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Em Cuiabá, ministro alfineta reitora: “Uma gestão ruim pode ter bilhões e vai terminar mal”

Da Reportagem Local - Carlos Dorileo / Da Redação - Isabela Mercuri

05 Set 2019 - 17:00

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Em Cuiabá, ministro alfineta reitora: “Uma gestão ruim pode ter bilhões e vai terminar mal”
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, que está em Cuiabá para anunciar investimentos para a Educação pública do Município, com o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), alfinetou a reitora Myriam Serra em entrevista na tarde desta quinta-feira (5). Ele afirmou que ela administra um orçamento bilionário, mas que “uma gestão ruim pode ter bilhões e vai terminar mal”.

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Abraham criticou as universidades federais como um todo, afirmando que é necessário ‘separar o joio do trigo’, porque se continuar como está, elas vão falir. “As universidades federais atendem um grupo pequeno de estudantes, estamos falando aqui de 16% apenas dos estudantes do Brasil que fazem universidades federais. 80% é privado. A gente quer salvá-las”, afirmou.

No início desta tarde, o ministro foi recebido com um protesto no aeroporto, com a presença do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica de Mato Grosso (Sinasefe-MT) e da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), além de membros de Diretórios Centrais de Estudantes (DCE) de ambas instituições federais. Os manifestantes criticavam os cortes feitos na educação.

Na última quarta-feira (4), a UFMT anunciou a suspensão de diversos serviços realizados dentro do campus, como limpeza, otimização nos serviços da portaria e vigilância armada, recesso do Restaurante Universitário nas férias e racionamento de energia elétrica em alguns setores da universidade. As medidas emergenciais foram tomadas após o anúncio do governo sobre o contingenciamento de 30% dos recursos financeiros repassados para a universidade.

Além disso, a Coordenação Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC), anunciou na terça-feira (3) a suspensão de 5.613 bolsas de pós-graduação até o final de 2019 em todo o país. Considerando os três cortes, de abril a dezembro, serão menos 55 bolsas de mestrado, 15 de doutorado e dez de pós-doutorado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Isso representa uma perda de 11 a 12% em bolsas de mestrado e cerca de 10% em doutorado. O maior percentual ficou para as bolsas de pós-doutorado, que terão corte de aproximadamente 25%.

O ministro da Educação, no entanto, afirma que a gestão de Myriam ‘fala por si’. “Na primeira conversa que eu tive com ela, ela estava com uma dívida de um ano e meio de luz atrasada, o recurso foi liberado, não foi usado para pagar a conta de luz, ela ficou incomunicável... mas eu acho que a Universidade de Mato Grosso vai se ajustar e vai ter um rumo mais positivo no futuro. A gente vai começar a descontingenciar em setembro os recursos, agora, neste mês. Os recursos vão fluir. Não houve, no Brasil todo, paralização, universidade fechada. O único caso de ficar sem luz por seis horas foi aqui, e nós do MEC que tivemos que intervir, ligar para a companhia de luz para pedir para religar”, afirmou.

“A gente pede a prestação de contas para que o recurso seja liberado. Como a reitora não desenvolveu uma credibilidade muito grande com a nossa equipe, a gente está soltando igual para todo mundo e ela está enfrentando uma dificuldade, fruto da gestão que ela mesma fez. É uma universidade importante. A UFMT é o terceiro maior orçamento do estado. O maior é do governo do Estado, o segundo é de Cuiabá, e essa senhora administra um orçamento bilionário. Não é pouco dinheiro que está na mão dela”, completou Weintraub.

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