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Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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Bolsonaro convoca equipe ministerial para combater queimadas; MT é líder com 14 mil focos de calor

Da Redação - Isabela Mercuri

23 Ago 2019 - 08:29

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Bolsonaro convoca equipe ministerial para combater queimadas; MT é líder com 14 mil focos de calor
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) convocou, na noite da última quinta-feira (22), um grupo ministerial para pensar soluções para as queimadas na Amazônia. O estado de Mato Grosso lidera o ranking de todo o país, com aproximadamente 14 mil focos de calor acumulados em todo ano, segundo levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe). O chefe do Executivo nacional decidiu assinar o despacho com a determinação após uma série de críticas, e temendo uma retaliação internacional.

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Uma das críticas veio do presidente da França Emmanuel Macron. Na quinta-feira (22), ele publicou uma foto – que depois provou-se não ser atual – em sua conta no Twitter, e cobrou uma discussão com os países membros do G7 sobre a situação. Prontamente, Bolsonaro rebateu afirmando que o francês usou a questão para ganho político pessoal, e usou tom sensacionalista.

No entanto, diante de críticas de muitas outras lideranças, dentre ativistas, políticos e artistas do mundo inteiro – muitos deles, inclusive, também com fotos desatualizadas ou que nem eram na Amazônia – o presidente decidiu assinar o despacho e convocar a equipe ministerial.
  Nasa se manifestou via Twitter

O documento prevê que os ministérios da Casa Civil, Meio Ambiente, Defesa, Agricultura e Relações Exteriores façam levantamento dos focos de incêndio, e adote medidas de combate às queimadas. Nesta sexta-feira (23), ele deve se reunir com a equipe para discutir as iniciativas.

Queimadas em MT 

Um levantamento feito entre janeiro e agosto de 2019 mostra que 60% dos focos de calor em Mato Grosso se concentram em áreas privadas registradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O estado já acumula mais de 13 mil focos nesse período, o que representa número 87% a mais do que no mesmo período do ano anterior e 205% a mais se considerarmos apenas o período de proibição de queimadas, iniciado em 15 de julho. Os dados são do último levantamento feito pelo Instituto Centro de Vida (ICV), divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

No bioma Amazônia, os municípios com maior número de focos estão no Noroeste do estado, seguindo a mesma tendência de dados do desmatamento ilegal. Colniza (1.116 km de Cuiabá) é o campeão disparado, com 1.076 focos acumulados, sendo 1.049 registrados desde o início do período proibitivo em 15 de julho. Aripuanã (704 km de Cuiabá) vem com quase metade das ocorrências de Colniza. No bioma Cerrado, Paranatinga (388 km de Cuiabá) acumula o maior número de focos de calor.

As queimadas ocorrem principalmente nas propriedades particulares. Desde janeiro, 60% dos focos de calor foram em áreas privadas registradas no Cadastro Ambiental Rural, 16% em Terras Indígenas e 1% em Unidades de Conservação.

17 comentários

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  • Maria Antonia
    23 Ago 2019 às 14:34

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  • Oi?
    23 Ago 2019 às 14:09

    Não é apenas uma questão de ficar falando de quem acendeu ou quando ou onde começou o fogo - a pergunta é: qual é a postura e quais são as ações adotadas pelos governantes para evitar e combater os incêndios? Também chamadas de políticas públicas, pois é obrigação do poder público cuidar do ambiente. Tá na Lei.

  • nilton
    23 Ago 2019 às 12:57

    se não fosse a pressão internacional esse B de presidente ia deixar queimar tudo com esse discurso tolo de que é normal as queimadas pqp.

  • Poconeano
    23 Ago 2019 às 12:09

    Até onde eu saiba, o capitalismo sobrevive de vender produtos, não é? Quem vai querer comprar produto brasileiro (commodities agrícolas) com a marca da destruição. O marketing do Brasil foi para o espaço. Menos venda, menos produção, menos imposto arrecadado, menos emprego e bingo, nos tornamos a Venezuela. O miNto se superou! Nem precisa de uma oposição articulada, ele mesmo se destrói e com ele o Brasil.

  • Janinha Gusmão
    23 Ago 2019 às 11:36

    Nosso exército é inútil. Não fazem nada. Poderia combate incêndio. Oras.

  • Milton MORADA DA SERRA
    23 Ago 2019 às 11:35

    Estou muito arrependido de ter votado no Bolsonaro. Até Dilma era melhor. Peço perdão.

  • desconfiado
    23 Ago 2019 às 11:32

    É muito difícil de acreditar que somente o agronegócio ganha com as queimadas, quando uma queimada atinge uma área de lavoura ninguém fala nada, ai pode, outra coisa difícil de acreditar e que alguém em sã consciência colocaria fogo em milhões de dólares em metros cúbicos de madeira de lei só pra fazer fumaça, e difícil acreditar que o comercio de madeira de lei endêmica da Amazônia esteja em crise pois ninguém compra madeira queimada é só se for para fazer churrasco, a limpeza de áreas para agricultura com fogo que era praticada por indígenas a séculos na Amazônia, já foi comprovada inviável para as grandes plantações pois matam o solo e a sua recuperação é muito cara, todo mundo culpa o BRASIL porque a Amazônia está em chamas mas eu nunca vi uma campanha proibindo a entrada de madeira de lei especifica dessas regiões deflagrada por nenhum dos países do g7, será que eles não tem tecnologia para descobrir se essa madeira vem da Amazônia, ninguém culpa o comercio ilegal de madeira por acabar com a Amazônia o Pará e MT, muitos madeireiros ilegais põe fogo no mato para apagar seus rastros e desviar a atenção, e se não tivesse quem comprasse a madeira eu duvido que ia alguém lá no mato correndo o risco de morres ou ser preso para cortar arvores.

  • Juscelino Alves Ferreira
    23 Ago 2019 às 11:25

    Me referi a década de 1980, pois foi quando o governo da época, tinha financiamento a praticamente juros zero para muitos projetos como da borracha e eucalipto, e tudo isso favoreceu ao desmatamento sem controle não em vários estados!

  • Benedita da Silva
    23 Ago 2019 às 11:19

    Pois é, o Macron que foi tachado de idiota no twitter é um espertalhão, encontrou a brecha pra começar embolar o acordo UE e MERCOSUL. A Finlândia presidente atual da UE está sugerindo embargo da carne brasileira por conta dos incendios florestais. A volta da Russia ao G7 esta sendo coogitada com sugestões de sanções ao Brasil. Acendeu o alerta no agronegócio. Mimimi nada, agora o governo vai fazer o que devia ter feito antes pois a economia pode sofrer impactos e o agronegócio pop, tech, tudo é parte significativa do PIB. Mimimi? Conta outra estória que esta já era!

  • Eu
    23 Ago 2019 às 11:04

    Zumbi e Poconeano, brilhantes!!!

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