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Terça-feira, 17 de setembro de 2019

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Delegado que cumpriu mandado em casa de deputada nega "pirotecnia" policial

Da Redação - Wesley Santiago

19 Ago 2019 - 18:07

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Delegado que cumpriu mandado em casa de deputada nega
O diretor de atividades especiais, delegado Fernando Vasco Spinelli, rebateu as declarações da deputada federal Rosa Neide (PT), que afirmou que a ação desta segunda-feira (19), que cumpriu mandado de busca e apreensão em sua residência, no condomínio Alphaville, em Cuiabá, seria pirotécnica.

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Para Vasco, se a intenção fosse transformar a ação em um show, a Polícia Civil teria agido de outra maneira. “Pirotecnia em hipótese alguma, posso dizer que nós estivemos em três veículos descaracterizados. Se nós quiséssemos fazer pirotecnia, a postura seria totalmente contrária à que foi executada”.
 
Na casa da deputada federal, foram apreendidos documentos, que serão analisados. Secretária à época dos fatos, Rosa Neide é citada por algumas testemunhas como sendo a responsável por determinar a aquisição dos materiais.
 
“Ainda é cedo para dizer que ela [Rosa Neide] tem envolvimento, mas o que têm é algumas contradições no sentido de que ela disse que todo este material adquirido estaria estocado no departamento, mas não foi. Grande parte não foi estocada”, explicou o delegado Luiz Henrique Damasceno, responsável pela investigação.
 
Operação
 
A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu um mandado de prisão preventiva e uma ordem de busca e apreensão, na operação "Fake Delivery", deflagrada na segunda-feira (19) e que apura a aquisição de materiais destinados  a escolas indígenas. O destino de mais de R$ 1,1 milhão em materiais supostamente entregue na sede da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), é apurado.
 
O mandado de prisão foi expedido para o então secretário Adjunto de Administração Sistêmica, à época, Francisvaldo Pereira de Assunção, e as buscas e apreensão na residência da  deputada federal Rosa Neide Sandes de Almeida, que era secretária na ocasião da aquisição dos materiais, no final do ano de 2014. O ex-secretário adjunto foi preso com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Posto Gil, em Diamantino.
 
Cinco irregularidades foram detectadas, sendo elas: 1. Ausência de comprovação da necessidade de aquisição dos materiais de expediente para escolas indígenas no montante comprado; 2. Ausência de planejamento nas aquisições; 3. Ausência de comprovação de vantagens na adesão carona de registro de preço nº. 05/2013 – derivada do Pregão Presencial nº. 04/2013, da Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso – Fundação Selva; 4. Ausência de elaboração de contratos, vez que foram substituídos por ordens de fornecimento;  5. Ausência de comprovação de destino de material de expediente no valor de R$ 1.134.836,76.
 
As testemunhas ouvidas indicaram que a aquisição seria uma determinação da então secretária, a deputada federal Rosa Neide Sandes de Almeida. Em seu depoimento na Delegacia Fazendária foi detectado contradições, razão que motivou o pedido de busca e apreensão em desfavor dela.
 
A Polícia Civil destaca que Francisvaldo Pereira de Assunção atualmente está cedido à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, mas não há indicativo de participação de qualquer deputado estadual na investigação em andamento.
 
A apuração dos desdobramentos será concluída em autos complementares, com a finalização do inquérito policial em relação ao investigado preso preventivamente, que já responde a um processo por peculato tentado.

16 comentários

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  • Zora
    20 Ago 2019 às 10:44

    Se ainda estão investigando, pra que marcar coletiva, tirar foto, falar no microfone? Não é fama isso?

  • marcelo augusto de oliveira cunha
    20 Ago 2019 às 08:58

    quanta asneira aqui, Show? se fosse iriam de FORÇAS ESPECIAIS. Ela é FEDERAL? mas se tiver cometido crime, pau na moleira. MORO? A POLICIA CIVIL não é subordinada ao MJ. Quem não deve não teme. AGORA , politico de ESQUERDA, SOCIALISTA morando no ALFAVILLE e muita demagogia em.

  • Juinense
    20 Ago 2019 às 08:45

    E tem gente defendendo político corrupto por questão de orientação política. É o fundo do poço mesmo.

  • Lucas
    20 Ago 2019 às 08:34

    Se na época de escutas telefônicas ela disse que o Moro deveria ter vergonha e deixar o cargo, vamos ver agora se ela vai fazer isso já que a polícia entrou na casa dela buscando "explicações".

  • Zumbi
    20 Ago 2019 às 08:32

    Para quem tem o hábito de ler as coisas , se informar e não comprar a primeira versão que a midia vende , sim pois os bolsominions na sua grande maioria são preguiçosos com a leitura ...enfim , dizem em Brasilia que isso não passa de uma retaliação do ratinho Sergio Moro que quer porque quer se vingar dos que esculacharam ele na câmara dos deputados e de quebra agradar seu chefe Mor, o Jumentão.

  • O Andarilho
    20 Ago 2019 às 08:31

    Precisa-se fazer todas as investigações daqueles que deveriam fazerem seus trabalhos com claridade. Até mesmo quem não deve não teme. Mas que a justiça seja transparente o que não aconteceu na lava jato. Foi exclusivamente para evitar de Lula sair candidato a presidente. Pois se ele tivesse saído seria o presidente.

  • Handerson
    20 Ago 2019 às 07:39

    Essa policia gosta da midia, gostam de aparecer. Ainda bem.tem lei abuso de autoridade. Esse esses aparecidos tomar uma cana.

  • Renato
    20 Ago 2019 às 07:33

    PETISTA MOTA DO NO ALPHAVILLE???? Coitado da “ esquerda”...

  • Jandirson
    20 Ago 2019 às 06:50

    Gente. Bora estudar! Ela é federal. Polícia civil??? Nossa!! Que feio Dr

  • Juca
    19 Ago 2019 às 23:08

    Bea não é possível que li isso. Coisas de 2014, então deixa pra la, é assim, roubou mas faz tempo então deixa pra la. Afff é por isso que este país tem o s políticos que tem. Roubou mas faz tenho então deixa. Cada uma hein

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