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Segunda-feira, 18 de novembro de 2019

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Em Cuiabá, ministro alfineta reitora: “Uma gestão ruim pode ter bilhões e vai terminar mal”

Da Reportagem Local - Carlos Dorileo / Da Redação - Isabela Mercuri

05 Set 2019 - 17:00

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Em Cuiabá, ministro alfineta reitora: “Uma gestão ruim pode ter bilhões e vai terminar mal”
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, que está em Cuiabá para anunciar investimentos para a Educação pública do Município, com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), alfinetou a reitora Myriam Serra em entrevista na tarde desta quinta-feira (5). Ele afirmou que ela administra um orçamento bilionário, mas que “uma gestão ruim pode ter bilhões e vai terminar mal”.

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Abraham criticou as universidades federais como um todo, afirmando que é necessário ‘separar o joio do trigo’, porque se continuar como está, elas vão falir. “As universidades federais atendem um grupo pequeno de estudantes, estamos falando aqui de 16% apenas dos estudantes do Brasil que fazem universidades federais. 80% é privado. A gente quer salvá-las”, afirmou.

No início desta tarde, o ministro foi recebido com um protesto no aeroporto, com a presença do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica de Mato Grosso (Sinasefe-MT) e da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), além de membros de Diretórios Centrais de Estudantes (DCE) de ambas instituições federais. Os manifestantes criticavam os cortes feitos na educação.

Na última quarta-feira (4), a UFMT anunciou a suspensão de diversos serviços realizados dentro do campus, como limpeza, otimização nos serviços da portaria e vigilância armada, recesso do Restaurante Universitário nas férias e racionamento de energia elétrica em alguns setores da universidade. As medidas emergenciais foram tomadas após o anúncio do governo sobre o contingenciamento de 30% dos recursos financeiros repassados para a universidade.

Além disso, a Coordenação Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC), anunciou na terça-feira (3) a suspensão de 5.613 bolsas de pós-graduação até o final de 2019 em todo o país. Considerando os três cortes, de abril a dezembro, serão menos 55 bolsas de mestrado, 15 de doutorado e dez de pós-doutorado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Isso representa uma perda de 11 a 12% em bolsas de mestrado e cerca de 10% em doutorado. O maior percentual ficou para as bolsas de pós-doutorado, que terão corte de aproximadamente 25%.

O ministro da Educação, no entanto, afirma que a gestão de Myriam ‘fala por si’. “Na primeira conversa que eu tive com ela, ela estava com uma dívida de um ano e meio de luz atrasada, o recurso foi liberado, não foi usado para pagar a conta de luz, ela ficou incomunicável... mas eu acho que a Universidade de Mato Grosso vai se ajustar e vai ter um rumo mais positivo no futuro. A gente vai começar a descontingenciar em setembro os recursos, agora, neste mês. Os recursos vão fluir. Não houve, no Brasil todo, paralização, universidade fechada. O único caso de ficar sem luz por seis horas foi aqui, e nós do MEC que tivemos que intervir, ligar para a companhia de luz para pedir para religar”, afirmou.

“A gente pede a prestação de contas para que o recurso seja liberado. Como a reitora não desenvolveu uma credibilidade muito grande com a nossa equipe, a gente está soltando igual para todo mundo e ela está enfrentando uma dificuldade, fruto da gestão que ela mesma fez. É uma universidade importante. A UFMT é o terceiro maior orçamento do estado. O maior é do governo do Estado, o segundo é de Cuiabá, e essa senhora administra um orçamento bilionário. Não é pouco dinheiro que está na mão dela”, completou Weintraub.

24 comentários

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  • Jair
    06 Set 2019 às 15:25

    Isso aí ministro, passa o facão. Tira a reitora e nomeia o José Medeiros p colocar ordem na balburdia.

  • Oi?
    06 Set 2019 às 11:22

    Quando não se sabe construir, é muito comum desconstruir o que já existe dizendo que não presta e fazendo bastante estardalhaço. Mas o que se oferece de concreto, de verdade, para a educação no Brasil? NADA - até agora só vento e palavrório. E tem gente que gosta de ser enganada. Então tá... Infelizmente é esperar pra ver o que vai sobrar dos escombros.

  • Ivan
    06 Set 2019 às 10:51

    A SEDUC nunca foi exemplo, e o ensino em MT é uma piada. A da maioria dos Estados brasileiros não ficam atrás. Portanto, o ministro tem suas razões.

  • nilton
    06 Set 2019 às 08:15

    desmonte das federais . fim das conquistas sociais, fim da CLT, reforma da previdência que prejudica os mais pobre com o falso discurso que os servidores públicos causam prejuízos, destruição do meio ambiente, governo de ricos para ricos e milionários apenas. o povo aplaude hoje amanhã será a maior chiadeira

  • Ares
    06 Set 2019 às 07:56

    O pt já provou e comprovou que não serve Deus nos livre desse pt quase 20 anos arrasando destruindo o Brasil sempre tentam o vitimismo

  • Curimbatá
    06 Set 2019 às 01:04

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  • Carlos Augusto
    05 Set 2019 às 22:33

    Esta reitoria vem arrastando problemas à anos. Agora que estão cobrando os relatórios de gastos para poder liberar as verbas, está senhora Myrian, que administra 1bi, não tem como informar os gastos. Simples, não comprova, não receber.

  • Revoltado
    05 Set 2019 às 22:32

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  • Aninha
    05 Set 2019 às 21:49

    Essa reitora é muito incompetente.

  • José Pereira
    05 Set 2019 às 21:12

    Essa reitora ja se mostrou uma gestora ineficiente e partidária. Sempre arrumará uma forma de imputar ao governo a sua incapacidade de gestão.

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