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Sábado, 21 de setembro de 2019

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Fiscalização flagra 17 em trabalho infantil e 25 empregados em péssimas condições em olaria

Da Redação - Fabiana Mendes

24 Ago 2019 - 14:35

Foto: Assessoria

Fiscalização flagra 17 em trabalho infantil e 25 empregados em péssimas condições em olaria
Uma fiscalização flagrou 80 trabalhadores sem registro, 25 empregados de olarias em péssimas condições e afastou 17 crianças do trabalho infantil em Querência e Confresa (1.150 km de Cuiabá). A estimativa de valores de INSS e FGTS não recolhidos é de R$ 40 mil. A ação dos Auditores-Fiscais do Trabalho (AFTs) de Mato Grosso vem sendo feita na região do Alto Araguaia.
 
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O AFT Geraldo Fontana Filho explica que 93% dos empregadores notificados apresentaram problemas de falta de registro de empregados, sendo 60 no comércio em geral e 20 no meio rural. “A informalidade tem como consequência a sonegação de contribuições previdenciárias, não recolhimento do FGTS e fragilização do trabalho”, pontua.

Todas as olarias de Confresa foram fiscalizadas, onde foram encontrados 25 trabalhadores na informalidade, sem condições de segurança e saúde, sem Equipamento de Proteção Individual (EPI), água e sem condições sanitárias.

“Ha mais de 20 anos na inspeção do trabalho e ainda me impressiono com as condições de trabalho que ainda são submetidos os trabalhadores. O desejo é que o estado brasileiro tivesse mais Auditores e que pudéssemos estar onde esses trabalhadores mais precisam”, desabafa o AFT Valdiney de Arruda, que também atua no operativo.

Em Querência, foram detectados menores vendendo picolés no comércio ambulante, sendo três crianças e três adolescentes, totalizando 17 casos de trabalho infantil, sendo que todos foram afastados.

“Ação atingiu 90% dos lava jatos e comércio e em Querência com foco no trabalho infantil. A fiscalização vai se tornar mais presente na região muito”, avisa Valdiney de Arruda.
 
 

6 comentários

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  • Edvaldo Nogueira dos Santos
    26 Ago 2019 às 12:39

    Trabalhador não tem direito de reclamar mais nada é ordem do ditador Bolsonaro maduro.

  • Cidadão
    26 Ago 2019 às 10:55

    Vender picolés etc..não pode,mas vender drogas pode ,isso e que deixa qualquer um cidadão de bem incrédulo com esse atual sistema

  • Kellen do CPA
    25 Ago 2019 às 12:38

    Presidente Bolsonaro incita trabalho infantil ao dizer que trabalhou com nove anos de idade. O que Bozonaro não disse era que ajudava a lavar louça em casa. Isso não é trabalho. Mas empresários brasileiros exploram mesmo crianças. Bem feito para quem votou no Bolsonaro.

  • LONDON
    25 Ago 2019 às 01:09

    Trabalho escravo? Mas não é Vossa Excelência Sr. Jair M. Bostanaro quem quer abrandar as leis trabalhistas, pq é convicto de que isso não existe no Brasil? Trata-se apenas de uma interpretação equivocada....

  • João
    24 Ago 2019 às 17:51

    Joãoderondonopolis, a menos que vc me prove o contrário, vc se tornou um João ninguém. Não consegue compreender que isso é trabalho escravo, alguém ganhando dinheiro nas custas de crianças. Ofereça trabalho dentro da lei, e não terá problemas. Só gostaria de saber se com tudo isso vc tem pelo menos um ensino superior, e consegue com o seu salário sustentar a família com qualidade de vida, ou talvez, esteja ganhando uma vida ótimo, sendo um empresário medíocre, pagando mal seus funcionários. AFF! É por gente assim que ainda vivemos num país atrasado, sem expectativas, né Joãoderondonopolis

  • joaoderondonopolis
    24 Ago 2019 às 15:29

    Estas coisas que desanimam a gente. Menores crianças e adolescentes não podem vender picolés com carrinhos nas ruas. Eu já vendi galinhas, lenhas, trabalhei de servente de pedreiro, desentupi esgoto, fiz tudo isto e no entanto não me prejudicou em nada, ao contrário, me ajudou a ser um cidadão honesto e trabalhador, cumpridor de suas obrigações. Isto é uma vergonha neste país penalizar quem dá serviços para adolescentes. Este país, realmente não tem jeito.

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