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Sábado, 16 de novembro de 2019

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Reposição de 42 dias tem que respeitar a jornada de 30 horas dos professores, diz Sintep

Da Redação - José Lucas Salvani

18 Ago 2019 - 15:31

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Reposição de 42 dias tem que respeitar a jornada de 30 horas dos professores, diz Sintep
A reposição dos 42 dias letivos nas escolas estaduais de Mato Grosso deve respeitar a jornada de até 30 horas semanais dos professores, de acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Valdeir Pereira. Nesta semana, a Secretaria do Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) irá mandar às escolas uma sugestão de cronograma. Após 75 dias de protesto, os educadores retomaram suas atividades no último dia 14 de agosto. 

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“[Veremos se] dentro desse calendário será respeitado os direitos dos trabalhadores, que é não extrapolar a jornada de trabalho semanal de 30 horas, que é a jornada da carreira, e a quantidade de sábados que o governo vai querer incluir nesse calendário”, declarou o presidente ao Olhar Direto.

Ao ser questionado quanto a possibilidade de ultrapassar a jornada semanal e como o sindicato iria atuar para impedir isso, o presidente alega que existe uma ação no Tribunal de Justiça desde 2016 versando sobre essa temática. 

A proposta do Seduc aponta que o ano letivo de 2019 deve ser encerrado em 15 de fevereiro de 2020, enquanto o próximo ano escolar ficaria para meados de março. Conforme a proposta, seriam dois calendários vigentes em 2020, um para as unidades educacionais que não aderiram o movimento e outro para as escolas que foram grevistas.

O calendário de reposições será feito pelas próprias escolas junto aos Conselhos Deliberativos da Comunidade Escolar (CDCE), que passarão a minuta desse calendário às assessorias pedagógicas para validação e homologação da Secretaria de Estado de Educação.

Quanto aos salários dos servidores que tiveram o ponto cortado, o Governo do Estado fará o pagamento dos dias de reposição referente aos meses de maio e de junho em uma folha complementar no dia 20 de agosto. Os salários dos meses de julho e agosto serão acrescentados na folha de agosto, que será paga no dia 10 de setembro.  

Greve dos professores

A greve do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) teve início no dia 27 de maio e foi encerrada no dia 9 de agosto. O movimento visou garantir o cumprimento da lei complementar 510/2013 e melhoria nas escolas.

"A greve está suspensa, mas não quer dizer que a luta terminou aqui no Estado de Mato Grosso, mesmo porque o ponto principal da Lei 510, não houve um posicionamento efetivo do Governo do Estado. A categoria reafirma que caso o Governo não integralize ou apresente uma proposta até a próxima data base do ano de 2020, nos poderemos ter uma nova greve", destacou o presidente do Sintep, Valdeir Pereira.

A greve chegou ao fim após última proposta do governador Mauro Mendes (DEM) feita na segunda-feira (5). O documento propõe que assim que o Estado voltar aos limites da LRF, todo o espaço fiscal aberto abaixo de 49% da Receita Corrente Líquida (RCL) será usado para a concessão da Revisão Geral Anual (RGA) e dos aumentos remuneratórios aos servidores.

Deste espaço fiscal, 75% será destinado à RGA para todos os servidores públicos e os 25% restantes para os reajustes já concedidos nas leis de carreira – que beneficiariam os profissionais da Educação, Meio Ambiente e Fazenda.

9 comentários

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  • Antonio
    19 Ago 2019 às 07:28

    O governador deixou escapar uma excelente oportunidade de trocar estes professores. Dispensaria esses e contratava outros e com isso o Sintep passaria a defender quem ? Os demitidos ou os novos servidores ?

  • Joao
    19 Ago 2019 às 06:14

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  • Henrique Dias
    18 Ago 2019 às 21:27

    O governo também tem que pagar o salário cortado de acordo com a reposição das aulas. Muito direito e poucos deveres para os grevistas.

  • João
    18 Ago 2019 às 20:34

    Pelo que sei, os professores trabalham apenas 20 horas semais em sala de aula, e querem ganhar como 40 horas, como os demais profissionais do executivo, que então trabalhem as mesmas 40 horas que os demais trabalham, aí sim faremos justiça, até por que a maioria dos professores trabalham em dois, três empregos pelo que sei... falei a verdade.... fui...

  • Realista
    18 Ago 2019 às 20:20

    Bom tempo para esses sindicalistas era quando havia inflação galopante e eles conseguiram reajustes generosos para a categoria. Esses petistas devem ter saudade daquele tempo onde o dinheiro não tinha nenhum valor e as greves eram cada vez mais frequentes.

  • Reginaldo
    18 Ago 2019 às 19:25

    Só eu ou tem mais gente que acha esse SINTEP o sindicato da discórdia, primeiro promove e incentiva greve e depois não quer deixar as reposições serem aceleradas... será que do eu estou vendo o quanto esse SINTEP está fora da realidade??? Parece que estão remando o tempo todo contra a correnteza

  • Gladston
    18 Ago 2019 às 19:23

    Assim é fácil! Nenhum dos petralhas em greve respeitou o direito dos alunos de acesso a educação, sacanearam todos por todo esse tempo e agora vem falar em "respeito" a jorna de trabalho?! É governador, realmente, faltou exonerar alguns!

  • Bugre
    18 Ago 2019 às 17:38

    Ou seja, não vai ter reposição de aula coisa alguma, as aulas continuarão a ser de baixa qualidade e a doutrinação ideológica vai continuar. Esses professores realmente são uma vergonha! VERGONHA!

  • joao
    18 Ago 2019 às 15:58

    Torci bastante a favor dos servidores da educação mas os mesmos jogaram a toalha. Acredito que enquanto MM for governador não existe mais greve. E, tem mais, os próximos governadores vão administrar no vácuo de MM, pois, o que deu certo com MM, continuará com os futuros governadores. Nestas alturas, acredito que nunca mais teremos greve da educação.

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