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Sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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UFMT perderá 25% das bolsas de pós-doutorado com novo corte anunciado pelo MEC

Da Redação - Fabiana Mendes

04 Set 2019 - 17:07

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

UFMT perderá 25% das bolsas de pós-doutorado com novo corte anunciado pelo MEC
A Coordenação Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC), anunciou na terça-feira (3) a suspensão de 5.613 bolsas de pós-graduação até o final de 2019 em todo o país. Considerando os três cortes, de abril a dezembro, serão menos 55 bolsas de mestrado, 15 de doutorado e dez de pós-doutorado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Isso representa uma perda de 11 a 12% em bolsas de mestrado e cerca de 10% em doutorado. O maior percentual ficou para as bolsas de pós-doutorado, que terão corte de aproximadamente 25%.

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Pró-reitora de ensino de pós-graduação da UFMT, Ozerina Victor de Oliveira disse em entrevista ao Olhar Direto, que recebeu o comunicado da Capes informando o corte que começa neste mês de setembro, mas sem um prazo final. “Se este ofício se mantiver, as perdas continuarão progressivamente”, lamentou.

O presidente da Capes, Anderson Correia, argumenta que com esta ação, uma parcela principal dos benefícios foi preservada, assegurando-se o pagamento de todas as bolsas ativas. “Queremos preservar o pagamento dos todos bolsistas que já recebem o benefício”.

Ao longo do ano, a pós-graduação da Universidade sofre com perdas. “Em maio deste ano, a Capes recolheu aquelas bolsas que não estavam vinculadas aos CPF’s dos estudantes. Nós tivemos uma perda, mas foi pequena, porque a maioria dos programas já tinha sido feito esse vinculo no mês de abril”, esclareceu a pró-reitora.

Dois meses depois, houve um congelamento de 30% das bolsas. “Em julho, os programas de pós-graduação que há duas avaliações recebiam o conceito três, tiveram suas bolsas diminuídas em 30%, ficando no caráter congelamento. Falavam congelamento, porque diziam que assim que o orçamento da Capes se restabelecer, a Capes retorna essas bolsas para os programas. As de maio não, elas seriam recolhidas e não mais devolvidas. As de julho seriam devolvidas assim que a situação melhorasse”, comenta.

Segundo Ozerina Victor, na ocasião, o presidente da Capes falou que não haveria nenhuma medida de corte em relação às bolsas durante este ano. “Para nossa surpresa, teve outra medida nesta semana. Essa surpresa, segundo o presidente da Capes, em virtude do orçamento decidido na semana anterior no ano de 2020. No ano de 2020, o que está aprovado na Lei Orçamentária, a Capes terá quase 50% a menos de recursos daqueles que foram destinados em 2019”, explicou.
 
Os programas de pós-graduação da UFMT são subsidiados pela Capes. O maior deles é o Demanda Social, que promove concessão de bolsas a cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), seguido pelo Programa Nacional de Pós-Doutorado (PNPD), com meta de financiar o trabalho de jovens doutores em áreas estratégicas de pesquisa relacionadas à política industrial, tecnológica e de comércio exterior. Há também o Prodoutoral. Seu objetivo geral é estimular a elaboração e a implementação de estratégias de melhoria do ensino, da pesquisa e da extensão das IFES de origem.
 
Atualmente a Capes possui 211.784 bolsas ativas em todas as suas áreas de atuação no Brasil. Deste total, 92.680 bolsas pertencem ao âmbito da pós-graduação stricto sensu. Dentro do contingenciamento, já anunciado para o orçamento da Fundação, 2,65% deste total serão congelados. Este percentual corresponde a 5.613 bolsas que ficariam ociosas a partir deste mês até o final de 2019.

A medida representa uma economia de R$37,8 milhões em 2019, podendo chegar a R$544 milhões nos próximos quatro anos. Este é considerado o período de vida útil das bolsas, e pretende garantir o pagamento de todos os bolsistas já cadastrados nos Sistemas de Acompanhamento de Concessões (SAC) e de Controle de Bolsas e Auxílios (SCBA).

O presidente da Capes disse que o Ministério da Educação e a Fundação buscam alternativas para recompor o orçamento de 2020. “Todas as possibilidades estão sendo estudadas para garantir o pleno funcionamento dos serviços prestados”, argumentou. Uma das iniciativas será buscar financiamento por meio de parcerias com empresas na formação de recursos.

21 comentários

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  • Mestre
    05 Set 2019 às 14:01

    Não é o apocalipse, é só o efeito do seu voto!!!

  • Levi
    05 Set 2019 às 13:47

    Acho que os bolsominions querem que o Brasil se transforme num país de ignorantes. Felizmente temos uma Educação Superior formadora de opinião e senso crítico. Viva a Universidade Pública brasileira!

  • Jorge Tadeu
    05 Set 2019 às 13:17

    Regina, não ofenda o Japão. Japonês gosta de trabalhar. Brasileiro gosta de fazer cara de coitadinho, pose de arminha e pedir pra Bozinho.

  • Lugger
    05 Set 2019 às 12:51

    É um escárnio o modo como estão sendo tratados a pesquisa e a ciência no país. É um verdadeiro suicídio intelectual, com fuga de cérebros e ficando apenas o gado bolsominion. A maioria dos tolos direitopatas nos comentários desconhecem o que seja um pós-doc, que é um estágio de aprofundamento de jovens pesquisadores. Não tem nada de esquerdista em pesquisas em biomas, novas tecnologias agrárias,muito menos em física atmosférica, só para ficar em poucos exemplos. Esses comentaristas são néscios, felizes em tornarmos uma colônia lobotomizada.

  • Oi?
    05 Set 2019 às 12:17

    Nunca vi comemorar tiro no pé. Se alguém está lucrando com esse desmonte, não é o povo brasileiro. Uma pergunta àqueles que comemoram essa tosquice: qual e quando foi o último livro que você leu? E nem precisa ser de papel, talkei?

  • mayara
    05 Set 2019 às 10:05

    Tem que cortar mesmo. Dar dinheiro para essa fábrica de "bicho grilo" esquerdopata fazer farra com o dinheiro público. Acho é pouco!!!!

  • cidão
    05 Set 2019 às 09:41

    Tem mais é que cortar mesmo e aplicar o dinheiro em descontos para os pobres dos estudantes que estão se endividando com FIES para se formar e ficam anos tentando arrumar emprego e não consegue. Esses sim precisam de ajuda. Pós Doutorado as custas do povo. Faça me o favor hein..

  • Sil
    05 Set 2019 às 09:30

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Samilton
    05 Set 2019 às 09:28

    Acabou a mamata, vão trabalhar.

  • Soraya
    05 Set 2019 às 08:26

    Tem que privatizar com urgência as universidades federais e estaduais.

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