elétrica nos cinco campis.
 

10 comentários

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  • Ramiro Dias
    13 Ago 2019 às 22:18

    Como está em dia se ele próprio assinou documento parcelando a dívida! Inclusive saiu na imprensa! É de lascar essa UFMT!!!

  • AUDITORIA JÁ
    13 Ago 2019 às 10:08

    Salarios atrasados há 03 meses, ticket alimentação não recebem há 04 meses, FGTS sem recolhimento desde dezembro/2018 e férias vencidas já há 02 anos. Este é o retrato da empresa terceirizada e prestadora de serviços na UFMT. Pergunto: será que a UFMT tem repassado o pgto devidamente??? Falta de gestão ou irresponsabilidade esquerdista com o R$ público????

  • Samuel
    13 Ago 2019 às 09:58

    Péssima gestão essa da UFMT!

  • Carlos Silva
    13 Ago 2019 às 09:33

    KD a reitora?! Tá colocando o vice pra resolver os abacaxis, ela ganha como reitora no contracheque e ele faz campanha antecipada. Essa gestão é uma piada.

  • Zinei
    13 Ago 2019 às 08:38

    É incrível a irresponsabilidade destes gestores da educação, todo este custo operacional da UFMT foram orçados nos anos anteriores, pelo que eu sei o contingenciamento é para despesas com projetos e não tem nada haver com as despesas correntes, e quanto as contas de energia que estavam em atraso? o que foi feito com o dinheiro? vai dizer que isto não estava orçado? se isto for verdade vcs são dignos de titulo de irresponsáveis! parabéns!

  • Henrique Dias
    13 Ago 2019 às 08:24

    Em dia significa que podem ficar até 3 meses sem pagar a empresa e consideram que esta dentro do prazo do contrato absurdo que eles fazem. Vai quebrar todas as empresas e falar que é culpa do Bolsonaro. Oh povinho!

  • Fabio
    13 Ago 2019 às 06:48

    Puts ... Pensei que a UFMT faria greve. Torci pra greve durar uns 18 meses pra gente ter uma folguinha... Corta 80% mito!!!!

  • pingaida
    13 Ago 2019 às 06:11

    ISSO SE CHAMA MÁ ADMINISTRAÇÃO OU SEJA ADMINISTRAÇÃO PARTIDÁRIA OU SEJA PETISTA PARA FAZEREM ALUNO PARA SEUS INTERESSES POLÍTICOS VCS SAO BOM OU SEJA MASSA DE MANOBRA

  • Rocha
    12 Ago 2019 às 20:53

    Incompetente !! Isso não tem nada haver com contingência vocês atrasam pagamento de fornecedores faz muitos anos !! Incompetentes.

  • Crítico
    12 Ago 2019 às 20:40

    Expulsar os PETZADAS das reitorias aí vai sobrar dinheiro.

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