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Quarta-feira, 21 de agosto de 2019

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Frente em Defesa da Educação Pública lança manifesto e cobra posição da UFMT sobre 'Future-se'

Da Redação - Fabiana Mendes

13 Ago 2019 - 12:00

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Frente em Defesa da Educação Pública lança manifesto e cobra posição da UFMT sobre 'Future-se'
Representantes da sociedade civil organizada lançaram na manhã desta terça-feira (13) a Frente em Defesa da Educação Pública de Mato Grosso, uma organização de iniciativa popular que reúne os mais diversos movimentos sociais. Também foi lançado um manifesto em que foram elencados o que eles chamam de principais ataques à educação infantil, básica, tecnológica e universitária. Na oportunidade, foi cobrado um posicionamento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) quanto ao programa Future-se, lançado recentemente pelo Ministério da Educação (MEC).

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“Sonhamos com escolas de graça e de qualidade em todos os bairros; universidades públicas e gratuitas em todas as regiões do país para que o filho e filha da faxineira tenham estudos tão bons quanto os filhos e filhas dos patrões e fazendeiros, num projeto de redução das desigualdades no nosso país”, diz trecho do manifesto.

O texto cita que com o congelamento dos investimentos sociais por 20 anos, professores estão sendo criminalizados, escolas estão ficando sem merenda e sem estrutura básica, inclusive as universidades com corte de luz, salários e bolsas. Outro fato apontado foi o corte de 30% dos recursos das universidades e de 47% dos recursos da educação básica, para pagar juros a bancos, segundo apontam.

Dentre as atividades da Frente em Defesa da Educação Pública de Mato Grosso, está a Greve Geral, mobilização nacional que ocorre na tarde de hoje, na região central de Cuiabá, em Defesa da Educação e contra a Reforma da Previdência

O movimento luta por mais investimentos públicos em escolas, professores e pagamento imediato da Revisão Geral Anual (RGA) e dos salários cortados; Por 10% do PIB para a educação pública; Por uma educação vinculada às necessidades dos trabalhadores e seus filhos em detrimento do lucro; por mais oferta de escolas, creches e universidades públicas e gratuitas; Pela responsabilização do Estado pelos cuidados e educação de seu povo; Por uma educação, ciência e tecnologia voltadas ao desenvolvimento e bem-estar de seu povo em detrimento às empresas privadas; Pela não criminalização da arte e dos que lutam; pelo combate à discriminação de classe/gênero e raça/etnia.

Representante da Associação dos Docentes (ADUNEMAT), Edna Sampaio explicou sobre as pautas consideradas urgentes. Entre elas está a mobilização da Frente em Defesa da Educação Pública. Outra pauta seria pressionar a administração universitária para que se manifeste contraria ao programa Future-se, com objetivo, dentre outras coisas, “de aumentar a autonomia das universidades, através de parcerias entre a União e organizações sociais”.

“O Future-se nada mais é que um projeto antigo. Nada mais é que uma nova faceta da PEC 56B, da PEC370, só que com mais danos. O que o Consuni [Conselho Universitário] disse que precisávamos de tempo para conhecer. Nós conhecemos, os movimentos sociais conhecem e temos que exigir da universidade uma posição firme e clara para que não tenha dúvidas junto à sociedade que a universidade é contrária a esse projeto, na luta e defesa da universidade pública”, acrescentou.

Em sua primeira reunião de organização, participaram os representantes do SINASEFE/MT, Adufmat, SINTUF-MT, UNE-MT, DCE UFMT-Cuiabá, Unidade Classista, MST, Fórum Permanente de Saúde e também professores da rede municipal de Várzea Grande.

Coordenadora de comunicação da Adufmat, Lélica Lacerda pontuou que  o Brasil está em um processo acelerado de precarização da educação. "Nós sabemos, pela referência histórica, que todo país que destruiu a educação se destruiu enquanto país, porque um país para ser soberano, é necessário se investir massivamente em educação. Por isso, nesse momento em que o país corta 30% dos recursos das universidades federais, 47% dos recursos da educação básica, nós constituirmos uma frente e fazer com que o dia 13 de agosto não seja somente um dia de agitação pontual, mas o dia de lançamento de uma frente que promete uma luta contínua, esse é um movimento que nos dá bastante esperança de que nós vamos sair vitoriosos, já que a Educação vai derrotar o autoritarismo".

13 comentários

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  • Gustavo
    14 Ago 2019 às 13:55

    A educação pública e gratuita é a única forma de transformar a sociedade para melhor. Ver cidadãos pobres defendendo a privatização de tudo é de dar pena. Você paga plano de saúde? Está satisfeito? Você paga escola particular? Está satisfeito? Nenhum desses serviços é barato e satisfaz plenamente. Exigir a boa gestão dos recursos públicos seria uma postura muito mais sensata, porque os impostos não diminuíram com a privatização de estradas.

  • Luis Gabriel
    14 Ago 2019 às 13:21

    Pelos comentários aqui essa frente deveria ter sido lançada há muitas décadas. A sociedade é representada pelos sindicatos, pelas organizações, pelos movimentos sociais e também pelos partidos, se não se sente representado por nenhum, procure. Não fica reclamando de quem tenta ser ouvido por um estado que só conhece o lobby empresarial e do agronegócio. Em tempo, queria lembrar que vermelho simboliza as lutas históricas dos trabalhadores do mundo, que garantiram seguridade social, saúde e educação pública, 13°, descanso semanal jornada fixa. E muitas vezes isso custou vidas e sangue, literalmente, por isso a cor vermelha pra simbolizar. E transcende fronteiras políticas, por isso aparece até mais que a bandeira do país, e isso acontece em todos países, não só aqui.

  • Vila
    13 Ago 2019 às 19:15

    Coitado desses caras. Desconectados da história e do contexto social, viúvas de um tempo morto. E falam do MST como "sociedade civil"! kkkkkk Coitados.

  • Raimundo
    13 Ago 2019 às 16:53

    Só de ver essa cor vermelha chego a arrepiar!

  • Realista
    13 Ago 2019 às 16:39

    Esses sindicalistas são todos subservientes ao PT. Enquanto o PT fazia a maior pilhagem da história esses sindicalistas demonstravam conivência e jamais se mobilizaram. São todos a favor do socialismo bolivariano. Por este motivo merecem o repúdio de toda sociedade.

  • Venâncio Oliveira Trustes.
    13 Ago 2019 às 14:21

    Gente!! As cores da bandeira do Brasil,é Verde,Amarelo,Branco,e Azul anil. Enquanto vcs estiverem empunhando o vermelho,não serão levados a sério. Chega de Pt, não queremos o comunismo.

  • Samuel
    13 Ago 2019 às 14:00

    Meia dúzia de gato pingado..

  • Maicon
    13 Ago 2019 às 13:52

    Parei de ler no momento em que li "Sonhamos com escola de graça..."

  • Véio Joaquim
    13 Ago 2019 às 13:42

    UHAUHAUHAUHA MEDO DE PERDER A BOQUINHA - MAIS UM MOVIMENTO SINDICALISTA UHAUHAUHAUHA SINASEFE/MT, Adufmat, SINTUF-MT, UNE-MT, DCE UFMT-Cuiabá, Unidade Classista, MST

  • cuiabano ligado
    13 Ago 2019 às 13:29

    acabou-se as mamatas agora estão no desespero. as produções cientificas mais esdruxulas que já se viu agora querem tratar contingenciamento como corte. Vai ter que trabalhar sim, pronto falei xó mano!!!!

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