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Terça-feira, 17 de setembro de 2019

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Setor pesqueiro vai a Brasília contra 'cota zero' e Neri Geller promete diálogo com governador

Da Redação - Carlos Gustavo Dorileo

21 Ago 2019 - 11:45

Foto: Olhar Direto

Setor pesqueiro vai a Brasília contra 'cota zero' e Neri Geller promete diálogo com governador
Representantes da Associação de Lojistas, Caça e Pesca de Mato Grosso (Alcape-MT) estão fazendo uma costura política para que o projeto de lei n° 668/2019, que ficou conhecido como ‘Cota Zero’, que dispõe sobre a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e que regula as atividades pesqueiras em Mato Grosso, seja barrado pela Assembleia Legislativa.

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Nesta terça-feira (20), os representantes da categoria foram até Brasília (DF) pedir aos deputados federais que ajudem a pressionar os deputados estaduais a votarem contra o projeto do Executivo, que proíbe por um período de cinco anos, o transporte, armazenamento e comercialização do pescados oriundos da pesca em todos os rios de Mato Grosso.

“Estamos fazendo uma costura política, buscando com os deputados estaduais, deputados federais, vereadores e prefeitos da baixada cuiabana, para que pressionem o legislativo do Estado, para não aprovarem este projeto de lei”, explicou a vice-presidente da Alcape-MT, Nilma Silva, que há 20 anos trabalha com iscas vivas.

Olhar Direto flagrou o encontro dos representantes da associação com o deputado federal Neri Geller (PP), que garantiu apoio na luta contra o projeto, além de se comprometer de levar a preocupação dos trabalhadores que vivem da pesca, ao governador Mauro Mendes (DEM).

“Conheço este problema do cota zero e sei que temos principalmente na baixada cuiabana muitas cidades e muitas pessoas que dependem da pescaria não predatória. Estamos alinhados a vocês. Vou conversar com a bancada do Estado para procurar fazer a abertura do diálogo com o governador para que a gente possa de forma consensual resolver isso. A sobrevivência de várias espécies também depende de uma pescaria que seja adequada para fazer a preservação. Não podemos deixar que pare esta atividade econômica, que é importante para os ribeirinhos de toda baixada cuiabana”, disse o parlamentar.


De acordo com Nilma Silva, os trabalhadores que vivem da pesca estão abertos ao diálogo e solicitam do Governo estudos que comprovem que a pesca, realizada de forma correta, trás risco às espécies de peixes em todo o Estado.

“Queremos que o Governo faça políticas públicas de forma correta, apresentando estudos e laudo. Estamos abertos a seguir uma rotatividade de espécies, como propõe um projeto substitutivo apresentado pelo deputado estadual Elizeu Nascimento”, afirmou.

A vice-presidente da Alcape-MT também projeta que com a aprovação do projeto do Governo, todo o seguimento que hoje sobrevive da pesca irá fechar as portas. “Não tem como ficar cinco anos de piracema. Se este projeto for aprovado, todo o seguimento que vive da pesca irá fechar, assim como os ribeirinhos, muitos deles, semi-analfabetos e com mais de 50 anos, não terão oportunidades de trabalharem em outras áreas”, finalizou.

Projeto Cota Zero

O Projeto de Lei 668/2019 proíbe, em seu artigo 18, o armazenamento, a comercialização e o transporte de pesca amadora por cinco anos a partir do ano de 2020. O pescador teria de soltar o animal de volta no rio na sequência ou consumi-lo no local da pesca. Ele faz parte da Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável da Pesca e regulamenta as atividades pesqueiras.

7 comentários

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  • ricardo
    21 Ago 2019 às 16:55

    A falta de peixe no Rio Cuiabá é o esgoto. A falta de peixe no Pantanal é o excesso de jacaré. A falta de peixe na Bacia do Araguaia e na Bacia do Teles Pires é o excesso de agrotóxico. Com ou sem a "cota zero" o estoque pesqueiro jamais será reposto. "COTA ZERO" é pressão dos piscicultores(criadores de peixes). É tudo comércio. Na verdade o governo é omisso nas suas obrigações de fiscalizar.

  • Rafael
    21 Ago 2019 às 16:14

    O maior polo turístico de pesca na América do sul é COTA ZERO, estamos falando das famosas pescarias na Argentina. Estão acabando com nosso Pantanal!

  • Paulo P.
    21 Ago 2019 às 15:28

    Esse papo de necessidade de pescador ribeirinho para se sustentar é conversa pra boi dormir. Não tem ribeirinho que comercializa peixe e sim os pescadores filiados às colônias, que na grande maioria, tem outras atividades paralelas à de pescador profissional. O Governo está certo. Sem a política de proibição de transporte os peixes sempre serão alvos de pescaria predatória praticada por alguns profissionais filiados às colônias. Tem que proibir mesmo.

  • Biólogo
    21 Ago 2019 às 15:12

    Pq. essa galera não corre atrás de quem pode ajudar (UFMT)? Dentro da UF tem um nucle0 de pesquisa do Pantanal com doutores renomados, tem nem o que discutir esse povo do cota zero,. Existe a famosa Gabriela do CEPESCA, corre atrás de quem pode ajudar, com técnica consegue ir longeeee.

  • pescardor
    21 Ago 2019 às 14:59

    essas senhoras a Dona Marcia e a Dona de outra loja de pesca não entende que se não hover peixe elas não vendem que o movimento dela so cai com isso,os turistas nao veem mais para o MT pescar, vao para argentina Araguaia que la sim tem peixe aqui não se pega mais peixe, tem que ter cota zero sim, para preservar e com mais peixes o comercio aumenta suas vendas e as duas senhoras riem muito,

  • Zeca
    21 Ago 2019 às 12:47

    Essa lei arrebentará com comerciantes de produtos para pesca, barcos, motores de popa, chalanas de aluguel, ranchos/pousadas, etc. Tudo em favor dos parlamentares que são grandes produtores de peixes em criatórios! Simples entender.

  • Julivan
    21 Ago 2019 às 12:29

    Uma vergonha pessoas preocupadas em matar os peixes e destruir de vez a natureza! Pergunto ao deputado engravatado? Vc pesquisou a grande verdade? A verdade soberana? O peixe está acabando, mais de 180 pousadas e barcos hotéis que empregam diretamente mais de 10.000 pessoas irá fechar, não temos mais peixes nos rios! Hoje existem menos de 2.000 pescadores profissionais de fato, que realmente vivem da pesca de matar, e mais de 50.000 que dependem do turismos! Acorda deputados não sejam a favor da destruição em prol de anseios individuais! NO Mato Grosso com toda certeza é maioria da população são aqueles que defendem. A Natureza!

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