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Terça-feira, 19 de novembro de 2019

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Bustamante afirma que PM é maior que militares: policiais que cometerem crimes serão extirpados

Da Redação - Wesley Santiago/Da Reportagem Local - Érika Oliveira

07 Set 2019 - 15:54

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Bustamante afirma que PM é maior que militares: policiais que cometerem crimes serão extirpados
Questionado se o escândalo dos grampos ilegais que ocorreram em Mato Grosso faz com que a sociedade perca a confiança na Polícia Militar, o secretário de Segurança Pública (Sesp), Alexandre Bustamante, foi enfático ao dizer que a instituição é muito maior que seus homens. Além disto, pontuou que eventuais desvios de conduta serão apurados e penalizados no rigor da lei. “Serão extirpados da sociedade”, pontuou.

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“A instituição é muito maior do que os homens que a acompanham. Jamais a Polícia Militar, Civil, Politec, Bombeiros, vai cometer crime. Temos uma unidade com quase oito mil homens, em que se pega desvio de poucos, não pode generalizar”, disse o secretário, durante as comemorações do aniversário da PM, na última quinta-feira (05).
 
Bustamante ainda explicou que “quem faz as prisões e investigações é a própria instituição. Temos que tirar isto, este estigma de falar que a Polícia Militar cometeu crime. São alguns policiais e estes serão extirpados da sociedade”.

Uma reportagem do programa "Fantástico", da Rede Globo, revelou na noite de 14 de maio que a Polícia Militar em Mato Grosso “grampeou” de maneira irregular uma lista de pessoas que não eram investigadas por crime.
 
A matéria destacou como vítimas a deputada estadual Janaína Riva (PMDB), o advogado José do Patrocínio e o jornalista José Marcondes, conhecido como Muvuca. Eles são apenas alguns dos “monitorados”.
 
O esquema de “arapongagem” já havia vazado na imprensa local após o início da apuração de Fantástico.
 
Barriga de aluguel
 
Os grampos foram conseguidos na modalidade “barriga de aluguel”, quando investigadores solicitam à Justiça acesso aos telefonemas de determinadas pessoas envolvidas em crimes e no meio dos nomes inserem contatos de não investigados.
 
Neste caso específico, as vítimas foram inseridas em uma apuração sobre tráfico de drogas.

Investigações

A Polícia Civil de Mato Grosso (PJC-MT), em trabalhos da Equipe Especial designada exclusivamente para conclusão dos inquéritos sobre as interceptações ilegais, caso conhecido como Grampolândia Pantaneira, realizou na tarde desta quinta-feira (5) o interrogatório do coronel da Polícia Militar, Zaquel Barbosa, com a finalidade de esclarecer e individualizar a atuação de cada um dos envolvidos.

A Polícia Civil (PJC-MT) aguarda laudos periciais de vários equipamentos eletrônicos obtidos durante esta nova fase da investigação. As investigações prosseguem sob a gestão das delegadas Luciana Canaverde e Jannira Laranjeira.
 
Em processo corrente na Décima Primeira Vara Criminal de Cuiabá, Especializada em Justiça Militar, Zaquel Barbosa confessou participação no esquema de interceptações. Ele indicou ainda a participação de políticos, colegas militares e membros do Ministério Público.

O também coronel Alexandre Ferraz Lesco e o cabo Gerson Ferreira Correa Junior, igualmente réus na Justiça Militar, também confessaram os crimes. Ato idêntico, benefícios de colaboração premiada foram negados em manifestação do MPE.

2 comentários

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  • Ferreira
    07 Set 2019 às 21:12

    Ferro neles .

  • Antônio
    07 Set 2019 às 20:11

    Não só policiais militares... mas todos os funcionários públicos devem ser extirpados de cometerem crimes... principalmente esses políticos que temos em nosso Estado... que parece serem blindados... tanto roubam e nada acontece... acho que só vai começar a ter um pouco de justiça quando forem presos boa parte dos desembargadores do nosso Estado...

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